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Mostrando postagens de julho, 2021
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COZINHA INDIANA (Cuisine Indienne)   A arte culinária dos Hindus e dos Maometanos da Ásia difere consideravelmente, pois enquanto a carne é rigorosamente excluída da alimentação dos primeiros, o Maometismo permite-a, embora com algumas restrições. Por essa razão, talvez, a cozinha Indiana é muito diversificada. O hindu alimenta-se com farináceos, tais como bolos de trigo ou outros cereais, caril de legumes, frutas, etc., com o picante ainda carregado pelos chutneys e, muitas vezes, picles. Os maometanos comem caris, Pilleaus , picados de carne, bolos etc. Um rápido olhar às receitas orientais para o caril, explica imediatamente a razão por que ele se diferencia tanto, do servido entre nós. Alguns dos ingredientes utilizados são aqui desconhecidos; outros, são usados em verde, consequentemente, com maiores possibilidades de transmitirem ao prato, todo o seu paladar. O pó comercial que geralmente se emprega, procura, dentro do possível, remediar essas dificuldades, não ...
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   U ma portuguesa Rainha na Dinamarca   O bacalhau seco era exportado para a maior parte da Europa. Nos séculos XIII e XIV chegou às maiores cidades do Báltico, de Inglaterra e Flandres (região Norte da actual Bélgica). “Londres era uma cidade em pleno crescimento e uma grande consumidora de bacalhau”, referiu o investigador. Chegou também aos mercados do Mediterrâneo. Consta num livro de cozinha do final do século XIV. E fez parte de duas listas do inventário do rei Valdemar II da Dinamarca, por volta de 1230. Numa dessas listas constavam 800 bacalhaus e 16 barris de arenque. A outra lista continha oito toneladas de arenque e 360 bacalhaus. “Não há razão para duvidar de que estávamos a falar de bacalhau do Atlântico”, salientou Bjørn Poulsen.   O bacalhau estava assim na mesa do rei da Dinamarca e, no século XIII, uma infanta portuguesa foi uma das suas consumidoras. Chamava-se Berengária de Portugal e era filha de D. Sancho I. Em 1214 casou-se com Valdemar...
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  Emigração Portuguesa   O fluxo migratório português assumiu diversas facetas: simples ocupações militares, povoamento de ilhas desertas, passando por diferentes tipos de colonização e pelo surgimento de núcleos populacionais portugueses em regiões já habitadas. A descoberta do arquipélago da Madeira, na primeira metade do século XV, aumentou o fluxo migratório. A isso foi seguida a ocupação do arquipélago dos Açores, de Cabo Verde e de São Tomé, bem como a estratégia defensiva das praças, fortalezas e entrepostos comerciais na costa africana. Porém, a saída de pessoas do Reino só se avolumou após a viagem de Vasco da Gama e a descoberta do Brasil. Antes disso, estima-se que saíam de Portugal para outras lugares 500 pessoas anualmente, número bastante reduzido, que não afetava o crescimento populacional português. Portanto, para o século XV, não mais que 50 mil portugueses saíram do país, sendo que Portugal tinha uma população de cerca de 1,2 milhão de pessoas. No séc...
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  COZINHA GREGA (Cuisine Grecque)   Os Gregos são um povo hospitaleiro e orgulham-se de serem uma das primeiras e mais importantes civilizações da Antiguidade. Por essa razão, talvez, a melhor comida não se encontra em restaurantes, mas nas casas de família, onde os de mais sorte poderão saboreá-la. Grelhados em carvão, são os pratos favoritos, com acompanhamento de ingredientes frescos e excelentes vinhos. Ainda que nada se sobreponha ao prazer de conversar nos cafés e tavernas, com um bom copo de ouzo , o aperitivo com sabor de aniz, o grego não dispensa as refeições em família e a boa comida caseira. A refeição principal é o almoço; ao jantar optam por pratos mais leves. No espaço entre estas refeições, uma boa sesta. A carne de carneiro é mais usada que a carne de boi, pois a geografia do país por ser muito montanhosa, não favorece a criação deste.   Como Comiam os gregos, na Antiguidade? Os gregos do século VI aC mantinham-se, com dificuldade, num territó...