O
termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou
marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem
sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília
Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae),
têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.
A
apresentação não está feita por ordem alfabética pois deixei para o final os
animais perigosos ao contato ou venenosos.
Baleia
As
baleias são mamíferos marítimos pertencentes à classe dos Cetáceos, animais que
vivem na água desde o nascer até a morte. Como não têm guelras, necessitam
subir periodicamente à superfície para respirar.
Geralmente
têm mais de 4 metros de comprimento, e atualmente existem 40 espécies de
baleias, sendo que metade delas está ameaçada de extinção, em virtude da caça
indiscriminada por países que não respeitam a legislação internacional, como o
Japão, por exemplo.
As
narinas das baleias ficam no alto da cabeça pelo que, quando elas sobem para
respirar e soltam ar quente, este ao entrar em contacto com a atmosfera, se
transforma em gotas de água. Quando o ar é expelido, essas gotas podem chegar a
6 metros de altura.
O
corpo é coberto por uma camada de gordura que ajuda a baleia a submergir, a
manter a temperatura e a armazenar energia. O seu esqueleto é muito semelhante
ao dos mamíferos terrestres de grande porte, como por exemplo, o elefante.
A
cauda da baleia é o seu principal modo de locomoção. As nadadeiras são os
membros locomotores dos seus ancestrais que viviam em terra e eram quadrúpedes,
atrofiados. Esses ancestrais viveram há cerca de 50 milhões de anos, durante a
era cenozoica, e passavam muito tempo na água para buscar alimentos, dessa
forma, gradativamente, ocorreu a adaptação.
As
baleias emitem dois sons conhecidos, sendo um deles usado como sonar e o outro
como meio de comunicação com os companheiros da sua espécie.
Normalmente
estes animais vivem 30 anos, mas já houve registos de baleias com 50 anos de
idade. As baleias alimentam-se principalmente de peixes, sendo que algumas
delas, como as jubartes, não têm dentes. Como substituto dos dentes elas têm lâminas
ósseas (cerca de 400) que são usadas para filtrar a água sorvida juntamente com
os peixes. A água é devolvida ao mar, e os peixes presos às laminas são então
engolidos.
Na
Idade Média, o objetivo da caça era a obtenção de carne da baleia para o
consumo. No século XVIII, porém, começou a extração do óleo das baleias, pois
do fígado do animal é possível extrair um óleo rico em vitamina A e cada baleia
rendia 160 barris de óleo.
A
Comissão Internacional da Baleia (que reúne somente 15 países) fixou o limite
máximo de 20.000 baleias a serem caçadas por ano. Porém, como a lei não é
respeitada, o que acontece sempre que ela prejudica a obtenção de lucro,
existem atualmente poucas baleias no mundo e como a caça mata mais do que elas
se reproduzem, em pouco tempo isso levará à extinção destes mamíferos. As
espécies de baleias mais conhecidas são as Orcas, as Jubartes, as Francas, as
Cachalotes e as de maior arcabouço, as baleias Azuis. Em inglês diz-se whale.
Designação
genérica atribuída às espécies de peixes cartilagíneos, pertencentes à classe Chondrichthyes,
que possuem esqueleto flexível (ao contrário dos peixes ósseos), encontrando-se
em todos os Oceanos do planeta.
Existem
cerca de 400 espécies de tubarão.
O
tubarão é uma máquina de caçar, com modos de localização que pra nós só seriam
possíveis com sofisticados instrumentos, e contra os quais não temos nenhuma
defesa natural.
Um
exemplo disso é um sentido que capta sinais eletromagnéticos.
Por
isso alguns pescadores dizem que o tubarão sente o medo do pescador. Nós seres
humanos, assim como outros animais, enviamos sem querer e sem nem mesmo
perceber, sinais eletromagnéticos que "entregam" o medo,
então...realmente o tubarão sente seu medo.
É um
dos animais mais fascinantes do planeta, e pessoalmente adoro esses poderosos
animais marinhos.
Golfinhos
Os
golfinhos podem ser encontrados em águas tropicais e temperadas de todos os
oceanos, inclusive em mares interiores, como o Mediterrâneo, o Mar Vermelho e o
Mar Negro.
São
considerados um dos animais mais inteligentes da Terra. Um dos jeitos de medir isso é examinar a
quantidade de dobrinhas no córtex (a camada externa do cérebro).
As
dobras no córtex estão ligadas à capacidade de armazenamento de dados do
cérebro.
Segundo
R. Douglas Fields (neurocientista americano), se a gente esticasse todo o
córtex de uma pessoa, ficaria mais ou menos do tamanho de um guardanapo. Mas se
fosse feita a mesma coisa com o cérebro de um golfinho, o córtex esticado
ficaria do tamanho de uma folha de jornal aberta.
Tartaruga
As
tartarugas são pertencentes à classe dos répteis e compreendem a ordem dos
Quelónios (chelone, tartaruga). Mais de trezentas espécies de tartarugas
podem ser encontradas em todo o mundo.
Estão
incluídas no grupo dos Testudines classe de répteis caracterizada pela presença
de uma carapaça, por vezes também referidos como quelônios, quelónios ou
testudíneos. Este grupo representa, além das tartarugas, tanto marinhas como de
água doce, os cágados (de água doce) e os jabutis (terrestres).
Apresentam
placas ósseas dérmicas, que se fundem originando uma carapaça dorsal e um
plastrão ventral rígidos, que protegem o corpo. As vértebras e costelas
fundem-se a essas estruturas. Os ossos da carapaça são recobertos por escudos
córneos de origem epidérmica. Não possuem dentes, mas apresentam lâminas
córneas usadas para arrancar pedaços de alimentos. São todos ovíparos. Difere
dos demais répteis, na forma de respirar, porque o desenvolvimento da carapaça
redundou na fixação das costelas. Respira através do movimento de distensão e
compressão da cabeça e membros, para dentro e fora da carapaça.
As
espécies marinhas contam com um aparelho respiratório auxiliar, e têm na boca
uma enorme quantidade de vasos sanguíneos, que absorvem o oxigénio dissolvido
na água. Isso e bons pulmões dão-lhe capacidade de imersão por várias horas.
O
grupo tem cerca de 300 espécies e ocupa habitats diversificados, como os
oceanos, os rios, e as florestas tropicais. Os quelónios estão na lista dos
maiores répteis do mundo.
A
ordem subdivide-se nas subordens Pleurodira e Cryptodira, conforme a posição do
pescoço e quando a cabeça se encontra dentro da carapaça.
Quelónios
terrestres estão presentes em quase todo o mundo, excepto em regiões polares ou
alpinas, sendo muito comuns em florestas tropicais. Já os aquáticos, estão em
todos os oceanos, excepto nos polares. Em inglês diz-se turtle.
Cágados
Diferenças
entre tartaruga, cágado e jabuti
Os
animais da ordem Testudinata, ou quelónios terrestres (que andam sobre a
terra), são jabutis com patas grossas. Os marinhos (de água salgada) são
tartarugas, com nadadeiras em vez de patas; e os de água doce, com pés palmados
e carapaça hidrodinâmica, são os cágados.
Os
jabutis demoram 5 anos para crescer e vivem cerca de 40 anos.
Em
Portugal, o termo cágado é exclusivamente utilizado para designar as duas
espécies de tartarugas aquáticas nativas do país – a Emys orbicularis e
a Mauremys leprosa, sendo o termo tartaruga utilizado para todas as
outras espécies. A designação “sapo-concho” é um termo abrangente no Brasil,
dado que pode denominar tanto os quelónios terrestres como os aquáticos, sendo
utilizado conforme a região .
Entre
as tartarugas domésticas, incluem-se as tartarugas carnívoras da Florida, que
se caracterizam por uma peculiar mancha vermelha lateral na cabeça.
Relacionam-se facilmente com humanos e tornaram-se, ao longo dos anos, um dos
animais de estimação mais populares.
As
espécies mais antigas já encontradas datam de 215 milhões de anos. As
tartarugas de terra ditas cágados em Portugal são, no Brasil, denominadas
Jabuti. O seu tronco é escudado por um estojo ósseo que se divide numa parte
dorsal (a carapaça) e outra ventral (o plastrão). Essa disposição permite a
algumas espécies, como defesa passiva, recolher completamente a cabeça
triangular e os membros. Em lugar de dentes, ela dispõe de maxilas com bordas
cortantes, afiadas ou serrilhadas.
Jabuti
O
jabuti atinge no máximo 70 cm de comprimento. Habita as matas desde o Espírito
Santo até à Amazónia, ao norte, e Paraguai, ao sul. Na seca, esconde-se entre a
folhagem e o húmus; na época de chuva alimenta-se de frutas caídas. A fêmea,
chamada jabota, é maior que o macho, e avermelhada.
As espécies terrestres (em maior número),
vivem em climas tropicais, e no inverno cavam o terreno e entram em letargo. As
marinhas, estão distribuídas por todos os mares quentes, podem percorrer longas
distâncias, pois os seus membros desempenham a função de nadadeiras, e possuem
bom sentido de orientação. A alimentação de ambas é variada; são vegetarianas,
carnívoras ou onívoras.
Todas as tartarugas são cobiçadas pelo
homem, que aproveita desde a sua carne, que na Amazónia substitui a carne de
vaca, até às placas imbricadas da couraça.
Tartaruga Marinha Gigante
A dermochelys
coriacea, tartaruga gigante, chega a ter mais de 2 metros de comprimento e
meia tonelada de peso.
A
couraça é achatada e acinzentada. As patas são compridas, em forma de
nadadeiras, cobertas de pele e desprovidas de unhas. A tartaruga marinha
gigante alimenta-se de moluscos, algas, crustáceos e carne.
Para
procriar, as tartarugas marinhas arrastam-se pela praia até um lugar livre de
marés. Ali cavam a areia (60 cm de profundidade por 1 metro de diâmetro), e
enterram os seus ovos esféricos ou elípticos (de uma a duas centenas de ovos
por vez), tapam o buraco, alisam a areia e voltam para o mar. Depois de uma
quinzena renovam a operação, mais ou menos no mesmo lugar. O sol encarrega-se
de incubar os ovos. As tartarugas terrestres (jabutis), e de água doce
(cágados), fazem o mesmo nas margens dos rios e pântanos, ou entre as
folhagens. Depois de três meses, nascem as tartaruguinhas com 6 cm, e logo
que nascem, correm para o mar.
Em
alguns países, tanto o ovo de tartaruga como a carne são consumidos pelo ser
humano. A caça da tartaruga ou o uso desses animais como animal de estimação
vem contribuindo para o desaparecimento de muitas espécies.
As
tartarugas das Galápagos (Testudo elephantopus) podem com sorte superar
os 185 anos de vida, embora a maioria não ultrapasse os 50 anos. As
tartaruguinhas terrestres são comercializadas no Brasil ainda muito pequenas, e
essa comercialização é ilegal.
As
espécies terrestres (em maior número), vivem em climas tropicais, e no inverno
cavam o terreno e entram em letargo. As marinhas, estão distribuídas por todos
os mares quentes, podem percorrer longas distâncias, pois os seus membros
desempenham a função de nadadeiras, e possuem bom sentido de orientação. A
alimentação de ambas é variada; são vegetarianas, carnívoras ou onívoras.
Todas
as tartarugas são cobiçadas pelo homem, que aproveita desde a sua carne, que na
Amazónia substitui a carne de vaca, até às placas imbricadas da couraça.
Tartaruga
Verde
A chelonia
mudas, com um peso de 150 a 200 kg, alimenta-se, sobretudo de algas e ervas
marinhas. As Tartarugas Gigantes de Galápagos são as maiores tartarugas
terrestres que existem atualmente, e delas são conhecidas diversas subespécies,
cada uma com características únicas. Existiam 14 subespécies de Tartaruga
Gigante de Galápagos antes da descoberta das Ilhas pelo homem; hoje, apenas 11
subespécies sobreviveram. Os grandes responsáveis por essa situação foram os
marinheiros de navios caçadores de baleias e pescadores que, ao passarem pelas
ilhas, formavam cargas enormes de tartarugas, pois elas garantiam grandes
reservas de comida por um longo período de tempo, dado que as tartarugas
gigantes podiam sobreviver por mais de um ano dentro de navios, sem comida e
sem água. Geralmente eram levadas primeiro as fêmeas, pois eram menores que os
machos e podiam ser encontradas com maior frequência próximas às costas,
durante as temporadas de desova. Até Charles Darwin chegou a comer algumas. O
golpe final para a extinção de diversas subespécies foi a inclusão de mamíferos
nas Ilhas de Galápagos. Foram trazidas cabras para as ilhas nos anos de 1950,
como fonte alternativa de alimento para os marinheiros, e estas tornaram-se
concorrentes diretas das tartarugas na alimentação, pois consumiam as mesmas
plantas. Como a população de cabras cresceu rapidamente, ocorreu uma destruição
da vegetação e uma grande erosão nos solos. Os ratos que fugiam de navios
ancorados foi outro fator crucial, pois eles começaram a atacar os ovos das
tartarugas diminuindo a taxa de natalidade e dificultando ainda mais a sobrevivência
das Tartarugas Gigantes recém-nascidas. A criação do Parque Nacional de
Galápagos e da Fundação Charles Darwin, em 1959, vem conseguindo recuperar a
população de Tartarugas Gigantes de Galápagos com os seus programas, pois a
partir de 1965 os ovos são incubados artificialmente e as tartaruguinhas são
criadas até atingirem 20 centímetros de comprimento de carapaça, quando já
podem ser soltas nas ilhas onde as vegetações estão sendo recuperadas para
suportar novamente uma grande população. Até hoje, 2.500 tartaruguinhas
aproximadamente, já foram soltas nas suas ilhas de origem.
Focas
A
palavra "Foca" originou-se do termo grego phóke, através do
termo latino phoca.].
As
focas são carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se
em colónias.
As
focas são mamíferos da família dos focídeos (em latim científico, Phocidae,
que possuí também duas espécies de elefantes-marinhos, super-família dos
pinípedes (Pinnipedia), adaptadas à vida marinha. O corpo de uma foca é
hidrodinâmico, semelhante a um torpedo, com os membros posteriores e anteriores
em forma de nadadeira. Outro detalhe interessante é que as focas não possuem
orelhas, o que as distingue da família Otariidae (leões-marinhos). Todas
essas características fazem, das focas, excelentes nadadoras. Em contrapartida,
as focas não têm habilidade em terra firme, sendo presas fáceis para
ursos-polares e caçadores, uma vez que se locomovem a partir de movimentos e
flexões que a permitem ganhar velocidade para deslizar em meio terrestre. Possuem
em torno de 1,75 m de comprimento, pesam de 80 a 100 kg e o período de
reprodução é entre fevereiro e maio.
Localizam-se
na região do Polo Norte e são excelentes e ágeis nadadoras. Suas orelhas são
internas e possuem poucos pelos no corpo, sendo que eles são grossos e curtos,
tendo a coloração cinza ou marrom escuro. As focas são capazes de fechar as
narinas embaixo d'água enquanto procuram comida. Geralmente, os adultos machos
medem aproximadamente 2 metros de extensão. Com aproximadamente 6 meses de
vida, o filhote de foca já consegue nadar sozinho. As focas se comunicam entre
si através da emissão de sons graves e podem viver 50 anos.
Leão
Marinho
Leões-marinhos
são carnívoros, ou seja, se alimentam de outros animais. A principal fonte
alimentar dos leões-marinhos são os peixes, crustáceos e moluscos (como lulas e
polvos), mas ocasionalmente podem se alimentar de aves. A organização social é
composta por haréns, com um macho dominante e muitas fêmeas. Esse tipo de
organização é denominada poliginia.
São
animais aquáticos, sendo a maior parte marinhos, e possuem para isso diversas
adaptações que favorecem a vida e a movimentação dentro d’água. Os membros
anteriores e posteriores passaram por pressões seletivas, onde as nadadeiras
espalmadas foram os mais adaptados. O corpo hidrodinâmico e a capacidade
respiratória ampliada também foram fatores determinantes para o sucesso
adaptativo desses animais.
A
morsa (Odobenus rosmarus) é um animal de grande porte que vive nas águas
do Ártico. É a única espécie não extinta do gênero Odobenus e da família
Odobenidae. Uma morsa fêmea adulta chega a 2,60 metros de comprimento e
pode pesar de 400 até 1.250 kg. O macho adulto é ainda maior, podendo ter de 3
a 4 m de comprimento. Os machos adultos do Pacífico podem pesar até mais de
2.000kg e, entre pinípedes, são ultrapassados em tamanho apenas pelas
duas espécies de elefantes-marinhos. Subdivide-se em três subespécies: morsa do
Atlântico (O. rosmarus) que vive no oceano Atlântico, a morsa do
Pacífico (O. rosmarus divergens) que habita no oceano Pacífico e O.
rosmarus laptevi, que vive no mar de Laptev.
A
morsa é imediatamente reconhecida por suas presas proeminentes, que são apenas
caninos muito bem desenvolvidos, bigodes e grande volume. As morsas possuem uma
pele enrugada e áspera que vai se tornando cada vez mais espessa ao longo de
sua vida (15 a 30 anos). Para nadar usam a nadadeira caudal. A Morsa se
locomove em água igual à uma foca, e para se locomover em solo terrestre, a
morsa é capaz de virar os membros posteriores para frente e andar normalmente.
Deslocam-se mal em terra, utilizando as suas presas para se locomover, cravando
os dentes no gelo e puxando o corpo para frente (por isso o nome Odobenus,
que significa "aquele que caminha com os dentes"). Seu focinho tem um
sólido bigode e dois enormes caninos ou presas que podem chegar a 90
centímetros nas fêmeas e ultrapassar 1,10 metro de comprimento nos machos. As
morsas alimentam-se principalmente de moluscos (bivalentes e caracóis),
ouriços, estrelas, caranguejos e suas presas vão se desgastando-se ao longo dos
anos. As morsas percebem o alimento presente no Iodo e areia devido aos seus
pelos (vibrissas) presentes no focinho.
Em sua busca por alimentos, elas realizam mergulhos profundos e prolongados,
podendo chegar a cem metros de profundidade, devido as adaptações que tornam
seu mergulho eficiente. Durante o mergulho, as morsas reduzem seu batimento
cardíaco, transferem a circulação para os órgãos vitais como cérebro e coração,
reduzem o metabolismo e utilizam a grande quantidade de oxigênio armazenada em
seu sangue (devido à grande concentração de hemoglobina e mioglobina). Elas
residem principalmente em habitats rasos nas prateleiras oceânicas, gastando
uma proporção significativa de sua vida no gelo do mar em busca da sua dieta
preferida de moluscos bivalves bentônicos. É uma vida relativamente longa
animal. Sociável, a morsa é considerada uma espécie-chave nos ecossistemas
marinhos do Ártico.
Elefante-marinho
O
elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), também chamado de
foca-elefante e elefante-marinho-austral é um mamífero marinho semi-aquático da
família Phocidae. É a maior de todas as focas, com machos de até 6 m de
comprimento e 4 toneladas de peso. Ele é encontrado no Hemisfério Sul e desde a
Antártida até o sul de outros continentes. Reproduz em terra nas praias de
ilhas subantárticas. É ao mesmo tempo o maior dos pinípedes e membro da ordem
Carnivora vivendo hoje, bem como o maior carnívoro da Antártida. O animal
recebeu o nome devido ao seu grande tamanho e o nariz em forma tromba dos
adultos do sexo masculino, que é usado para fazer ruídos e rugidos
extraordinariamente altos, especialmente durante a época de acasalamento. O
elefante-marinho é o maior carnívoro atualmente vivo com machos ainda maiores
que o urso-polar (Ursus maritimus)
Lobo Marinho
O
lobo-marinho-antártico (Arctocephalus gazella) é uma espécie de
lobo-marinho encontrado nas águas antárticas. Reproduz-se em grandes colónias
nas ilhas Geórgia do Sul e nas Ilhas Kerguelen, e em ilhas no sul da América do
Sul.
Pertence
a sub-ordem dos Pinípedes (palavra derivada do termo em latim pinna e pedis
- que significa "pé em forma de pena"), caracterizado como otarídeo,
por sua orelha externa e membros posteriores tencionados para fora do corpo.
Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza
prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas
visíveis. Pelagem dupla, com pelos escuros e grossos e abaixo desses, pêlos
superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes
pós-caninos com formato tricúspide. Os machos adultos pesam cerca de 200 kg,
enquanto as fêmeas 60 kg sendo que, os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as
fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.
Ocorre
ao longo de toda a costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil.
Em nosso litoral, concentra-se principalmente no Refúgio de Vida Silvestre da
Ilha dos Lobos, em Praia de Torres, e na Refúgio de Vida Silvestre do Molhe
Leste, no município de São José do Norte. Estima-se que sua população mundial
está em torno de 2-4 milhões de indivíduos. No Brasil, a espécie ocorre
principalmente nos meses de inverno e primavera, sendo os animais, em sua
grande maioria, machos sub-adultos ou adultos, provavelmente oriundos do
Uruguai.
4
Reprodução
e tempo de vida
No
Brasil não existem colônias reprodutivas da espécie. A reprodução ocorre em
ilhas do Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos
ocorrem durante a primavera e verão, com início em outubro. Durante a estação
reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou
ainda defender áreas específicas dentro das colônias, chamadas de territórios.
A fêmea dá à luz somente um filhote depois de 12 meses de gestação. O período
de amamentação dura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de
15 a 20 anos
Cavalo
Marinho –
Existem
várias espécies nos litorais rochosos e de águas tranquilas. A cauda do cavalo
marinho, que em nada lembra a de um peixe, é curva e com ela o animal se segura
às algas ou outro lugar onde sinta apoio. A sua reprodução é curiosa, pois a
fêmea, após um ballet aquático, deposita os ovos numa bolsa abdominal do macho,
onde este os fecunda e incuba. Ao eclodirem os ovos, o macho expulsa-os, num
verdadeiro trabalho de parto. São capturados basicamente para servirem de
peixes ornamentais em aquários.
Águas Vivas
A
água-viva faz parte da classe dos Cifozoários (da palavra grega "xícara ou
taça", referindo-se ao formato do corpo da água-viva).
A
água viva é um animal que tem a boca no meio do corpo, e envolvida por
tentáculos.
Seu
corpo tem simetria radial - os membros se estendem de um ponto central como os
raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto,
sempre terá partes iguais.
A
água-viva não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores
e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais na base de seus tentáculos
Peixe-leão,
Peixe-leão,
peixe-peru,
peixe-dragão e peixe-escorpião são alguns nomes vulgares para uma grande
variedade de peixes marinhos venenosos dos gêneros Pterois, Parapterois,
Brachypterois, Ebosia ou Dendrochirus, pertencentes à família Scorpaenidae.
Esses espinhos venenosos são realmente algo para se ter cuidado. Podem causar inchaço e muita dor.
Mas,
caso seja "espetado" por um desses, não é necessário entrar em
pânico.
Basta
mergulhar o local em água quente, até a dor passar. O veneno é termosensível, e
se desmancha no calor. Podem viver até 15 anos.
Baiacu
Apesar
de engraçadinho, o baiacu possui um dos venenos mais mortais encontrados na
natureza.
O
veneno, tetraodontoxin, é um alcalóide encontrado também em alguns
cogumelos silvestres. Geralmente é fatal.
O
baiacu só fica assim inflado, como na foto, quando se sente ameaçado, ou em
perigo.
Normalmente
ele é um peixinho meio "quadrado", não parecendo muito hidrodinâmico.
É um
modo de avisar "eu tenho espinhos, e posso usá-los" e
também..."não vou caber na sua boca, sai fora!". Se mesmo assim ele
for atacado, seu predador certamente morrerá.
Quase
não dá pra ver na foto, mas o baiacu tem um bico bem duro, que usa para se alimentar
e até para picar dedos que se enfiem em seu aquário.
Baiacus
alimentam-se principalmente de cracas (um parasita que gruda na pele das
baleias), caracóis marítimos, caranguejos e vermes tubiformes.


















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