Como Se Engajar Num Projeto

Fome no mundo

Porcentagem populacional que sofre com a fome em 2020, de acordo com o Programa Alimentar Mundial.


No Índice Mundial da Fome 2010, produzido pela International Food Policy Research Institute, cerca de um bilhão de pessoas passam fome, levando em consideração o limite estabelecido pela ONU, que são 1.800 quilocalorias por dia

Fome no Brasil

Em 2009, segundo o IBGE, 11,2 milhões de brasileiros — 5,8% da população — passaram fome por não terem recursos para comprar comida

Em junho de 2013, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) premiou 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome pela metade bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O cumprimento da meta pelos países premiados considerou a diferença do número de famintos entre 1990 e 1992 e entre 2010 e 2012

O relatório mais recente da própria FAO apontou que 23,5% da população brasileira, entre 2018 e 2020, deixou de comer por falta de dinheiro ou precisou reduzir a quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos. Os resultados evidenciam que, em 2020, a fome no Brasil retornou aos patamares de 2004.

Fome (do latim faminem) é o nome que se dá à sensação fisiológica pelo qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida. O termo comumente é usado mais amplamente para referir casos de desnutrição ou privação de comida entre as populações, normalmente devido a pobreza, conflitos políticos ou instabilidade, ou condições agrícolas adversas. Em casos crônicos, pode levar a um mau desenvolvimento e funcionamento do organismo.

Fome em Portugal

 Trezentos mil. Ou melhor, pelo menos 300 mil. É este o número de portugueses que ainda passam fome. O número que "nos envergonha a todos", segundo o Presidente da República. Cavaco Silva lançou o alerta a propósito da iniciativa "Direito à Alimentação", que quer distribuir as sobras dos restaurantes por 4500 instituições de solidariedade e assim matar a fome às famílias carenciadas.

"Relativamente à fome faltam dados e temos de nos limitar ao que dizem as instituições que apoiam as famílias cadenciadas, nomeadamente o Banco Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses, antes da crise", explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que entretanto chegou aos 300 mil ao longo deste ano.

"Pelo que temos ouvido, pelos apelos de instituições de apoio social, é possível que este número esteja a crescer", acrescenta o especialista que tem estudado a pobreza em Portugal desde os anos 80. E mesmo assim é difícil incluir neste número a "pobreza envergonhada" que não procura ajuda. A crise pode mesmo inverter a tendência de diminuição da pobreza que Portugal registou nas últimas décadas, alerta Alfredo Bruto da Costa. "Em 2008, antes de sermos atingidos pela crise, tínhamos 18% de pobres. Depois disso não sabemos o que aconteceu", conclui.

Foi por chegarem cada vez mais pessoas a pedir comida aos restaurantes que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) avançou para a iniciativa "Direito à Alimentação", diz o secretário-geral José Manuel Esteves. "Eram nossos clientes na semana passada e esta semana entram de mão estendida", explica. A AHRESP espera que a rede que está a montar para recolher donativos dos cerca de 25 mil associados e entregá-los às pessoas com fome possa entrar em funcionamento já em Janeiro - abrangendo 4500 instituições de solidariedade espalhadas pelo País. E foi no lançamento desta rede que o Presidente da República disse que nos "envergonha a todos saber que há portugueses com fome". Uma frase que já lhe valeu críticas da esquerda

Consequências

As consequências imediatas da fome são a perda de peso nos adultos e nas crianças, levando eventualmente à morte, e ao aparecimento de problemas no desenvolvimento das crianças, geralmente limitando as suas capacidades de aprendizagem e produtividade. A desnutrição, principalmente devido à falta de alimentos energéticos e proteínas, aumenta nas populações afetadas e faz crescer a taxa de mortalidade, em parte, pela fome e, também, pela perda da capacidade de combater as infecções. A fome é um dos maiores flagelos da humanidade.

 Causas sociais

·         Instabilidade política;

·         Ineficácia e má administração dos recursos naturais;

·         Guerra;

·         Conflitos Civis;

·         Difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos sem-terra ou pela população em geral;

·         Invasões;

·         Deficiente planificação agrícola;

·         Injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração da propriedade das terras nas mãos de poucos;

·         Contraste na concentração da renda

·         Destruição deliberada das colheitas;

·        Influência das empresas transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo;

·         Utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países;

·         Relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deterioração cada vez mais elevada do seu nível alimentar;

·         Relação entre cultura e alimentação.

·         O difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais.

·         A canalização dos recursos financeiros para a produção de materiais bélicos.

·         Epidemias.


Comer bem sem gastar valores exorbitantes, é possível sim. As prateleiras dos mercados e as feiras livres têm opções que fazem bem para a saúde e não pesam no bolso. Apresentamos no final uma lista doa alimentos que podem ajudar, mas gostaria de dizer algo sobre a fome porque, ao contrário do que muita gente imagina, a fome no mundo não é causada pela falta de alimentos: O mundo produz comida suficiente para alimentar toda a população.

Mas primeiro, vamos entender o que se caracteriza como fome. A fome, como problema, está presente em indivíduos subnutridos, ou seja, pessoas que continuamente não têm acesso a calorias suficientes para suprir suas necessidades energéticas diárias. Existem, atualmente, cerca de 795 milhões de indivíduos nessa situação. Em outras palavras: 1 a cada 9 pessoas no mundo está subnutrida. Desse total, a grande maioria, 780 milhões, encontra-se geograficamente nos países em desenvolvimento, e a maior parte da população pobre e subnutrida vive nas áreas rurais, onde a agricultura familiar prevalece como o modo de organização de produção. Seguindo essa tendência, aproximadamente 75% da população pobre mundial vive em áreas rurais – essa taxa pode ser ainda maior em países de baixa renda. Assim, pequenos agricultores possuem quatro vezes mais chances de serem pobres do que qualquer outro indivíduo empregado em um setor diferente da economia, o que respalda diretamente na sua renda e na verba que poderá destinar à sua alimentação e à de sua família. Vale destacar que 90% das 570 milhões de fazendas agrícolas pelo mundo são geridas por esses indivíduos, sendo responsáveis por mais de 80% da produção mundial de alimentos.  O problema em geral recai sobre a pobreza, que faz com que não tenham boa estrutura de armazenamento, que se endividem para manter o cultivo, que precisem vender a produção em épocas desfavoráveis para conseguir dinheiro ou que não tenham nenhuma estrutura de proteção contra variáveis climáticas.

Mas a questão é ainda mais complexa e vamos tentar entendê-la acompanhando os textos seguintes.

 1. Deficiência na distribuição de alimentos

A produção global atual é mais do que suficiente para suprir as necessidades calóricas de cada um dos 7 bilhões de indivíduos da população mundial. O que acontece é que há uma séria deficiência no sistema de distribuição dos recursos necessários para se ter acesso à alimentação, fenômeno que acontece principalmente nos países em desenvolvimento e nas áreas rurais em que a infraestrutura é precária e a conexão com os centros urbanos é difícil.

Essa deficiência está, acima de tudo, na construção da estrutura social, que nas atuais circunstâncias é extremamente desigual. Assim, as populações pobres têm recursos financeiros muito reduzidos (algumas vivem com menos de 2 dólares por dia), o que limita a compra de alimentos para consumo. A oferta de alimentos, tanto em quantidade quanto em variedade, é dirigida aos centros urbanos, que é onde há mais indivíduos com boas condições de poder aquisitivo. Contudo, é nessas localidades onde mais acontece o desperdício desses produtos.

 2. Desperdício de alimentos

Outro  fator que agrava este cenário: é o desperdício de alimento. No Brasil, grande parte do desperdício de alimentos acontece durante o manuseio e logística da produção: na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o transporte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo.

Uma pesquisa feita pela Unilever, chamada World Menu Report, afirma que 96% dos brasileiros se preocupam com desperdício de alimentos, uma porcentagem alta em comparação à Alemanha (79%), aos Estados Unidos (77%) e à Rússia (69%). Porém, o que é contraditório é que o país possui um dos maiores índices de desperdício de alimentos do mundo! Com 40 mil toneladas de alimentos que vão para o lixo todo dia. Segundo a ONG Banco de Alimentos (organização que busca combater a fome e o desperdício de alimentos), cada brasileiro desperdiça mais de meio quilo de alimento por dia.

As causas para tamanho desperdício são muitas. Muitos produtos, como frutas e vegetais, estragam antes de saírem das prateleiras. Muitos consumidores compram produtos que estragam antes de irem para a mesa e uma parte considerável do que chega até ela não é consumido. Existem também os problemas durante o transporte. Longas distâncias e embalagens impróprias (ou até mesmo a ausência de embalagens) são fatores impactantes.

Em 2016, das 4 bilhões de toneladas métricas de comida produzidas, um terço foi desperdiçado (1,3 bilhões de toneladas métricas), custando aproximadamente US$750 bilhões à economia global anualmente. Entretanto, as perdas não se limitam apenas à esfera econômica, mas também de outros insumos que foram necessários para a produção, como a água, energia e trabalho, emitindo ainda gases estufa ao longo do processo.

Saiba ainda, que existem dois principais padrões de desperdício, os quais são determinados de acordo com a situação econômica dos países. Nos desenvolvidos, o processo normalmente acontece nas mãos do consumidor final, quando a comida já está pronta, mas não é totalmente consumida, gerando os “restos” que são jogados fora. Já nos países em desenvolvimento, o desperdício ocorre muitas etapas antes. O alimento é perdido logo nos estágios iniciais: durante a produção quando a colheita não é utilizada ou processada por conta das condições precárias de armazenagem ou pelos agricultores não possuírem meios suficientes para transportar a sua produção até os pontos de distribuição para venda – todas as informações são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

O desperdício é tão grande que, utilizando apenas um quarto da comida perdida anualmente no mundo, já seria o suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas subnutridas, o que excede o número de pessoas de fato passando fome globalmente.

Além disso, a Declaração de Roma (1996) cita outras possíveis causas para a deficiência no sistema de distribuição e a consequente insegurança alimentar. Dentre elas estão conflitos, terrorismo, corrupção, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente e a pobreza, que é a principal raiz do problema de acessibilidade a alimentos no mundo.

 Os impactos da fome na sociedade

Podemos dizer que fome e pobreza caminham lado a lado, podendo uma ser causa ou consequência da outra, mas sempre colocando os indivíduos afetados em um ciclo de miséria difícil de ser quebrado. As populações mais vulneráveis a esse problema são:

·         crianças até 5 anos;

·         mulheres grávidas e em período de amamentação;

·         populações pobres e que vivem em países em desenvolvimento.

A capacidade de realização de atividades físicas é reduzida pela falta de alimentação ou alimentação precária, consequentemente o potencial de trabalho daqueles que sofrem com a fome será afetado.  A maior consequência desse fato é que, normalmente, a força de trabalho é o único recurso que esses indivíduos têm a oferecer e a redução da sua capacidade de trabalho pode agravar ainda mais a sua condição econômica e perpetuar a sua condição de falta de alimentação

O desenvolvimento físico e mental da pessoa é prejudicado: a subnutrição e falta de alimentação retarda o crescimento infantil, deixa sequelas nas habilidades cognitivas e diminui o desempenho e a presença escolar. Compromete, ainda, os resultados de investimentos realizados no setor de educação, uma vez que crianças desnutridas têm o seu potencial de aprendizado reduzido e algumas precisam até largar os estudos para ajudar com a renda familiar e colocar comida na mesa.

Danos a longo prazo para a saúde, aumentando a probabilidade de doenças (por conta do enfraquecimento pela alimentação insuficiente) e morte prematura. Os problemas são transmitidos de uma geração para a outra: crianças nascidas de mãe desnutridas já começam a vida com dificuldade, por conta do baixo peso e deficiências nutricionais causadas no período da gestação.

Gera instabilidade política e social, dificultando ainda mais os esforços dos Estados em reduzirem a pobreza.

Esses fatores têm impacto em diversos níveis: individual, comunitário e governamental. Por conta disso, a fome (e a pobreza) não é um problema fácil de ser erradicado, requerendo várias linhas de ações diferentes.

 FOME NO MUNDO: Um horizonte complicado

As quase 800 milhões de pessoas subnutridas no mundo mostram que a fome é mais do que uma questão de saúde pública. As suas raízes estão enterradas na construção da estrutura social, que é extremamente desigual, fazendo com que fome e pobreza caminhem lado a lado. Como resultado, a nível individual, vemos complicações na saúde dos afetados, como: doenças, diminuição do seu rendimento físico e de suas oportunidades futuras. Contudo, as consequências vão além: a fome pode afetar ainda o desenvolvimento econômico de um país, sua estabilidade política e social.

Fontes: FAO – Statistical Pocketbook 2015: world food and agriculture – Rome, 2015.

 Alimentos Silvestres ou baratos, com altas capacidades nutritivas

Plantas comestíveis

Está comprovado que as plantas selvagens são mais comuns que aquelas utilizadas para a agricultura. Afinal, por milhares de anos, os seres humanos sobreviveram principalmente em vegetações que não foram cultivadas. Faz apenas cerca de dez mil anos, até os dias atuais, que a técnica de semeadura substituiu, de fato, a colheita de plantas nativas.

Aprender a diferenciar as plantas comestíveis da sua região pode te ajudar em várias situações, até porque nunca se sabe quando vamos passar por certas dificuldades. Por exemplo, se você sair para acampar ou estiver em uma excursão, poderá obter comida por meio da natureza apenas prestando atenção por onde passa.

Assim, algumas dicas básicas para que você possa encontrar vegetações comestíveis em zonas não-urbanas levam em conta que você deve fazer uma breve investigação das espécies comestíveis e tóxicas nativas do seu local ou da região para a qual estiver indo. Além disso, é necessário também que você considere o tipo de clima e relevo de onde está, pois isso também vai te ajudar bastante na hora de buscar por plantas selvagens medicinais. Por exemplo, se você estiver em uma região de clima úmido, provavelmente vai encontra-las em áreas com incidência direta de luz solar e em locais mais abertos, ou então próximas às margens dos rios.

Plantas que podemos comer

PANC nada mais é do que um acrônimo para tentar contemplar as Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou seja, plantas que possuem uma ou mais das categorias de uso alimentício citada(s) antes que não são comuns, não são corriqueiras, não são do dia a dia da grande maioria da população de uma região, de um país ou mesmo do planeta, já que temos atualmente uma alimentação básica muito homogênea, monótona e globalizada. Vamos apresentar aqui, alguns dos exemplos do que é considerado PANC

1. Beldroega pequena (Portulaca oleracea) – folhas para sucos, sopas e saladas. É também medicinal; 2. Beldroega grande (Talinum paniculatum) – como a beldroega pequena suas folhas são usadas em saladas, sopas e sucos; 3. Capuchinha (Tropeoalum majus) – suas flores são usadas em salada e suas folhas em saladas e sucos verdes; PANC nada mais é do que um acrônimo para tentar contemplar as Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou seja, plantas que possuem uma ou mais das categorias de uso alimentício citada(s) antes que não são comuns, não são corriqueiras, não são do dia a dia da grande maioria da população de uma região, de um país ou mesmo do planeta, já que temos atualmente uma alimentação básica muito homogênea, monótona e globalizada. Vamos apresentar aqui, alguns dos exemplos do que é considerado PANC. 4. Caruru (Amaranthus viridis L.) -parente da quinua – usamse as folhas para saladas, refogados, recheios e patês; as sementes são usadas cozidas ou torradas, em recheios e como cereal;

A seguir, preparamos um guia prático para saber os nomes das plantas comestíveis selvagens mais encontrradas por aí. São elas:



Rúcula silvestre (Eruca vesicaria)

Essa planta comestível é originária da região mediterrânea e foi colhida por nossos ancestrais há milhares de anos, sendo seus primeiros registros datados do auge do Império Romano, onde era usada como afrodisíaco. Atualmente é considerada uma espécie pertencente à família do repolho e, desde 1990, foi incorporada à gastronomia, embora ainda não seja tão usada na culinária ocidental, mas majoritariamente na cozinha mediterrânea.

rúcula silvestre pode ser identificada graças à sua textura crocante e sabor picante, intenso e amargo. Obviamente, antes de comê-la, você deve notar sua folhagem e altura, que varia de 20 cm a 1 metro. Sua floração aparece principalmente durante a primavera, e cresce em forma de cachos caracterizados por terem 4 pétalas com um formato clássico de cruz, branca amarelada. Lembre-se de que, quando falamos sobre essa espécie, você deve consumir apenas as folhas da rúcula.


Beldro ou caruru (Amaranthus blitum)

O beldro (ou caruru) pertence à família das Chenopodioideae, sendo que as partes mais consumidas dessas plantas que podemos comer selvagens são as folhas. As formas de comer essa planta podem variar bastante: você pode comê-las cruas ou cozidas, além de usar seus frutos para preparar infusões e até farinhas. Para identificar o beldro, primeiro você deve considerar o tamanho da planta. Geralmente, ela cresce entre 20 e 60 centímetros. A cor principal é o verde-escuro, de modo que o caule conta com ramificações avermelhadas, e as folhas são afiadas com bordas irregulares. Também é considerada uma planta selvagem medicinal, devido às suas grandes quantidades de antioxidantes e vitaminas A, B, C, B1, B2, B3 e minerais, como cálcio, ferro e fósforo. É usada em muitos casos para controlar a febre, melhorar a flora intestinal e até desintoxicar o estômago.


Cardencha (Dipsacus fullonum)

Originária do Hemisfério Norte do planeta, a cardencha é uma planta selvagem medicinal consumida principalmente em infusões, nas quais é usando o extrato derivado de suas raízes. Essa espécie de planta possui propriedades diuréticas, age nas glândulas sudoríparas e tem efeito purificante, sendo também eficaz no tratamento de artrites e, quando tem as raízes maceradas, também pode ajudar na cicatrização de feridas.Essa planta é fácil de reconhecer. Tem forma reta e atinge uma altura de um metro e meio, possuindo um caule cheio de espinhos finos. Também pode ser identificada por sua baixa folhagem, com poucas folhas serrilhadas que são anexadas à base para coleta de água. As flores são de cor rosa e em forma de cone, como pode ser visto na imagem.


Dente-de-leão (Taraxacum officinale)

As folhas de dente-de-leão são plantas comestíveis desde o seu desenvolvimento até a maturidade, mas não espere que ela comece a murchar. Essa espécie da família asteraceae é considerada, em muitas partes, como uma erva daninha, mas a verdade é que ela também tem propriedades medicinais. Algumas são suas propriedades purificadoras contra intoxicações e efeito diurético, além de ser um excelente remédio contra a constipação.

dente-de-leão atinge cerca de 40 cm de altura quando maduro, e é composto por folhas lanceoladas uniformes, com formato triangular e bordas serrilhadas. Outras características pelas quais ele pode ser reconhecido são seu caule curto entrelaçado e intensa floração de cor amarela, com uma coroa de 5 pontas.


Menta (Mentha spicata)

A menta é uma das plantas mais conhecidas e usadas no mundo todo. Tanto o aroma quanto o sabor intensos a transformaram em uma espécie altamente procurada na gastronomia e na indústria de cosméticos. Porém, possui ainda mais propriedades que fazem dela uma planta selvagem medicinal, como ações antipasmódicas, anti-sépticas e analgésicas. A forma mais comum de consumo da menta, usada há milhares de anos, é através de infusões, quando se bebe o extrato da folha, embora ela também possa ser consumida crua. Para identificar essa espécie vegetal, devemos prestar atenção no aroma e sabor intensos, bem característicos. Podemos, também, levar em conta suas características físicas: sua altura média é de cerca de 30 cm, e suas folhas são em forma de lança. Também pode ser reconhecida por sua floração em forma de cálice de várias cores, como lilás e branco, com um total de 5 pétalas.


Beldroega (Portulaca oleracea)

Suas propriedades nutritivas e curativas a acompanham desde os tempos antigos, graças às altas concentrações de ômega 3 e ação digestiva. A beldroega é uma espécie rasteira arbustiva, semelhante às suculentas ou Portulacaceae. Essa planta comestível selvagem se espalhou pelo mundo todo, mas é originária da índia e do sul da Europa. Pode ser consumida quase que em sua totalidade, desde as folhas até as sementes, com as quais é possível até fazer pães.

Essa planta comestível é facilmente identificada por conta do sabor ácido de suas folhas, as quais podem ser consumidas cruas ou cozidas, assim como o caule. Quando falamos sobre reconhecer a planta selvagem medicinal por meio de suas características físicas, devemos prestar atenção em seu caule liso de cor vermelha, que se estende pelo solo, graças à sua natureza rasteira. Já as flores devem ser de cor amarela, com 5 pétalas escondidas sobre a folhagem.


Alface silvestre (Lactuca virosa)

A alface silvestre é bem parecida com a convencional, que consumimos. Assim como a planta comercializada, é recomendado que suas folhas sejam consumidas quando ainda estão em desenvolvimento, antes da primeira floração. Essa planta comestível também possui propriedades psicoativas a analgésicas. Por isso é bom ter cuidado com essa espécie em particular – ainda que ela seja própria para consumo, não o faça em excesso, já que ela pode causar uma intoxicação grave.

Para reconhecê-la, basta observar o caule, que deve ser reto, liso e com ramificações, além de um interior oco. Sua altura varia, mas em média pode chegar a até 1 metro. Sua cor, que prevalece em suas folhas e caule, é um verde-azulado. Outra característica pela qual pode ser distinguida é o fruto, de pequenas proporções e pigmentação negra.


Borragem (Borago officinalis)

A borragem é uma das plantas comestíveis que pode ser consumida em sua totalidade. Ela é usada na culinária mediterrânea para preparar uma grande quantidade de receitas, como saladas. Sopas e caldos devem ser preparados com todo o corpo da espécie vegetal, para que seus minerais sejam aproveitados quando combinados à água. Por sua vez, ela também pode ser consumida crua, mas seus pelinhos pinicantes podem dificultar o processo.

Essa espécie fanerogâmica da família boraginaceae é facilmente reconhecida por meio de seus pelinhos pinicantes, localizados tanto no caule quanto nas folhas. Sua altura média varia entre 50 cm e 1 m, e suas flore, de cor azulada, possuem 5 pétalas em forma de triângulo. Essa planta, nativa do continente africano, se espalhou por todo o mundo, sendo encontrada inclusive na América do Sul.


Tanchagem (Plantago major)

Outra plantas que podemos comer dentre as mais comuns é a tanchagem. É uma espécie vegetal herbácea, de origens asiática e europeia, mas se espalhou por várias regiões do mundo, especialmente a América do Sul. O uso da planta é majoritariamente medicinal, e suas aplicações são diversas: pode ser usada como anti-inflamatório, em forma de creme feito por meio se suas folhas fervidas, como expectorante, graças à mucilagem e ao ácido silícico presentes em sua composição e, ainda, como diurético e cicatrizante.A identificação da tanchagem começa pelo caule, que deve ser livre de ramificações. Você também pode levar em conta a altura da planta, que varia de 30 a 50 cm, além de seu rizoma amarelo. Se você prestar atenção às folhas, notará que elas são irregulares e de cor verde. Suas flores são espetadas e em tom verde-claro, com descolorações brancas.


 Aipo-dos-cavalos (Smyrnium Olusatrum)

Pertencente à família Apiaceae, o aipo-dos-cavalos é uma das plantas comestíveos medicinais que contêm altos níveis de vitamina C, além de propriedades são diuréticas e purificadoras. Desde os tempos antigos, essa espécie é consumida crua ou cozida, e seus frutos também são usados ​​para aromatizar pomadas e outros alimentos, como arroz e saladas.

Reconhecer o aipo-dos-cavalos é relativamente fácil. Preste atenção na altura da planta, que pode chegar até um metro e meio. Seu caule é maciço, mas em espécies mais antigas pode ser oco. A forma de suas folhas é irregular e sua composição é fina. Esta planta selvagem comestível também produz flores e frutos. Quanto à floração, é de cor amarelo-esverdeada, e seus frutos apresentam pigmentação negra.

 


Agrião (Nasturtium officinale)

É um vegetal cujo nome comum é agrião. É uma planta comestível usualmente usada em saladas e pode ser encontrada no meio natural em zonas úmidas como rios e riachos. É nativa da Europa e Ásia Central, onde cresce abundantemente nas margens dos rios e córregos

 Outros Alimentos de valor acessível nos mercados


 Milho

Alimento em todas as suas formas. Espiga, grão, farinha, canjica, etc.

O milho, um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo, é extensivamente utilizado como alimento humano ou para ração animal devido às suas qualidades nutricionais. 

 


Feijão

Rico em vitaminas, proteínas, minerais e antioxidantes, o feijão fornece pouca ou nenhuma gordura e é livre de colesterol. Com um baixo índice glicêmico, os grãos são digeridos lentamente, o que ajuda a regular o índice de açúcar no sangue.

 


Frutas da estação

Além de gostosas, as frutas fornecem fibras e nutrientes essenciais para o nosso organismo. Pode ser que você não encontre sua fruta preferida sempre com um bom preço, e por isso é importante seguir um calendário de safra. Ele vai ajudar você a acompanhar a melhor época para comprar determinada fruta ou hortaliça por um valor mais acessível.

 


Ovos

Além de baratos, são pouco calóricos e ricos em proteínas e vitaminas. Sempre que possível, opte pelo mexido, cozido ou na versão omelete para evitar o consumo de óleo. 

 


Atum enlatado

Facilmente encontrado em mercados de todo o Brasil nas versões em óleo, natural ou com molho de tomate, o atum enlatado é extremamente nutritivo.  Além disso, contém ômega 3conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias.

 


Lentilhas

Estas leguminosas são uma excelente opção de substituição da carne vermelha. Cada 100g de lentilhas possui 9,1 gramas de proteína. Além disso, elas também oferecem 18% dos valores diários de ferro, duas vezes os valores do feijão.

 

 


 Batata doce

Fácil de ser encontrada durante todo o ano, a batata doce é uma fonte de carboidrato complexo, que fornece energia sem elevar o excesso do nível de açúcar no sangue. Ela é muito usada em dietas porque sacia a fome por mais tempo. E com tanta variedade de preparo vai levar um tempo até você enjoar.



Aveia

Uma pechincha nutricional, rica em fibras solúveis que ajudam a diminuir a velocidade de absorção da glicose. A aveia vai bem com frutas e iogurtes no café da manhã. Para economizar ainda mais, a dica é comprar a granel.


Espinafre

Com grande poder nutricional, o espinafre possui magnésio, cálcio, potássio, ferro e vitaminas A e C e ainda ajuda a evitar hipertensão e osteoporose. Além de tudo isso é bem baratinho e não pesa no orçamento de ninguém.

 


 Repolho

Por possuir uma grande quantidade de agentes antioxidantes (como as antocianinas, vitamina C, vitamina A, manganês) ajuda a minimizar os sinais de envelhecimento. Para aproveitar melhor todos os seus nutrientes, evite a versão cozida em água e opte pelo cozido no vapor ou cru em saladas.

 

 


 Iogurte natural

Rico em vitaminas, proteínas e sais minerais, o iogurte natural é uma ótima opção para o café da manhã. Para deixá-lo com mais sabor, acrescente frutas da sua preferência e um pouco de mel.Pode ser preparado em casa.

Ingredientes

·         1 litro de leite

·         1 iogurte natural

Modo de preparo

1.      Ferva o leite, espere amornar, mas não deixe ficar frio.

2.      Misture o iogurte junto ao leite morno, e coloque num recipiente médio ou grande (o equivalente a 1 litro) e deixe descansar de 12 a 24 horas.

3.      De vez em quando mexa para ver como ficou a consistência.

4.      Depois coloque na geladeira e sirva acompanhado com granola, quick de morango, ou algo de sua preferência.

5.      Ele não fica azedo, como os iogurtes feitos com os "bichinhos" e fica ótimo!

Informações adicionais

·         Dica: se fizer nos dias quentes, o tempo pode ser somente 12 horas, mas no inverno ele demora a pegar a consistência até 24 horas.

 

 


 Tapioca

É um alimento natural com baixo teor de sódio, sem gordura e rico em carboidratos de fácil digestão. Além disso, é um alimento versátil que vai bem tanto com ingredientes doces quanto salgados.

 


Alface

A alface tem poucas calorias, é rica em fibras, ajudando no bom funcionamento do intestino, e tem efeito calmante no organismo”, explica a nutricionista.Além de ser fácil de encontrar, é excelente para o almoço, jantar e lanches intermediários, sendo uma ótima opção para compor sanduíches naturais.

Na hora de escolher, prefira os maços com folhas inteiras, sem áreas escuras e com aspecto fresco.


Banana

A banana é rica em vitaminas do complexo B, ajudando a dar energia e sendo benéfica para o sistema nervoso. No mais, é fonte de potássio, mineral importante para a prevenção de cãibras

Por ser muito versátil, pode ser consumida pura, com pasta de amendoim, algum cereal (como aveia, linhaça e chia) ou, ainda, compondo vitaminas, smoothies e outras receitas. “Você também pode fazer uma panqueca de banana ou usar em receitas de bolos integrais..

Consuma no café da manhã, como lanche intermediário ou sobremesa.

Na hora de escolher, fique de olho nas suas cascas: quanto mais manchinhas pretas, mais madura ela está. Evite também bananas com cascas rachadas.


 Sardinha

Fonte de proteína, a sardinha um alimento bom e barato. Por ser rica em ômega 3 [gordura boa que ajuda na saúde cardiovascular] e conter boa quantidade de coenzima Q10, ela beneficia o desempenho físico e previne o envelhecimento precoce das células [o que pode impedir que elas realizem as suas funções corretamente, além de poder estar relacionado a alguns tipos de câncer e, por fim, a alteração do aspecto da pele, como rugas e linhas de expressão.

Na hora da compra, a melhor opção é a sardinha in natura, encontrada nas peixarias. Se optar pela versão enlatada, dê preferência para as que são armazenadas em óleo.

Se for in natura, a sugestão dos nutricionistas é fazer uma sardinha escabeche (uma espécie de refogado). Caso opte pela sardinha enlatada, você pode aproveitar em patês caseiros, lanches naturais e tortas.

 


Batatas Souté

Em uma panela com água fervente e salgada, escalde as batatas por 3 minutos, escorra e seque-as.

Aqueça o óleo até ficar bem quente, salteie as batatas, mexendo de vez em quando para que fique dourada de todos os lados.

Junte o resto dos ingredientes. 1 dente de alho picado, 1 colher(chá) de salsa picada, sal, pimenta

Enquanto mexe, continue salteando até que estejam douradas.

 


Macarrão

Massa alimentícia

Macarrão é um tipo de massa alimentícia com o formato de tubos curtos, em que se incluem os penne e os cotovelos. No entanto, em algumas regiões do Brasil, o termo "macarrão" é usado para se referir a qualquer tipo de massa alimentícia, desde o espaguete às letras e outras formas usadas em vários cozidos e sopas.

Prejuízos ambientais

O desperdício de alimentos prejudica enormemente o meio ambiente. Imagine que boa parte dos agrotóxicos, água, terras, fertilizantes, desmatamento, transporte, gastos de energia e petróleo para a produção de máquinas e combustíveis empregados em todos os processos da agropecuária são utilizados em vão. Isso faz com que seja necessário intensificar ainda mais a produção e, consequentemente, a pressão ao meio ambiente.

No caso de desperdício de alimentos de origem animal, o prejuízo ambiental é maior, pois a criação de carneiro ou boi demanda maiores quantidades de insumos que a produção vegetal.

Isso sem falar na questão do aumento da quantidade de resíduos sólidos, que é formado majoritariamente por resíduos orgânicos (60%).

O desperdício e a perda de alimentos também causam cerca de 10% das emissões que contribuem para a crise climática.

Por outro lado, reduzir a perda e o desperdício de comida cortaria as emissões de gases de efeito estufa, desaceleraria a destruição da natureza por meio da conversão de terras e poluição, aumentaria a disponibilidade de alimentos e, com isso, também ajudaria a reduzir a fome.

Como evitar o desperdício

Grande parte do desperdício de alimentos está na própria produção. Mas o consumidor pode contribuir de alguma forma para mudar esse quadro.

A primeira dica seria, sempre que possível, optar por alimentos produzidos localmente, uma vez que estes não sofrem (ou sofrem menos) as perdas do transporte e da degradação, tornando-se, quem sabe, um locávoro.

 Outra forma de evitar desperdício é optar por consumir Pancs (Plantas alimentícias não-convencionais) ruderais, pois essas são uma alternativa às monoculturas e muitas vezes nascem naturalmente em casa ou nas proximidades, podendo ser colhidas na hora do uso, ou pouco tempo antes, evitando também perdas de transporte a longa distância e degradação pelo armazenamento.

Você também evita o desperdício de alimentos aprendendo a fazer receitas com cascas, raízes e sementes. Você já pensou em comer casca de banana, por exemplo? Já conhece as 18 diferentes formas de reaproveitar a casca do limão ou da laranja? Ou ainda os sete benefícios da semente de abóbora para a saúde?

Você também pode contatar os produtores de alimentos mais próximos e formar grupos de consumo com seus vizinhos, pois fazendo compras coletivas o preço fica mais em conta e o produtor pode produzir de acordo com a demanda, evitando desperdício.

Outra alternativa aliada a essas é compostar os seus resíduos orgânicos. Assim, em vez de virar “lixo” e ocupar espaço em aterros e lixões, ele vira húmus e servirá de insumo, inclusive, para você doar ou começar a plantar localmente em algum espaço compartilhado com vizinhos.

 Fontes: FAO e UNEP.

 

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