No Índice Mundial da Fome 2010, produzido pela International Food Policy Research Institute, cerca de um bilhão de pessoas passam fome, levando em consideração o limite estabelecido pela ONU, que são 1.800 quilocalorias por dia
Fome no Brasil
Em 2009, segundo o IBGE, 11,2 milhões de brasileiros — 5,8% da população
— passaram fome por não terem recursos para comprar comida
Em junho de 2013, a Organização das Nações Unidas
para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
premiou 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome pela metade
bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O cumprimento da meta pelos países premiados considerou a diferença do
número de famintos entre 1990 e 1992 e entre 2010 e 2012
O relatório mais recente da própria FAO apontou
que 23,5% da população brasileira, entre 2018 e 2020, deixou de comer por falta
de dinheiro ou precisou reduzir a quantidade e qualidade dos alimentos
ingeridos. Os resultados evidenciam que, em 2020, a fome no
Brasil retornou aos patamares de 2004.
Fome (do latim faminem) é o nome que se dá à sensação fisiológica
pelo qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter suas atividades
inerentes à vida. O termo comumente é usado mais amplamente para referir casos
de desnutrição ou privação de comida entre as populações, normalmente devido a
pobreza, conflitos políticos ou instabilidade, ou condições agrícolas adversas.
Em casos crônicos, pode levar a um mau desenvolvimento e funcionamento do
organismo.
Fome em Portugal
"Relativamente à fome faltam dados e temos de nos limitar ao que
dizem as instituições que apoiam as famílias cadenciadas, nomeadamente o Banco
Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses, antes da
crise", explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que
entretanto chegou aos 300 mil ao longo deste ano.
"Pelo que temos ouvido, pelos apelos de instituições de apoio
social, é possível que este número esteja a crescer", acrescenta o
especialista que tem estudado a pobreza em Portugal desde os anos 80. E mesmo
assim é difícil incluir neste número a "pobreza envergonhada" que não
procura ajuda. A crise pode mesmo inverter a tendência de diminuição da pobreza
que Portugal registou nas últimas décadas, alerta Alfredo Bruto da Costa.
"Em 2008, antes de sermos atingidos pela crise, tínhamos 18% de pobres.
Depois disso não sabemos o que aconteceu", conclui.
Foi por chegarem cada vez mais pessoas a pedir comida aos restaurantes
que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP)
avançou para a iniciativa "Direito à Alimentação", diz o
secretário-geral José Manuel Esteves. "Eram nossos clientes na semana
passada e esta semana entram de mão estendida", explica. A AHRESP espera
que a rede que está a montar para recolher donativos dos cerca de 25 mil
associados e entregá-los às pessoas com fome possa entrar em funcionamento já
em Janeiro - abrangendo 4500 instituições de solidariedade espalhadas pelo
País. E foi no lançamento desta rede que o Presidente da República disse que
nos "envergonha a todos saber que há portugueses com fome". Uma frase
que já lhe valeu críticas da esquerda
Consequências
As consequências imediatas da fome são a perda de peso nos adultos e nas
crianças, levando eventualmente à morte, e ao aparecimento de problemas no
desenvolvimento das crianças, geralmente limitando as suas capacidades de
aprendizagem e produtividade. A desnutrição, principalmente devido à falta de
alimentos energéticos e proteínas, aumenta nas populações afetadas e faz
crescer a taxa de mortalidade, em parte, pela fome e, também, pela perda da
capacidade de combater as infecções. A fome é um dos maiores flagelos da
humanidade.
·
Instabilidade política;
·
Ineficácia e má administração dos recursos naturais;
·
Guerra;
·
Conflitos Civis;
·
Difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos
sem-terra ou pela população em geral;
·
Invasões;
·
Deficiente planificação agrícola;
·
Injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração
da propriedade das terras nas mãos de poucos;
·
Contraste na concentração da renda
·
Destruição deliberada das colheitas;
· Influência das empresas transnacionais de alimentos na produção agrícola
e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo;
·
Utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas
relações entre os países;
·
Relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deterioração cada
vez mais elevada do seu nível alimentar;
·
Relação entre cultura e alimentação.
·
O difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais.
·
A canalização dos recursos financeiros para a produção de materiais
bélicos.
· Epidemias.
Mas primeiro, vamos entender o que se
caracteriza como fome. A fome, como problema, está presente em indivíduos
subnutridos, ou seja, pessoas que continuamente não têm acesso a calorias
suficientes para suprir suas necessidades energéticas diárias. Existem,
atualmente, cerca de 795 milhões de indivíduos nessa situação. Em outras palavras:
1 a cada 9 pessoas no mundo está subnutrida. Desse total, a grande maioria, 780
milhões, encontra-se geograficamente nos países em desenvolvimento, e a maior
parte da população pobre e subnutrida vive nas áreas rurais, onde a agricultura
familiar prevalece como o modo de organização de produção. Seguindo essa
tendência, aproximadamente 75% da população pobre mundial vive em áreas rurais
– essa taxa pode ser ainda maior em países de baixa renda. Assim, pequenos
agricultores possuem quatro vezes mais chances de serem pobres do que qualquer
outro indivíduo empregado em um setor diferente da economia, o que respalda
diretamente na sua renda e na verba que poderá destinar à sua alimentação e à
de sua família. Vale destacar que 90% das 570 milhões de fazendas agrícolas
pelo mundo são geridas por esses indivíduos, sendo responsáveis por mais de 80%
da produção mundial de alimentos. O
problema em geral recai sobre a pobreza, que faz com que não tenham boa
estrutura de armazenamento, que se endividem para manter o cultivo, que
precisem vender a produção em épocas desfavoráveis para conseguir dinheiro ou
que não tenham nenhuma estrutura de proteção contra variáveis climáticas.
Mas a questão é ainda mais complexa e
vamos tentar entendê-la acompanhando os textos seguintes.
A produção global atual é mais do que
suficiente para suprir as necessidades calóricas de cada um dos 7 bilhões de
indivíduos da população mundial. O que acontece é que há uma séria deficiência
no sistema de distribuição dos recursos necessários para se ter acesso à
alimentação, fenômeno que acontece principalmente nos países em desenvolvimento
e nas áreas rurais em que a infraestrutura é precária e a conexão com os
centros urbanos é difícil.
Essa deficiência está, acima de tudo, na
construção da estrutura social, que nas atuais circunstâncias é extremamente
desigual. Assim, as populações pobres têm recursos financeiros muito reduzidos
(algumas vivem com menos de 2 dólares por dia), o que limita a compra de
alimentos para consumo. A oferta de alimentos, tanto em quantidade quanto em
variedade, é dirigida aos centros urbanos, que é onde há mais indivíduos com
boas condições de poder aquisitivo. Contudo, é nessas localidades onde mais
acontece o desperdício desses produtos.
Outro
fator que agrava este cenário: é o desperdício de alimento. No Brasil,
grande parte do desperdício de alimentos acontece durante o manuseio e
logística da produção: na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o
transporte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda
é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo.
Uma pesquisa feita pela Unilever, chamada
World Menu Report, afirma que 96% dos brasileiros se preocupam com desperdício
de alimentos, uma porcentagem alta em comparação à Alemanha (79%), aos Estados
Unidos (77%) e à Rússia (69%). Porém, o que é contraditório é que o país possui
um dos maiores índices de desperdício de alimentos do mundo! Com 40 mil
toneladas de alimentos que vão para o lixo todo dia. Segundo a ONG Banco de
Alimentos (organização que busca combater a fome e o desperdício de alimentos),
cada brasileiro desperdiça mais de meio quilo de alimento por dia.
As causas para tamanho desperdício são
muitas. Muitos produtos, como frutas e vegetais, estragam antes de saírem das
prateleiras. Muitos consumidores compram produtos que estragam antes de irem
para a mesa e uma parte considerável do que chega até ela não é consumido.
Existem também os problemas durante o transporte. Longas distâncias e
embalagens impróprias (ou até mesmo a ausência de embalagens) são fatores
impactantes.
Em 2016, das 4 bilhões de toneladas
métricas de comida produzidas, um terço foi desperdiçado (1,3 bilhões de toneladas
métricas), custando aproximadamente US$750 bilhões à economia global
anualmente. Entretanto, as perdas não se limitam apenas à esfera econômica, mas
também de outros insumos que foram necessários para a produção, como a água,
energia e trabalho, emitindo ainda gases estufa ao longo do processo.
Saiba ainda, que existem dois principais
padrões de desperdício, os quais são determinados de acordo com a situação
econômica dos países. Nos desenvolvidos, o processo normalmente acontece nas
mãos do consumidor final, quando a comida já está pronta, mas não é totalmente
consumida, gerando os “restos” que são jogados fora. Já nos países em
desenvolvimento, o desperdício ocorre muitas etapas antes. O alimento é perdido
logo nos estágios iniciais: durante a produção quando a colheita não é
utilizada ou processada por conta das condições precárias de armazenagem ou
pelos agricultores não possuírem meios suficientes para transportar a sua
produção até os pontos de distribuição para venda – todas as informações são da
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
O desperdício é tão grande que,
utilizando apenas um quarto da comida perdida anualmente no mundo, já seria o
suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas subnutridas, o que excede o número
de pessoas de fato passando fome globalmente.
Além disso, a Declaração de Roma (1996)
cita outras possíveis causas para a deficiência no sistema de distribuição e a
consequente insegurança alimentar. Dentre elas estão conflitos, terrorismo,
corrupção, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente e a pobreza, que é
a principal raiz do problema de acessibilidade a alimentos no mundo.
Podemos dizer que fome e pobreza caminham
lado a lado, podendo uma ser causa ou consequência da outra, mas sempre
colocando os indivíduos afetados em um ciclo de miséria difícil de ser
quebrado. As populações mais vulneráveis a esse problema são:
·
crianças até 5 anos;
·
mulheres grávidas e em período de
amamentação;
·
populações pobres e que vivem em países
em desenvolvimento.
A capacidade de realização de atividades
físicas é reduzida pela falta de alimentação ou alimentação precária,
consequentemente o potencial de trabalho daqueles que sofrem com a fome será
afetado. A maior consequência desse fato
é que, normalmente, a força de trabalho é o único recurso que esses indivíduos
têm a oferecer e a redução da sua capacidade de trabalho pode agravar ainda
mais a sua condição econômica e perpetuar a sua condição de falta de
alimentação
O desenvolvimento físico e mental da
pessoa é prejudicado: a subnutrição e falta de alimentação retarda o
crescimento infantil, deixa sequelas nas habilidades cognitivas e diminui o
desempenho e a presença escolar. Compromete, ainda, os resultados de investimentos
realizados no setor de educação, uma vez que crianças desnutridas têm o seu
potencial de aprendizado reduzido e algumas precisam até largar os estudos para
ajudar com a renda familiar e colocar comida na mesa.
Danos a longo prazo para a saúde,
aumentando a probabilidade de doenças (por conta do enfraquecimento pela
alimentação insuficiente) e morte prematura. Os problemas são transmitidos de
uma geração para a outra: crianças nascidas de mãe desnutridas já começam a
vida com dificuldade, por conta do baixo peso e deficiências nutricionais
causadas no período da gestação.
Gera instabilidade política e social,
dificultando ainda mais os esforços dos Estados em reduzirem a pobreza.
Esses fatores têm impacto em diversos
níveis: individual, comunitário e governamental. Por conta disso, a fome (e a
pobreza) não é um problema fácil de ser erradicado, requerendo várias linhas de
ações diferentes.
As quase 800 milhões de pessoas
subnutridas no mundo mostram que a fome é mais do que uma questão de saúde
pública. As suas raízes estão enterradas na construção da estrutura social, que
é extremamente desigual, fazendo com que fome e pobreza caminhem lado a lado.
Como resultado, a nível individual, vemos complicações na saúde dos afetados,
como: doenças, diminuição do seu rendimento físico e de suas oportunidades
futuras. Contudo, as consequências vão além: a fome pode afetar ainda o
desenvolvimento econômico de um país, sua estabilidade política e social.
Fontes: FAO – Statistical Pocketbook 2015: world food
and agriculture – Rome, 2015.
Plantas comestíveis
Está comprovado que as plantas selvagens são mais comuns que aquelas
utilizadas para a agricultura. Afinal, por milhares de anos, os seres humanos
sobreviveram principalmente em vegetações que não foram cultivadas. Faz apenas
cerca de dez mil anos, até os dias atuais, que a técnica de semeadura
substituiu, de fato, a colheita de plantas nativas.
Aprender a diferenciar as plantas comestíveis da sua
região pode te ajudar em várias situações, até porque nunca se sabe quando
vamos passar por certas dificuldades. Por exemplo, se você sair para acampar ou
estiver em uma excursão, poderá obter comida por meio da natureza apenas
prestando atenção por onde passa.
Assim, algumas dicas básicas para que você possa encontrar vegetações
comestíveis em zonas não-urbanas levam em conta que você deve fazer uma breve
investigação das espécies comestíveis e tóxicas nativas do seu local ou da
região para a qual estiver indo. Além disso, é necessário também que você
considere o tipo de clima e relevo de onde está, pois isso também vai te ajudar
bastante na hora de buscar por plantas selvagens medicinais. Por exemplo,
se você estiver em uma região de clima úmido, provavelmente vai encontra-las em
áreas com incidência direta de luz solar e em locais mais abertos, ou então
próximas às margens dos rios.
Plantas que podemos comer
PANC nada mais é do que um acrônimo para
tentar contemplar as Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou seja, plantas
que possuem uma ou mais das categorias de uso alimentício citada(s) antes que
não são comuns, não são corriqueiras, não são do dia a dia da grande maioria da
população de uma região, de um país ou mesmo do planeta, já que temos
atualmente uma alimentação básica muito homogênea, monótona e globalizada.
Vamos apresentar aqui, alguns dos exemplos do que é considerado PANC
1. Beldroega pequena (Portulaca oleracea)
– folhas para sucos, sopas e saladas. É também medicinal; 2. Beldroega grande
(Talinum paniculatum) – como a beldroega pequena suas folhas são usadas em
saladas, sopas e sucos; 3. Capuchinha (Tropeoalum majus) – suas flores são
usadas em salada e suas folhas em saladas e sucos verdes; PANC nada mais é do
que um acrônimo para tentar contemplar as Plantas Alimentícias Não
Convencionais, ou seja, plantas que possuem uma ou mais das categorias de uso
alimentício citada(s) antes que não são comuns, não são corriqueiras, não são
do dia a dia da grande maioria da população de uma região, de um país ou mesmo
do planeta, já que temos atualmente uma alimentação básica muito homogênea,
monótona e globalizada. Vamos apresentar aqui, alguns dos exemplos do que é
considerado PANC. 4. Caruru (Amaranthus viridis L.) -parente da quinua – usamse
as folhas para saladas, refogados, recheios e patês; as sementes são usadas
cozidas ou torradas, em recheios e como cereal;
A seguir, preparamos um guia prático para saber os nomes das plantas
comestíveis selvagens mais encontrradas por aí. São elas:
Rúcula silvestre (Eruca vesicaria)
Essa planta comestível é originária da região mediterrânea e foi colhida
por nossos ancestrais há milhares de anos, sendo seus primeiros registros
datados do auge do Império Romano, onde era usada como afrodisíaco. Atualmente
é considerada uma espécie pertencente à família do repolho e, desde 1990, foi
incorporada à gastronomia, embora ainda não seja tão usada na culinária
ocidental, mas majoritariamente na cozinha mediterrânea.
A rúcula silvestre pode ser identificada graças à sua
textura crocante e sabor picante, intenso e amargo. Obviamente, antes de
comê-la, você deve notar sua folhagem e altura, que varia de 20 cm a 1 metro.
Sua floração aparece principalmente durante a primavera, e cresce em forma de
cachos caracterizados por terem 4 pétalas com um formato clássico de cruz,
branca amarelada. Lembre-se de que, quando falamos sobre essa espécie, você
deve consumir apenas as folhas da rúcula.
Beldro ou caruru (Amaranthus blitum)
O beldro (ou caruru) pertence à família das Chenopodioideae,
sendo que as partes mais consumidas dessas plantas que podemos comer selvagens
são as folhas. As formas de comer essa planta podem variar bastante: você pode
comê-las cruas ou cozidas, além de usar seus frutos para preparar
infusões e até farinhas. Para identificar o beldro, primeiro você
deve considerar o tamanho da planta. Geralmente, ela cresce entre 20 e 60
centímetros. A cor principal é o verde-escuro, de modo que o caule conta com
ramificações avermelhadas, e as folhas são afiadas com bordas irregulares.
Também é considerada uma planta selvagem medicinal, devido às suas grandes
quantidades de antioxidantes e vitaminas A, B, C, B1, B2, B3 e minerais, como
cálcio, ferro e fósforo. É usada em muitos casos para controlar a febre,
melhorar a flora intestinal e até desintoxicar o estômago.
Cardencha (Dipsacus fullonum)
Originária do Hemisfério Norte do planeta, a cardencha é uma
planta selvagem medicinal consumida principalmente em infusões, nas
quais é usando o extrato derivado de suas raízes. Essa espécie de planta possui
propriedades diuréticas, age nas glândulas sudoríparas e tem efeito
purificante, sendo também eficaz no tratamento de artrites e, quando tem as
raízes maceradas, também pode ajudar na cicatrização de feridas.Essa planta é
fácil de reconhecer. Tem forma reta e atinge uma altura de um metro e meio,
possuindo um caule cheio de espinhos finos. Também pode ser identificada por
sua baixa folhagem, com poucas folhas serrilhadas que são anexadas à base para
coleta de água. As flores são de cor rosa e em forma de cone, como pode ser
visto na imagem.
Dente-de-leão (Taraxacum officinale)
As folhas de dente-de-leão são plantas comestíveis
desde o seu desenvolvimento até a maturidade, mas não espere que ela comece a
murchar. Essa espécie da família asteraceae é considerada, em
muitas partes, como uma erva daninha, mas a verdade é que ela também tem
propriedades medicinais. Algumas são suas propriedades purificadoras contra
intoxicações e efeito diurético, além de ser um excelente remédio contra a
constipação.
O dente-de-leão atinge cerca
de 40 cm de altura quando maduro, e é composto por folhas lanceoladas
uniformes, com formato triangular e bordas serrilhadas. Outras características
pelas quais ele pode ser reconhecido são seu caule curto entrelaçado e intensa
floração de cor amarela, com uma coroa de 5 pontas.
Menta (Mentha spicata)
A menta é uma das plantas mais conhecidas e usadas no mundo todo. Tanto o
aroma quanto o sabor intensos a transformaram em uma espécie altamente
procurada na gastronomia e na indústria de cosméticos. Porém, possui ainda mais
propriedades que fazem dela uma planta selvagem medicinal, como
ações antipasmódicas, anti-sépticas e analgésicas. A forma mais comum de
consumo da menta, usada há milhares de anos, é através de infusões, quando se
bebe o extrato da folha, embora ela também possa ser consumida crua. Para identificar
essa espécie vegetal, devemos prestar atenção no aroma e sabor intensos, bem
característicos. Podemos, também, levar em conta suas características físicas:
sua altura média é de cerca de 30 cm, e suas folhas são em forma de lança.
Também pode ser reconhecida por sua floração em forma de cálice de várias
cores, como lilás e branco, com um total de 5 pétalas.
Beldroega (Portulaca oleracea)
Suas propriedades nutritivas e curativas a acompanham desde os tempos antigos, graças às altas concentrações de ômega 3 e ação digestiva. A beldroega é uma espécie rasteira arbustiva, semelhante às suculentas ou Portulacaceae. Essa planta comestível selvagem se espalhou pelo mundo todo, mas é originária da índia e do sul da Europa. Pode ser consumida quase que em sua totalidade, desde as folhas até as sementes, com as quais é possível até fazer pães.
Essa planta comestível é facilmente identificada por conta do sabor
ácido de suas folhas, as quais podem ser consumidas cruas ou cozidas, assim
como o caule. Quando falamos sobre reconhecer a planta selvagem
medicinal por meio de suas características físicas, devemos prestar
atenção em seu caule liso de cor vermelha, que se estende pelo solo, graças à
sua natureza rasteira. Já as flores devem ser de cor amarela, com 5 pétalas
escondidas sobre a folhagem.

Alface silvestre (Lactuca virosa)
A alface silvestre é bem parecida com a convencional,
que consumimos. Assim como a planta comercializada, é recomendado que suas
folhas sejam consumidas quando ainda estão em desenvolvimento, antes da
primeira floração. Essa planta comestível também possui
propriedades psicoativas a analgésicas. Por isso é bom ter cuidado com essa
espécie em particular – ainda que ela seja própria para consumo, não o faça em
excesso, já que ela pode causar uma intoxicação grave.
Para reconhecê-la, basta observar o caule, que deve ser reto, liso e com
ramificações, além de um interior oco. Sua altura varia, mas em média pode
chegar a até 1 metro. Sua cor, que prevalece em suas folhas e caule, é um
verde-azulado. Outra característica pela qual pode ser distinguida é o fruto,
de pequenas proporções e pigmentação negra.
Borragem (Borago officinalis)
A borragem é uma das plantas comestíveis que pode ser consumida em
sua totalidade. Ela é usada na culinária mediterrânea para preparar uma
grande quantidade de receitas, como saladas. Sopas e caldos devem ser
preparados com todo o corpo da espécie vegetal, para que seus minerais sejam
aproveitados quando combinados à água. Por sua vez, ela também pode ser
consumida crua, mas seus pelinhos pinicantes podem dificultar o processo.
Essa espécie fanerogâmica da família boraginaceae é
facilmente reconhecida por meio de seus pelinhos pinicantes, localizados tanto
no caule quanto nas folhas. Sua altura média varia entre 50 cm e 1 m, e suas
flore, de cor azulada, possuem 5 pétalas em forma de triângulo. Essa planta,
nativa do continente africano, se espalhou por todo o mundo, sendo encontrada
inclusive na América do Sul.
Tanchagem (Plantago major)
Outra plantas que podemos comer dentre as mais comuns é
a tanchagem. É uma espécie vegetal herbácea, de origens asiática e
europeia, mas se espalhou por várias regiões do mundo, especialmente a América
do Sul. O uso da planta é majoritariamente medicinal, e suas aplicações são
diversas: pode ser usada como anti-inflamatório, em forma de creme feito por
meio se suas folhas fervidas, como expectorante, graças à mucilagem e ao ácido
silícico presentes em sua composição e, ainda, como diurético e cicatrizante.A
identificação da tanchagem começa pelo caule, que deve ser livre de
ramificações. Você também pode levar em conta a altura da planta, que varia de
30 a 50 cm, além de seu rizoma amarelo. Se você prestar atenção às folhas,
notará que elas são irregulares e de cor verde. Suas flores são espetadas e em
tom verde-claro, com descolorações brancas.
Aipo-dos-cavalos (Smyrnium Olusatrum)
Pertencente à família Apiaceae, o aipo-dos-cavalos é uma
das plantas comestíveos medicinais que contêm altos níveis de
vitamina C, além de propriedades são diuréticas e purificadoras. Desde os
tempos antigos, essa espécie é consumida crua ou cozida, e seus frutos também
são usados para aromatizar pomadas e outros alimentos, como arroz e saladas.
Reconhecer o aipo-dos-cavalos é relativamente fácil. Preste atenção na
altura da planta, que pode chegar até um metro e meio. Seu caule é maciço, mas
em espécies mais antigas pode ser oco. A forma de suas folhas é irregular e sua
composição é fina. Esta planta selvagem comestível também
produz flores e frutos. Quanto à floração, é de cor amarelo-esverdeada, e seus
frutos apresentam pigmentação negra.
Agrião (Nasturtium officinale)
É um vegetal cujo nome comum é agrião. É uma planta comestível usualmente usada em saladas e pode ser encontrada no meio natural em zonas úmidas como rios e riachos. É nativa da Europa e Ásia Central, onde cresce abundantemente nas margens dos rios e córregos
Alimento em todas as suas formas. Espiga, grão, farinha, canjica, etc.
O milho, um
conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo, é extensivamente utilizado
como alimento humano ou para ração animal devido às suas qualidades
nutricionais.
Feijão
Rico em vitaminas, proteínas, minerais e antioxidantes, o
feijão fornece pouca ou nenhuma gordura e é livre de colesterol. Com um baixo
índice glicêmico, os grãos são digeridos lentamente, o que ajuda a regular o
índice de açúcar no sangue.
Frutas da estação
Além de gostosas, as frutas fornecem fibras e nutrientes
essenciais para o nosso organismo. Pode ser que você não encontre sua
fruta preferida sempre com um bom preço, e por isso é importante seguir um
calendário de safra. Ele vai ajudar você a acompanhar a melhor época para
comprar determinada fruta ou hortaliça por um valor mais acessível.
Ovos
Além de baratos, são pouco calóricos e ricos em proteínas
e vitaminas. Sempre que possível, opte pelo mexido, cozido ou na versão omelete
para evitar o consumo de óleo.
Atum enlatado
Facilmente encontrado em mercados de todo o Brasil nas
versões em óleo, natural ou com molho de tomate, o atum enlatado é
extremamente nutritivo. Além disso, contém ômega 3, conhecido
por suas propriedades anti-inflamatórias.
Lentilhas
Estas leguminosas são uma excelente opção de substituição
da carne vermelha. Cada 100g de lentilhas possui 9,1 gramas de proteína. Além
disso, elas também oferecem 18% dos valores diários de ferro, duas vezes os
valores do feijão.
Fácil de ser encontrada durante todo o ano, a batata doce
é uma fonte de carboidrato complexo, que fornece energia sem elevar o excesso
do nível de açúcar no sangue. Ela é muito usada em dietas porque sacia a fome
por mais tempo. E com tanta variedade de preparo vai levar um tempo até você
enjoar.
Aveia
Uma pechincha nutricional, rica em fibras solúveis que
ajudam a diminuir a velocidade de absorção da glicose. A aveia vai bem com
frutas e iogurtes no café da manhã. Para economizar ainda mais, a dica é
comprar a granel.
Espinafre
Com grande poder nutricional, o espinafre possui
magnésio, cálcio, potássio, ferro e vitaminas A e C e ainda ajuda a evitar
hipertensão e osteoporose. Além de tudo isso é bem baratinho e não pesa no
orçamento de ninguém.
Repolho
Por possuir uma grande quantidade de agentes
antioxidantes (como as antocianinas, vitamina C, vitamina A, manganês) ajuda a
minimizar os sinais de envelhecimento. Para aproveitar melhor todos os seus
nutrientes, evite a versão cozida em água e opte pelo cozido no vapor ou cru em
saladas.
Rico em vitaminas, proteínas e sais minerais, o iogurte
natural é uma ótima opção para o café da manhã. Para deixá-lo com mais sabor,
acrescente frutas da sua preferência e um pouco de mel.Pode ser preparado em
casa.
Ingredientes
·
1 litro de leite
·
1 iogurte natural
Modo de
preparo
1.
Ferva o leite, espere amornar, mas não deixe ficar frio.
2.
Misture o iogurte junto ao leite morno, e coloque num recipiente médio
ou grande (o equivalente a 1 litro) e deixe descansar de 12 a 24 horas.
3.
De vez em quando mexa para ver como ficou a consistência.
4.
Depois coloque na geladeira e sirva acompanhado com granola, quick de
morango, ou algo de sua preferência.
5.
Ele não fica azedo, como os iogurtes feitos com os "bichinhos"
e fica ótimo!
Informações adicionais
·
Dica: se fizer nos dias quentes, o tempo pode ser somente 12 horas, mas
no inverno ele demora a pegar a consistência até 24 horas.
Tapioca
É um alimento natural com baixo teor de sódio, sem
gordura e rico em carboidratos de fácil digestão. Além disso, é um alimento
versátil que vai bem tanto com ingredientes doces quanto salgados.
Alface
A
alface tem poucas calorias, é rica em fibras, ajudando no bom funcionamento do
intestino, e tem efeito calmante no organismo”, explica a nutricionista.Além de
ser fácil de encontrar, é excelente para o almoço, jantar e lanches
intermediários, sendo uma ótima opção para compor sanduíches naturais.
Na
hora de escolher, prefira os maços com folhas inteiras, sem áreas escuras e com
aspecto fresco.
Banana
A
banana é rica em vitaminas do complexo B, ajudando a dar energia e sendo
benéfica para o sistema nervoso. No mais, é fonte de potássio, mineral
importante para a prevenção de cãibras
Por
ser muito versátil, pode ser consumida pura, com pasta de amendoim, algum
cereal (como aveia, linhaça e chia) ou, ainda, compondo vitaminas, smoothies e
outras receitas. “Você também pode fazer uma panqueca de banana ou usar em
receitas de bolos integrais..
Consuma
no café da manhã, como lanche intermediário ou sobremesa.
Na
hora de escolher, fique de olho nas suas cascas: quanto mais manchinhas pretas,
mais madura ela está. Evite também bananas com cascas rachadas.
Sardinha
Fonte
de proteína, a sardinha um alimento bom e barato. Por ser rica em ômega 3
[gordura boa que ajuda na saúde cardiovascular] e conter boa quantidade de
coenzima Q10, ela beneficia o desempenho físico e previne o envelhecimento
precoce das células [o que pode impedir que elas realizem as suas funções
corretamente, além de poder estar relacionado a alguns tipos de câncer e, por
fim, a alteração do aspecto da pele, como rugas e linhas de expressão.
Na
hora da compra, a melhor opção é a sardinha in natura, encontrada nas
peixarias. Se optar pela versão enlatada, dê preferência para as que são
armazenadas em óleo.
Se
for in natura, a sugestão dos nutricionistas é fazer uma sardinha escabeche
(uma espécie de refogado). Caso opte pela sardinha enlatada, você pode
aproveitar em patês caseiros, lanches naturais e tortas.
Batatas Souté
Em uma panela com água fervente e salgada, escalde as batatas por 3
minutos, escorra e seque-as.
Aqueça o óleo até ficar bem quente, salteie as batatas, mexendo de vez
em quando para que fique dourada de todos os lados.
Junte o resto dos
ingredientes. 1 dente de alho picado, 1 colher(chá)
de salsa picada, sal, pimenta
Enquanto mexe, continue salteando até que estejam douradas.
Macarrão
Massa alimentícia
Macarrão é um tipo
de massa alimentícia com o formato de tubos curtos, em que se incluem os penne
e os cotovelos. No entanto, em algumas regiões do Brasil, o termo
"macarrão" é usado para se referir a qualquer tipo de massa
alimentícia, desde o espaguete às letras e outras formas usadas em vários
cozidos e sopas.
Prejuízos
ambientais
O
desperdício de alimentos prejudica enormemente o meio ambiente. Imagine que boa
parte dos agrotóxicos, água, terras, fertilizantes, desmatamento, transporte,
gastos de energia e petróleo para a produção de máquinas e combustíveis
empregados em todos os processos da agropecuária são utilizados em vão. Isso
faz com que seja necessário intensificar ainda mais a produção e, consequentemente,
a pressão ao meio ambiente.
No
caso de desperdício de alimentos de origem animal, o prejuízo ambiental é
maior, pois a criação de carneiro ou boi demanda maiores quantidades de insumos
que a produção vegetal.
Isso
sem falar na questão do aumento da quantidade de resíduos sólidos, que é
formado majoritariamente por resíduos orgânicos (60%).
O
desperdício e a perda de alimentos também causam cerca de 10% das emissões que
contribuem para a crise climática.
Por
outro lado, reduzir a perda e o desperdício de comida cortaria as emissões de
gases de efeito estufa, desaceleraria a destruição da natureza por meio da
conversão de terras e poluição, aumentaria a disponibilidade de alimentos e,
com isso, também ajudaria a reduzir a fome.
Como
evitar o desperdício
Grande
parte do desperdício de alimentos está na própria produção. Mas o consumidor
pode contribuir de alguma forma para mudar esse quadro.
A
primeira dica seria, sempre que possível, optar por alimentos produzidos
localmente, uma vez que estes não sofrem (ou sofrem menos) as perdas do
transporte e da degradação, tornando-se, quem sabe, um locávoro.
Você
também evita o desperdício de alimentos aprendendo a fazer receitas com cascas,
raízes e sementes. Você já pensou em comer casca de banana, por exemplo? Já
conhece as 18 diferentes formas de reaproveitar a casca do limão ou da laranja?
Ou ainda os sete benefícios da semente de abóbora para a saúde?
Você
também pode contatar os produtores de alimentos mais próximos e formar grupos
de consumo com seus vizinhos, pois fazendo compras coletivas o preço fica mais
em conta e o produtor pode produzir de acordo com a demanda, evitando
desperdício.
Outra
alternativa aliada a essas é compostar os seus resíduos orgânicos. Assim, em
vez de virar “lixo” e ocupar espaço em aterros e lixões, ele vira húmus e
servirá de insumo, inclusive, para você doar ou começar a plantar localmente em
algum espaço compartilhado com vizinhos.
































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