Portugal e o Mar
O navegador dos Lusíadas
Um texto que me chegou às mãos. Não sei de
onde, mas que acho vale a pena divulgar

Há cerca de 520 anos, Vasco da Gama zarpou de
Lisboa, deu a volta à África e chegou à Índia, na maior proeza da era das
navegações. Inspirado na grande aventura, Camões escreveu Os Lusíadas. Depois
de Vasco da Gama, o homem ficou maior... e o mundo, mais próximo.
No
desenho de Giovanni Leardo, de 1442, o mundo não tinha pé nem cabeça, só Europa
e Mediterrâneo. A África era uma incógnita e o fim dos oceanos, uma caixa preta
habitada por monstros inconcebíveis (como se vê nas cartas náuticas do século
XVI). Mas os barquinhos portugueses oriundos do Tejo, com 25 metros de
comprimento, tornaram o mundo pequeno e navegável.
Tudo
começou em 1415, quando eles atravessaram o Mediterrâneo e tomaram Ceuta, no
Marrocos. Depois, lançaram-se no mar desconhecido. Ano após ano, foram descendo
a costa da África. Com o infante D. Henrique (1394-1460), as navegações se
expandiram e viraram a epopeia lusitana, conquistando continentes e produzindo
lendas. A começar pela Escola de Sagres, o famoso centro náutico que teria sido
criado por D. Henrique. A mais mitológica das viagens começou em 8 de julho de
1497, há 500 anos, quando Vasco da Gama partiu de Lisboa, com quatro navios.
Vinte e seis meses depois, voltou com o caminho marítimo para as Índias
descoberto. Foi a navegação mais importante da História. O ponto culminante dos
descobrimentos que mudaram o formato da Terra na cabeça da humanidade A saga de
Vasco da Gama foi narrada pelo poeta Luís de Camões (1525-1580), em Os
Lusíadas, com versos que os estudantes de língua portuguesa sabem de cor. “As
armas e os barões assinalados/ que da Ocidental praia lusitana/ por mares nunca
dantes navegados/ passaram muito além da Taprobana/ em perigos e guerras
esforçados/ mais do que permitia a força humana/ entre gente remota edificaram/
novo reino que tanto sublimaram”. (A propósito: Taprobana é a ilha de Ceilão,
no sul da Índia.)
Mas agora,
você vai embarcar nas naus lusitanas. Vai testemunhar de perto a energia
desbravadora que animou, com toda a justiça, o maior poema do nosso idioma.
Quem
esse barbudo pensa que é?
O samorim
(rei) de Calicute sorriu com desdém quando o português mostrou os presentes que
trazia: capuzes, chapéus, três bacias, uma caixa de açúcar, dois barris de
azeite e dois potes de mel. Reles bugigangas. “Então foi para isso que o Ali
Malandi (almirante) viajou tanto?”
Aquele
encontro, no dia 28 de maio de 1498, foi um desastre. Os navios de Vasco da
Gama foram imediatamente presos no porto. Quando os indianos passavam, cuspiam
no chão e amaldiçoavam: “Portugal, Portugal”.
Vasco,
então, jogou pesado, como era seu estilo. Sequestrou seis nobres que subiram a
bordo e obrigou o samorim a negociar. O indiano chamou-o e pediu mais
seriedade. Se os portugueses queriam comércio, tudo bem, mas que trouxessem
ouro, prata e tecidos de qualidade. E vermelhos, por favor. Foi assim, sob
total desconfiança, que o comércio entre a Europa e Ásia foi reinaugurado.
Vasco da
Gama era o homem certo na missão certa. Seu pai, prefeito de Sines, no sul de
Portugal, era candidato para chefiar a expedição às Índias, mas morrera antes.
“Conforme a tradição medieval” diz, Vasco Telles da Gama, pesquisador e
descendente do navegador, “a missão deveria ser transmitida ao primogênito,
Paulo da Gama. Mas a influência de D. Manuel pesou”. O rei conhecia Vasco desde
menino.
O
almirante era famoso pela crueldade. Em 1492, perseguira piratas franceses na
costa. Além do mais, era membro da Ordem de Cristo, a sociedade de nobres que
financiou parte das expedições marítimas. O símbolo da Ordem, a Cruz de Malta,
cruzou os mares pintado nas velas. E até hoje, enfeita a camisa do time de
futebol carioca Vasco da Gama.
A
expedição reuniu o melhor da navegação portuguesa, escalado pelo rei. Pero de
Alenquer era o melhor piloto do mundo. Pero Escobar descobrira o Congo, em
1485. Mesmo assim, dos 160 homens e quatro caravelas que partiram, só 55
voltaram, em dois navios.
Tempestades
e doenças
Logo na
saída, um nevoeiro fez com que a esquadra se perdesse, só reencontrando o
caminho mais tarde. Na África, houve escaramuças com nativos. Para aproveitar
os ventos do alto mar, a frota afastou-se bastante da costa (veja o mapa). Três
meses depois da partida, dobrou o Cabo da Boa Esperança. No sétimo mês, as
gengivas dos marinheiros começaram a apodrecer e as pernas ficavam roxas. Era o
escorbuto, a doença causada pela falta de vitamina C. Morreram muitos. Uma nau
foi queimada e a tripulação redistribuída.
Em março
de 1498, chegaram ao porto de Moçambique. Pela primeira vez, viram barcos
árabes. O cais fervilhava de seres exóticos, de roupas coloridas e toucas com
fios dourados. Havia carregamentos de ouro, prata, gengibre, pérolas e rubis.
Era outro mundo.
Com a
ajuda de pilotos nativos, bordejaram a costa até Mombaça (hoje, no Quênia). O
sultão local mandou laranjas para mostrar que era de paz, mas Vasco não
desembarcou. Fez muito bem: e escapou de um ataque à sua nau. Dali em diante,
toda a escala significava emboscada. “A sorte era que, apesar de dominarem a
costa”, diz o historiador Antonio Farinha, da Universidade de Lisboa, “os
muçulmanos se dividiam em reinos rivais.” Graças à essa rivalidade, a sorte dos
portugueses mudou.
A
estranha santa de cinco braços
Quando
chegaram em Melinde (também no Quênia), o sultão era amigável. Propôs uma
aliança. Com a ajuda dele e de um piloto muçulmano hindu, a frota tomou uma
decisão radical: afastar-se da costa e cruzar o Oceano Índico. Foi até fácil.
No dia 20 de maio de 1498, chegaram em Calicute.
Cometeram
uma gafe atrás da outra. Queriam tanto acreditar que os hindus eram cristãos,
que confundiram um templo com uma igreja e uma estátua da deusa Devaki com a
Virgem Maria. Álvaro Velho, o cronista da expedição, escreveu, muito iludido:
“Jogaram água benta em nós. Havia santos pintados nas paredes da igreja, com
coroas. Eram muito variados. Uns tinham dentes projetados da boca cerca de uma
polegada, e quatro ou cinco braços.”
Depois de
concluir que o samorim não era trouxa, Vasco decidiu zarpar para Portugal. Na
volta, morreram tantos marinheiros de escorbuto, que outro navio foi
abandonado. Em setembro de 1499, a frota entrou de novo no Tejo.
O rei
recompensou o almirante com uma rica pensão. Em 1502, mandou-o de volta ao
Oriente com uma armada de vinte naus. Vasco quase destruiu a cidade de Quiloa,
na África, saqueou navios, incendiou um barco de peregrinos árabes, matou
pescadores e bombardeou Calicute. Arrebanhou 1 600 toneladas de especiarias,
uma fortuna.
Virou
Conde de Vidigueira e Vice-Governador das Índias, em 1524. Mas morreu três
meses depois de assumir o cargo, em Cochim, na Índia. Seu corpo voltou para
Portugal em 1539, com toda a pompa. Em 1880, seu caixão foi transladado para o
Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. Lá, repousa entre os heróis de Portugal.
A
tecnologia das velas e dos ventos
Os
músicos tocavam com força enquanto o escrivão examinava os moradores da vila de
Viseu, no norte de Portugal. A indecisão era visível. A escolha, complicada:
trocar a rotina melancólica de camponês pela glória incerta de marinheiro. No
século XV, os recrutadores percorriam as vilas com bandinhas e promessas de
riqueza. Reuniam a gente na praça e ofereciam a isca: 50% do salário ali mesmo,
na hora, como garantia às famílias que cedessem o pai ou um filho. Mas exigiam
fiador: o rei queria indenização se o voluntário, num ataque de bom senso,
fugisse antes do embarque.
O rei,
sem trocadilho, era realista. As viagens eram mesmo uma loucura. Os barcos eram
frágeis, o mar furioso e os perigos incontáveis. A favor, os portugueses só
tinham um trunfo: conheciam, como ninguém, a aerodinâmica das velas.
Em 1415,
usavam barcas de pesca, a remo, com velas quadradas. Homens, animais e carga
acomodavam-se no convés. Se chovesse, cobriam-se com panos impregnados de óleo,
para ficar impermeáveis. “Serviam para mares fechados, como o Mediterrâneo”,
diz o comandante Fernando Pedrosa, autor de Navio e Marinheiros: a Arte de
Navegar entre, 1139 e 1499. “Dentro dele era possível se guiar por faróis, a
costa tinha comida e dava para fazer escalas.” Mas o Oceano Atlântico tinha
grandes ondas, correntezas, tempestades, costas desabitadas e com recifes,
difíceis de atracar. A navegação exigia mais segurança e autonomia.
Em 1440,
surgiram as caravelas, logo copiadas por espanhóis e genoveses. O casco era
mais fundo e estreito, havia porão para carga e aposentos para o capitão. As
velas triangulares, chamadas “latinas”, eram mais manobráveis e permitiam
avançar até com vento contrário. Em 1497, Vasco da Gama experimentou a primeira
nau. Tinha mais espaço, velas triangulares e quadradas e muito mais solidez.
Dava para carregar muita coisa.
Meses
de privação e desconforto
Naufrágio,
fome, doença, encalhes, piratas e ataques inimigos, eram o mínimo que um
candidato a marinheiro deveria esperar. Dos 13 navios da armada de Cabral que
veio ao Brasil, por exemplo, sete afundaram. Eram recrutados homens de 12 a 70
anos, mas meninos de 8 a 10 também embarcavam com os pais, como grumetes. Em
missões perigosas, a coroa mandava presos e degredados. Se sobrevivessem,
ganhavam de volta a liberdade.
A
esquadra era comandada pelo capitão-mor, um fidalgo da pequena nobreza,
escolhido pelo rei, em geral um militar provado em batalhas, que passava o
cargo para o filho – como o nobre dono de castelo legava a um descendente. Cada
navio tinha seu capitão, o piloto e o mestre, que comandava os marinheiros.
Os
salários eram estipulados pela duração da viagem. Lucro, mesmo, dava o
aprisionamento de navios estrangeiros. O rei ficava com 20%, o capitão-mor com
30% e o resto era dividido pela tripulação segundo a hierarquia.
Havia
apenas um fogão de lenha a bordo, sobre uma chapa de ferro, coberta de areia.
Com chuva ou muito vento não podia ser aceso. Comia-se muito peixe (às vezes
cru), biscoitos úmidos, carne de porco salgada e vinho diluído em água, que era
racionadíssima.
Higiene
difícil
O asseio
era quase impossível. Banho só nas escalas, que podiam demorar semanas. Para
fazer as necessidades, usava-se um balde, pendurado do lado de fora do navio,
para ser lavado pelas ondas. O papel higiênico era uma corda com a ponta
desfiada, também dependurada no navio, uma espécie de pincel molhado à espera
do próximo usuário.
A
medicina era precária. O almirante Fernão de Magalhães, que deu a volta ao
mundo em 1519, tinha 65 drogas na farmácia. Uma delas era a teriaga, planta
usada tanto contra verminoses como flechadas. Antes da aplicação, a ferida era
queimada e regada com urina.
Velas e
cordas tinham que estar sempre prontas para as mudanças de vento. Havia poucas
distrações. A missa, no domingo, era um programão. Apesar de proibido, o jogo
corria solto. Em 1565, Camões perdeu uma fortuna no carteado, entre a Índia e
Moçambique.
Pedro Álvares Cabral (1467-1520)
O fidalgo
Pedro Álvares Cabral já se destacara como soldado, lutando contra mouros e
caçando piratas franceses na costa, quando foi escolhido para comandar a frota
de 13 caravelas, bem armadas, que iria consolidar a presença portuguesa na
Índia, meses depois da volta de Vasco da Gama. Os portugueses desconfiavam da
existência do Brasil, mas a grande cobiça era a Índia. Cabral afastou-se bem da
costa da África, descobriu oficialmente o Brasil e rumou para Calicute. Dessa
vez, os portugueses levavam para o samorim bacias e vasos de prata, almofadas
de veludo com franjas de ouro, tapetes e panos finos. Mas, ao chegar, o
almirante resolveu dar uma demonstração: fez disparos na frente do porto,
apresou uma nau de especiarias e incendiou navios. Os indianos reagiram
destruindo a feitoria que os portugueses tinham deixado. Cabral bombardeou o
porto durante quinze dias. Rumou para Cochim e Cananor, fez tratados comerciais
e encheu-se de especiarias. Voltou a Lisboa consagrado. Em 1502, queria
retornar à Índia com uma nova esquadra, mas Vasco da Gama acabou indo no seu
lugar. Cabral enfureceu-se e insultou D. Manuel. Nunca mais voltou ao mar.
Um
império vasto demais
No
Algarve, no sul de Portugal, a península de Sagres, no cabo de São Vicente, se
debruça sobre uma vista espetacular do Oceano Atlântico. Tão bonita que seu
nome foi usado durante anos para batizar uma escola onde cartógrafos e pilotos
teriam estudado técnicas de navegação. Um sonho iluminista, a Escola de Sagres.
O
príncipe, infante D. Henrique, filho do rei D. João I, dinamizou muito as
navegações, apoiando-as quando a Corte questionou seu custo. Nomeado governador
do Algarve, em 1419, instalou-se em Lagos, a 20 quilômetros de Sagres, de onde
estimulou muitas expedições. A Escola foi “uma lenda criada por poetas
românticos do século XIX. O ditador Antonio Salazar (1889-1970) difundiu-a para
enaltecer as descobertas portuguesas”. Há consenso entre os historiadores
portugueses modernos: a escola é puro mito.
Mas, com
ou sem ela, as navegações são de tirar fôlego. Nos séculos XV e XVI Portugal
não cabia no mundo. Causa espanto que um país tão pequeno tenha conseguido ir
tão longe. Os portugueses tinham dois motivos para se enfiar mar adentro: o
econômico, de aumentar o comércio com a Europa, e o político, de expandir as
terras cristãs na luta contra os mouros.
Lucros
no porão
Bem antes
da viagem às Índias, já ganhavam bom dinheiro vendendo açúcar plantado nos
Açores. Mas queriam vender especiarias. “Naquele tempo não havia geladeira e a
conservação da comida era um grande problema”, diz o pesquisador Victor
Rodrigues, do Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga de Lisboa. “As
especiarias melhoravam o gosto dos alimentos deteriorados”. Cravo, canela, noz
moscada, gengibre e pimenta davam um sabor exótico. Custavam caro e eram
apreciadas pelos ricos.
Com a
tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453, a viagem das especiarias
complicara-se. Elas iam de navio para Jedá, na Arábia, em camelos para Damasco,
na Síria, e de lá para Alexandria ou Beirute, onde eram embarcadas para Veneza.
Antes de 1497, os venezianos compravam 10 toneladas de especiarias por ano. No
porão das naus, o volume (e o lucro) das cargas disparou: Cabral trouxe 100
toneladas das Índias; Vasco da Gama trouxe 1 500 toneladas, em 1502.
O
comércio português enriqueceu. Em 1520, as especiarias forneciam a metade da
receita dos cofres lusitanos. Logo, logo, capitalistas do mundo inteiro abriram
o olho: holandeses, alemães, genoveses e ingleses passaram a investir pesado
nas viagens pela nova rota do Cabo.
Cruz
de Malta no sol nascente
Quando as
navegações começaram, as Cruzadas (1095-1291), ainda estavam na memória de
todos. A luta dos cristãos provocara redistribuição de terras árabes entre os
nobres. E em Portugal havia muito nobre para muito pouca propriedade. Ser rei
era complicado. Sua Majestade tinha que se equilibrar para contentar súditos
belicosos prontos a traí-lo com os espanhóis.
“Para
expandir a luta contra os mouros”, diz Francisco Contente Domingues, “os
portugueses buscavam uma aliança militar com o Preste João, o rei cristão que achavam existir na Etiópia. Também estavam
de olho nos cristãos nestorianos (uma seita de discípulos de São Tomé, emigrada
da Síria para a Pérsia) que supunham existir na India”. Daí a confusão de Vasco
da Gama com os templos hindus em Calicute. Juntos, reconquistariam Jerusalém.
Seria a glória do rei de Portugal e a riqueza dos nobres.
Não era
bravata. Mesmo enriquecendo no Oriente, o ideal político nunca foi abandonado.
Em 1517, o governador da Índia, Afonso de Albuquerque, mandou atacar Meca, na
Arábia, como represália pelo ataque de mercadores árabes a naus portuguesas em
Diu. Mas as pesadas naus armadas não puderam entrar no raso Mar Vermelho. Os
portugueses atacaram o porto de Jedá com galés a remo, de menor calado, e pouca
artilharia. Foram derrotados.
O
leste do leste
Apesar de
parcos resultados na luta contra os mouros, as navegações deram mais de 150
anos de expansão e glória. Ao voltar das Índias, em 1499, Vasco da Gama trouxe
informações sobre regiões remotas onde as especiarias eram mais baratas: a
Taprobana (Ceilão), Málaca (na Malásia), Molucas, Sumatra e Timor (na
Indonésia), Macau (na China) e, mais longe ainda, o Japão.
Não se
intimidaram nem um pouco. “Em pouco tempo havia portugueses metidos em rotas
comerciais onde a Coroa nem sonhava chegar”, diz Jorge Flores, membro da
Comissão Portuguesa dos Descobrimentos. “Só vendendo pimenta de Málaca, na
China, ganhavam 400%.“Viajavam por conta própria, estabeleciam pequenas
feitorias (entrepostos comerciais), casavam e viviam entre os nativos. A
miscigenação garantiu a colonização e a presença lusitana, do Brasil à China.
Em 1543,
três comerciantes chegaram por conta própria na ilha Tanegashima, no Japão.
Trocaram seda, prata e porcelana chinesas por laca e biombos japoneses. Logo
atrás deles, vieram os jesuítas e Nagasaqui virou uma cidade católica. O
português deu várias palavras ao idioma japonês: obrigado (arigato), botão
(botan), vaca (waca), cadeira (kantera), vidro (bidro). E apareceu o famoso
Tempura. O Japão teve acesso às novidades ocidentais que até então desconhecia.
Floresceu o comércio e a Cristandade.
Em 1580, tudo começou a desmoronar, quando o rei D. Sebastião desapareceu numa batalha, no Marrocos, sem deixar herdeiros. Portugal foi unido à Espanha. Em 1588, os espanhóis organizaram a maior frota naval de todos os tempos para invadir a Inglaterra. Mas a Invencível Armada foi derrotada no Canal da Mancha. Com ela, naufragaram os melhores navios portugueses. Depois, o mar mudou de dono.



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