Outros Animais Aquáticos

O termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae), têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.

A apresentação não está feita por ordem alfabética pois deixei para o final os animais perigosos ao contato ou venenosos.

 

Baleia

As baleias são mamíferos marítimos pertencentes à classe dos Cetáceos, animais que vivem na água desde o nascer até a morte. Como não têm guelras, necessitam subir periodicamente à superfície para respirar.

Geralmente têm mais de 4 metros de comprimento, e atualmente existem 40 espécies de baleias, sendo que metade delas está ameaçada de extinção, em virtude da caça indiscriminada por países que não respeitam a legislação internacional, como o Japão, por exemplo.

As narinas das baleias ficam no alto da cabeça pelo que, quando elas sobem para respirar e soltam ar quente, este ao entrar em contacto com a atmosfera, se transforma em gotas de água. Quando o ar é expelido, essas gotas podem chegar a 6 metros de altura.

O corpo é coberto por uma camada de gordura que ajuda a baleia a submergir, a manter a temperatura e a armazenar energia. O seu esqueleto é muito semelhante ao dos mamíferos terrestres de grande porte, como por exemplo, o elefante.

A cauda da baleia é o seu principal modo de locomoção. As nadadeiras são os membros locomotores dos seus ancestrais que viviam em terra e eram quadrúpedes, atrofiados. Esses ancestrais viveram há cerca de 50 milhões de anos, durante a era cenozoica, e passavam muito tempo na água para buscar alimentos, dessa forma, gradativamente, ocorreu a adaptação.

As baleias emitem dois sons conhecidos, sendo um deles usado como sonar e o outro como meio de comunicação com os companheiros da sua espécie.

Normalmente estes animais vivem 30 anos, mas já houve registos de baleias com 50 anos de idade. As baleias alimentam-se principalmente de peixes, sendo que algumas delas, como as jubartes, não têm dentes. Como substituto dos dentes elas têm lâminas ósseas (cerca de 400) que são usadas para filtrar a água sorvida juntamente com os peixes. A água é devolvida ao mar, e os peixes presos às laminas são então engolidos.

Na Idade Média, o objetivo da caça era a obtenção de carne da baleia para o consumo. No século XVIII, porém, começou a extração do óleo das baleias, pois do fígado do animal é possível extrair um óleo rico em vitamina A e cada baleia rendia 160 barris de óleo.

A Comissão Internacional da Baleia (que reúne somente 15 países) fixou o limite máximo de 20.000 baleias a serem caçadas por ano. Porém, como a lei não é respeitada, o que acontece sempre que ela prejudica a obtenção de lucro, existem atualmente poucas baleias no mundo e como a caça mata mais do que elas se reproduzem, em pouco tempo isso levará à extinção destes mamíferos. As espécies de baleias mais conhecidas são as Orcas, as Jubartes, as Francas, as Cachalotes e as de maior arcabouço, as baleias Azuis. Em inglês diz-se whale.

 

 Tubarões

Designação genérica atribuída às espécies de peixes cartilagíneos, pertencentes à classe Chondrichthyes, que possuem esqueleto flexível (ao contrário dos peixes ósseos), encontrando-se em todos os Oceanos do planeta.

Existem cerca de 400 espécies de tubarão.

O tubarão é uma máquina de caçar, com modos de localização que pra nós só seriam possíveis com sofisticados instrumentos, e contra os quais não temos nenhuma defesa natural.

Um exemplo disso é um sentido que capta sinais eletromagnéticos.

Por isso alguns pescadores dizem que o tubarão sente o medo do pescador. Nós seres humanos, assim como outros animais, enviamos sem querer e sem nem mesmo perceber, sinais eletromagnéticos que "entregam" o medo, então...realmente o tubarão sente seu medo.

É um dos animais mais fascinantes do planeta, e pessoalmente adoro esses poderosos animais marinhos.

 


Golfinhos

Os golfinhos podem ser encontrados em águas tropicais e temperadas de todos os oceanos, inclusive em mares interiores, como o Mediterrâneo, o Mar Vermelho e o Mar Negro.

São considerados um dos animais mais inteligentes da Terra.  Um dos jeitos de medir isso é examinar a quantidade de dobrinhas no córtex (a camada externa do cérebro).

As dobras no córtex estão ligadas à capacidade de armazenamento de dados do cérebro.

Segundo R. Douglas Fields (neurocientista americano), se a gente esticasse todo o córtex de uma pessoa, ficaria mais ou menos do tamanho de um guardanapo. Mas se fosse feita a mesma coisa com o cérebro de um golfinho, o córtex esticado ficaria do tamanho de uma folha de jornal aberta.

 


Tartaruga

As tartarugas são pertencentes à classe dos répteis e compreendem a ordem dos Quelónios (chelone, tartaruga). Mais de trezentas espécies de tartarugas podem ser encontradas em todo o mundo.

Estão incluídas no grupo dos Testudines classe de répteis caracterizada pela presença de uma carapaça, por vezes também referidos como quelônios, quelónios ou testudíneos. Este grupo representa, além das tartarugas, tanto marinhas como de água doce, os cágados (de água doce) e os jabutis (terrestres).

Apresentam placas ósseas dérmicas, que se fundem originando uma carapaça dorsal e um plastrão ventral rígidos, que protegem o corpo. As vértebras e costelas fundem-se a essas estruturas. Os ossos da carapaça são recobertos por escudos córneos de origem epidérmica. Não possuem dentes, mas apresentam lâminas córneas usadas para arrancar pedaços de alimentos. São todos ovíparos. Difere dos demais répteis, na forma de respirar, porque o desenvolvimento da carapaça redundou na fixação das costelas. Respira através do movimento de distensão e compressão da cabeça e membros, para dentro e fora da carapaça.

As espécies marinhas contam com um aparelho respiratório auxiliar, e têm na boca uma enorme quantidade de vasos sanguíneos, que absorvem o oxigénio dissolvido na água. Isso e bons pulmões dão-lhe capacidade de imersão por várias horas.

O grupo tem cerca de 300 espécies e ocupa habitats diversificados, como os oceanos, os rios, e as florestas tropicais. Os quelónios estão na lista dos maiores répteis do mundo.

A ordem subdivide-se nas subordens Pleurodira e Cryptodira, conforme a posição do pescoço e quando a cabeça se encontra dentro da carapaça.

Quelónios terrestres estão presentes em quase todo o mundo, excepto em regiões polares ou alpinas, sendo muito comuns em florestas tropicais. Já os aquáticos, estão em todos os oceanos, excepto nos polares. Em inglês diz-se turtle.

 


Cágados

Diferenças entre tartaruga, cágado e jabuti

Os animais da ordem Testudinata, ou quelónios terrestres (que andam sobre a terra), são jabutis com patas grossas. Os marinhos (de água salgada) são tartarugas, com nadadeiras em vez de patas; e os de água doce, com pés palmados e carapaça hidrodinâmica, são os cágados.

Os jabutis demoram 5 anos para crescer e vivem cerca de 40 anos.

Em Portugal, o termo cágado é exclusivamente utilizado para designar as duas espécies de tartarugas aquáticas nativas do país – a Emys orbicularis e a Mauremys leprosa, sendo o termo tartaruga utilizado para todas as outras espécies. A designação “sapo-concho” é um termo abrangente no Brasil, dado que pode denominar tanto os quelónios terrestres como os aquáticos, sendo utilizado conforme a região .

Entre as tartarugas domésticas, incluem-se as tartarugas carnívoras da Florida, que se caracterizam por uma peculiar mancha vermelha lateral na cabeça. Relacionam-se facilmente com humanos e tornaram-se, ao longo dos anos, um dos animais de estimação mais populares.

As espécies mais antigas já encontradas datam de 215 milhões de anos. As tartarugas de terra ditas cágados em Portugal são, no Brasil, denominadas Jabuti. O seu tronco é escudado por um estojo ósseo que se divide numa parte dorsal (a carapaça) e outra ventral (o plastrão). Essa disposição permite a algumas espécies, como defesa passiva, recolher completamente a cabeça triangular e os membros. Em lugar de dentes, ela dispõe de maxilas com bordas cortantes, afiadas ou serrilhadas.


Jabuti

O jabuti atinge no máximo 70 cm de comprimento. Habita as matas desde o Espírito Santo até à Amazónia, ao norte, e Paraguai, ao sul. Na seca, esconde-se entre a folhagem e o húmus; na época de chuva alimenta-se de frutas caídas. A fêmea, chamada jabota, é maior que o macho, e avermelhada.

 As tartarugas das Galápagos (Testudo elephantopus) podem com sorte superar os 185 anos de vida, embora a maioria não ultrapasse os 50 anos. As tartaruguinhas terrestres são comercializadas no Brasil ainda muito pequenas, e essa comercialização é ilegal.

As espécies terrestres (em maior número), vivem em climas tropicais, e no inverno cavam o terreno e entram em letargo. As marinhas, estão distribuídas por todos os mares quentes, podem percorrer longas distâncias, pois os seus membros desempenham a função de nadadeiras, e possuem bom sentido de orientação. A alimentação de ambas é variada; são vegetarianas, carnívoras ou onívoras.

Todas as tartarugas são cobiçadas pelo homem, que aproveita desde a sua carne, que na Amazónia substitui a carne de vaca, até às placas imbricadas da couraça.

 

Tartaruga Marinha Gigante

A dermochelys coriacea, tartaruga gigante, chega a ter mais de 2 metros de comprimento e meia tonelada de peso.

A couraça é achatada e acinzentada. As patas são compridas, em forma de nadadeiras, cobertas de pele e desprovidas de unhas. A tartaruga marinha gigante alimenta-se de moluscos, algas, crustáceos e carne.

Para procriar, as tartarugas marinhas arrastam-se pela praia até um lugar livre de marés. Ali cavam a areia (60 cm de profundidade por 1 metro de diâmetro), e enterram os seus ovos esféricos ou elípticos (de uma a duas centenas de ovos por vez), tapam o buraco, alisam a areia e voltam para o mar. Depois de uma quinzena renovam a operação, mais ou menos no mesmo lugar. O sol encarrega-se de incubar os ovos. As tartarugas terrestres (jabutis), e de água doce (cágados), fazem o mesmo nas margens dos rios e pântanos, ou entre as folhagens. Depois de três meses, nascem as tartaruguinhas com 6 cm, e logo que  nascem, correm para o mar.

Em alguns países, tanto o ovo de tartaruga como a carne são consumidos pelo ser humano. A caça da tartaruga ou o uso desses animais como animal de estimação vem contribuindo para o desaparecimento de muitas espécies.

As tartarugas das Galápagos (Testudo elephantopus) podem com sorte superar os 185 anos de vida, embora a maioria não ultrapasse os 50 anos. As tartaruguinhas terrestres são comercializadas no Brasil ainda muito pequenas, e essa comercialização é ilegal.

As espécies terrestres (em maior número), vivem em climas tropicais, e no inverno cavam o terreno e entram em letargo. As marinhas, estão distribuídas por todos os mares quentes, podem percorrer longas distâncias, pois os seus membros desempenham a função de nadadeiras, e possuem bom sentido de orientação. A alimentação de ambas é variada; são vegetarianas, carnívoras ou onívoras.

Todas as tartarugas são cobiçadas pelo homem, que aproveita desde a sua carne, que na Amazónia substitui a carne de vaca, até às placas imbricadas da couraça.

Tartaruga Verde

A chelonia mudas, com um peso de 150 a 200 kg, alimenta-se, sobretudo de algas e ervas marinhas. As Tartarugas Gigantes de Galápagos são as maiores tartarugas terrestres que existem atualmente, e delas são conhecidas diversas subespécies, cada uma com características únicas. Existiam 14 subespécies de Tartaruga Gigante de Galápagos antes da descoberta das Ilhas pelo homem; hoje, apenas 11 subespécies sobreviveram. Os grandes responsáveis por essa situação foram os marinheiros de navios caçadores de baleias e pescadores que, ao passarem pelas ilhas, formavam cargas enormes de tartarugas, pois elas garantiam grandes reservas de comida por um longo período de tempo, dado que as tartarugas gigantes podiam sobreviver por mais de um ano dentro de navios, sem comida e sem água. Geralmente eram levadas primeiro as fêmeas, pois eram menores que os machos e podiam ser encontradas com maior frequência próximas às costas, durante as temporadas de desova. Até Charles Darwin chegou a comer algumas. O golpe final para a extinção de diversas subespécies foi a inclusão de mamíferos nas Ilhas de Galápagos. Foram trazidas cabras para as ilhas nos anos de 1950, como fonte alternativa de alimento para os marinheiros, e estas tornaram-se concorrentes diretas das tartarugas na alimentação, pois consumiam as mesmas plantas. Como a população de cabras cresceu rapidamente, ocorreu uma destruição da vegetação e uma grande erosão nos solos. Os ratos que fugiam de navios ancorados foi outro fator crucial, pois eles começaram a atacar os ovos das tartarugas diminuindo a taxa de natalidade e dificultando ainda mais a sobrevivência das Tartarugas Gigantes recém-nascidas. A criação do Parque Nacional de Galápagos e da Fundação Charles Darwin, em 1959, vem conseguindo recuperar a população de Tartarugas Gigantes de Galápagos com os seus programas, pois a partir de 1965 os ovos são incubados artificialmente e as tartaruguinhas são criadas até atingirem 20 centímetros de comprimento de carapaça, quando já podem ser soltas nas ilhas onde as vegetações estão sendo recuperadas para suportar novamente uma grande população. Até hoje, 2.500 tartaruguinhas aproximadamente, já foram soltas nas suas ilhas de origem.

 

Focas

A palavra "Foca" originou-se do termo grego phóke, através do termo latino phoca.].

As focas são carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se em colónias.

As focas são mamíferos da família dos focídeos (em latim científico, Phocidae, que possuí também duas espécies de elefantes-marinhos, super-família dos pinípedes (Pinnipedia), adaptadas à vida marinha. O corpo de uma foca é hidrodinâmico, semelhante a um torpedo, com os membros posteriores e anteriores em forma de nadadeira. Outro detalhe interessante é que as focas não possuem orelhas, o que as distingue da família Otariidae (leões-marinhos). Todas essas características fazem, das focas, excelentes nadadoras. Em contrapartida, as focas não têm habilidade em terra firme, sendo presas fáceis para ursos-polares e caçadores, uma vez que se locomovem a partir de movimentos e flexões que a permitem ganhar velocidade para deslizar em meio terrestre. Possuem em torno de 1,75 m de comprimento, pesam de 80 a 100 kg e o período de reprodução é entre fevereiro e maio.

Localizam-se na região do Polo Norte e são excelentes e ágeis nadadoras. Suas orelhas são internas e possuem poucos pelos no corpo, sendo que eles são grossos e curtos, tendo a coloração cinza ou marrom escuro. As focas são capazes de fechar as narinas embaixo d'água enquanto procuram comida. Geralmente, os adultos machos medem aproximadamente 2 metros de extensão. Com aproximadamente 6 meses de vida, o filhote de foca já consegue nadar sozinho. As focas se comunicam entre si através da emissão de sons graves e podem viver 50 anos.


Leão Marinho

Leões-marinhos são carnívoros, ou seja, se alimentam de outros animais. A principal fonte alimentar dos leões-marinhos são os peixes, crustáceos e moluscos (como lulas e polvos), mas ocasionalmente podem se alimentar de aves. A organização social é composta por haréns, com um macho dominante e muitas fêmeas. Esse tipo de organização é denominada poliginia.

São animais aquáticos, sendo a maior parte marinhos, e possuem para isso diversas adaptações que favorecem a vida e a movimentação dentro d’água. Os membros anteriores e posteriores passaram por pressões seletivas, onde as nadadeiras espalmadas foram os mais adaptados. O corpo hidrodinâmico e a capacidade respiratória ampliada também foram fatores determinantes para o sucesso adaptativo desses animais.


 Morsa

A morsa (Odobenus rosmarus) é um animal de grande porte que vive nas águas do Ártico. É a única espécie não extinta do gênero Odobenus e da família Odobenidae. Uma morsa fêmea adulta chega a 2,60 metros de comprimento e pode pesar de 400 até 1.250 kg. O macho adulto é ainda maior, podendo ter de 3 a 4 m de comprimento. Os machos adultos do Pacífico podem pesar até mais de 2.000kg e, entre pinípedes, são ultrapassados ​​em tamanho apenas pelas duas espécies de elefantes-marinhos. Subdivide-se em três subespécies: morsa do Atlântico (O. rosmarus) que vive no oceano Atlântico, a morsa do Pacífico (O. rosmarus divergens) que habita no oceano Pacífico e O. rosmarus laptevi, que vive no mar de Laptev.

A morsa é imediatamente reconhecida por suas presas proeminentes, que são apenas caninos muito bem desenvolvidos, bigodes e grande volume. As morsas possuem uma pele enrugada e áspera que vai se tornando cada vez mais espessa ao longo de sua vida (15 a 30 anos). Para nadar usam a nadadeira caudal. A Morsa se locomove em água igual à uma foca, e para se locomover em solo terrestre, a morsa é capaz de virar os membros posteriores para frente e andar normalmente. Deslocam-se mal em terra, utilizando as suas presas para se locomover, cravando os dentes no gelo e puxando o corpo para frente (por isso o nome Odobenus, que significa "aquele que caminha com os dentes"). Seu focinho tem um sólido bigode e dois enormes caninos ou presas que podem chegar a 90 centímetros nas fêmeas e ultrapassar 1,10 metro de comprimento nos machos. As morsas alimentam-se principalmente de moluscos (bivalentes e caracóis), ouriços, estrelas, caranguejos e suas presas vão se desgastando-se ao longo dos anos. As morsas percebem o alimento presente no Iodo e areia devido aos seus pelos (vibrissas) presentes no  focinho. Em sua busca por alimentos, elas realizam mergulhos profundos e prolongados, podendo chegar a cem metros de profundidade, devido as adaptações que tornam seu mergulho eficiente. Durante o mergulho, as morsas reduzem seu batimento cardíaco, transferem a circulação para os órgãos vitais como cérebro e coração, reduzem o metabolismo e utilizam a grande quantidade de oxigênio armazenada em seu sangue (devido à grande concentração de hemoglobina e mioglobina). Elas residem principalmente em habitats rasos nas prateleiras oceânicas, gastando uma proporção significativa de sua vida no gelo do mar em busca da sua dieta preferida de moluscos bivalves bentônicos. É uma vida relativamente longa animal. Sociável, a morsa é considerada uma espécie-chave nos ecossistemas marinhos do Ártico.

 

Elefante-marinho

O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), também chamado de foca-elefante e elefante-marinho-austral é um mamífero marinho semi-aquático da família Phocidae. É a maior de todas as focas, com machos de até 6 m de comprimento e 4 toneladas de peso. Ele é encontrado no Hemisfério Sul e desde a Antártida até o sul de outros continentes. Reproduz em terra nas praias de ilhas subantárticas. É ao mesmo tempo o maior dos pinípedes e membro da ordem Carnivora vivendo hoje, bem como o maior carnívoro da Antártida. O animal recebeu o nome devido ao seu grande tamanho e o nariz em forma tromba dos adultos do sexo masculino, que é usado para fazer ruídos e rugidos extraordinariamente altos, especialmente durante a época de acasalamento. O elefante-marinho é o maior carnívoro atualmente vivo com machos ainda maiores que o urso-polar (Ursus maritimus)

 

Lobo Marinho

O lobo-marinho-antártico (Arctocephalus gazella) é uma espécie de lobo-marinho encontrado nas águas antárticas. Reproduz-se em grandes colónias nas ilhas Geórgia do Sul e nas Ilhas Kerguelen, e em ilhas no sul da América do Sul.

Pertence a sub-ordem dos Pinípedes (palavra derivada do termo em latim pinna e pedis - que significa "pé em forma de pena"), caracterizado como otarídeo, por sua orelha externa e membros posteriores tencionados para fora do corpo. Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas visíveis. Pelagem dupla, com pelos escuros e grossos e abaixo desses, pêlos superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes pós-caninos com formato tricúspide. Os machos adultos pesam cerca de 200 kg, enquanto as fêmeas 60 kg sendo que, os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.

Ocorre ao longo de toda a costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil. Em nosso litoral, concentra-se principalmente no Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, em Praia de Torres, e na Refúgio de Vida Silvestre do Molhe Leste, no município de São José do Norte. Estima-se que sua população mundial está em torno de 2-4 milhões de indivíduos. No Brasil, a espécie ocorre principalmente nos meses de inverno e primavera, sendo os animais, em sua grande maioria, machos sub-adultos ou adultos, provavelmente oriundos do Uruguai.

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Reprodução e tempo de vida

No Brasil não existem colônias reprodutivas da espécie. A reprodução ocorre em ilhas do Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos ocorrem durante a primavera e verão, com início em outubro. Durante a estação reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou ainda defender áreas específicas dentro das colônias, chamadas de territórios. A fêmea dá à luz somente um filhote depois de 12 meses de gestação. O período de amamentação dura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de 15 a 20 anos


Cavalo Marinho –

Existem várias espécies nos litorais rochosos e de águas tranquilas. A cauda do cavalo marinho, que em nada lembra a de um peixe, é curva e com ela o animal se segura às algas ou outro lugar onde sinta apoio. A sua reprodução é curiosa, pois a fêmea, após um ballet aquático, deposita os ovos numa bolsa abdominal do macho, onde este os fecunda e incuba. Ao eclodirem os ovos, o macho expulsa-os, num verdadeiro trabalho de parto. São capturados basicamente para servirem de peixes ornamentais em aquários.

 

Águas Vivas

A água-viva faz parte da classe dos Cifozoários (da palavra grega "xícara ou taça", referindo-se ao formato do corpo da água-viva).

A água viva é um animal que tem a boca no meio do corpo, e envolvida por tentáculos.

Seu corpo tem simetria radial - os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais.

A água-viva não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais na base de seus tentáculos

 

Peixe-leão,

Peixe-leão, peixe-peru, peixe-dragão e peixe-escorpião são alguns nomes vulgares para uma grande variedade de peixes marinhos venenosos dos gêneros Pterois, Parapterois, Brachypterois, Ebosia ou Dendrochirus, pertencentes à família Scorpaenidae.

Esses espinhos venenosos são realmente algo para se ter cuidado. Podem causar inchaço e muita dor.

Mas, caso seja "espetado" por um desses, não é necessário entrar em pânico.

Basta mergulhar o local em água quente, até a dor passar. O veneno é termosensível, e se desmancha no calor. Podem viver até 15 anos.

 

Baiacu

Apesar de engraçadinho, o baiacu possui um dos venenos mais mortais encontrados na natureza.

O veneno, tetraodontoxin, é um alcalóide encontrado também em alguns cogumelos silvestres. Geralmente é fatal.

O baiacu só fica assim inflado, como na foto, quando se sente ameaçado, ou em perigo.

Normalmente ele é um peixinho meio "quadrado", não parecendo muito hidrodinâmico.

É um modo de avisar "eu tenho espinhos, e posso usá-los" e também..."não vou caber na sua boca, sai fora!". Se mesmo assim ele for atacado, seu predador certamente morrerá.

Quase não dá pra ver na foto, mas o baiacu tem um bico bem duro, que usa para se alimentar e até para picar dedos que se enfiem em seu aquário.

Baiacus alimentam-se principalmente de cracas (um parasita que gruda na pele das baleias), caracóis marítimos, caranguejos e vermes tubiformes.

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