Porque Portugal foi tão poderoso mesmo com sua falta de terra?

 

Os portugueses são uma população sul europeia, predominantemente atlântico europeia e oeste-mediterrânica. Foram muitos os processos migratórios que contribuíram para a formação do povo português, mas o grande contributo parece ser o mais antigo, ou seja, a população portuguesa, tal como as restantes populações ibéricas e algumas das outras populações da Europa Ocidental (particularmente costeira ou insular), são maioritariamente resultantes de processos de povoamento paleolíticos, aquando da chegada e povoamento da Europa por humanos modernos (progressivamente substituindo as populações de Neandertais, que viriam a extinguir-se precisamente no oeste e sul da Península Ibérica).

Entre o 45.º e o 40.º milénios antes do presente, durante o Paleolítico Superior e a última Idade Glaciar, o primeiro povoamento da Europa por seres humanos modernos ocorreu (com o chamado Homem de Cro-Magnon). Estes eram caçadores-recoletores nómadas originários das estepes da Ásia Central. Quando a última glaciação atingiu o seu máximo, entre o 35.° e o 30.º milénio antes do presente, estes humanos modernos refugiaram-se no sul da Europa, nomeadamente na Península Ibérica, tendo aí entrado por via do sul do atual território francês, através dos Pirenéus. Nos milénios que se seguiram, acompanhando a progressiva retração e extinção das populações Neandertais, as culturas humanas modernas floresceram na Península Ibérica, produzindo períodos como o Aurignaciano, Gravetiense, Solutrense e Magdaleniano, alguns deles caracterizados por formas complexas de arte pré-histórica e que produziram expressões artísticas tão monumentais como o Vale do Côa (em Portugal).


 

 

Eles não eram verdadeiramente poderosos na Europa. Uma das razões que os manteve no Atlântico foi que esta era uma área marítima  livre dos poderes navais então dominantes da época: venezianos, genoveses, a Hansa, otomanos, holandeses, e suecos.

Fora da Europa, eles eram taticamente superiores, como resultado de um poderio naval Europeu superior e manobras de infantaria. Psicologicamente, eles eram aterrorizantes e desta forma a mente ocidental associava-os com os mongóis e que resistir seria partir para a destruição implacável. Suas vítimas não conseguiam entender esses homens duros, acostumados às dificuldades nas guerras de cruzadas e contra os invasores islâmicos dos seus territórios. Empurrados para o desconhecido pelo fascínio da prosperidade da Ásia, estavam  determinados a aproveitar essa prosperidade como sua justa recompensa e acima de tudo, convencidos da justiça do seu ato pela expansão da Cristandade.

Em um nível estratégico, aqueles que derrotaram foram superados pois não conseguiram entender que, assumindo que a pobreza dos portugueses, em comparação com eles, significava fraqueza, poderiam vencer. A realidade era que eles eram muitas vezes inimigos entre si, e alguns cometeram o erro clássico de contratar 'bárbaros' para se defender. Churchill teria dito -É a loucura de alimentar outros predadores para se defender do crocodilo.

 


 

Os portugueses, embora não invencíveis nas batalhas eram próximos disso. Devido à dependência desses Estados-Membros sobre as linhas de abastecimento marítimo, os Portuguêses puderam esmagar suas forças navais, por construirem fortes em pontos de estrangulamento que os fortaleciam e davam lucro —pois todos que queriam passar sem abuso deveriam  pagar por uma licença. Com o sistema no lugar, tudo o que restava era atenção e vigilancia.

 


 


 

Finalmente, os ganhos portugueses foram preservados pela inércia Europeia à moda antiga. Enquanto a 'Cristandade' suportou, e Portugal se manteve dentro da linha delimitada pelo Papa Alexander no Tratado de Tordesilhas, as  suas possessões foram livres. Mas a cristandade foi dividida por Lutero e os portugueses logo lembrados da sua fraqueza em comparação com seus vizinhos. Derrotados pelos holandeses, por Phillip de Habsburg e invadidos pelos franceses, os portugueses desse tempo, devem sua existência como nação independente à proteção que tiveram de uma ilha que iria partir para conquistas ainda maiores, com a qual têm a mais antiga das alianças.

  

 

 

 

 

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