Karl
Heinrich Marx
Uma inteligência
produtiva e uma Mentalidade Execrável
Um exemplo
negativo e algumas ideias aproveitáveis
“Avant Propos”
É minha convicção que os integrantes da
indústria hoteleira, como aliás todos os indivíduos, se devem valorizar com conhecimentos
gerais que lhes permitam evoluir na vida e na carreira profissional. Por essa
razão tenho tentado integrar escritos não profissionais nas minhas postagens.
Que me desculpem os que discordarem desta posição, mas estou tentando ser
positivo no que acho ser necessário e me ajudou muito. Obrigado por continuarem
me acompanhando.
Neste caso, quero apenas informar e
mostrar como pessoas com alguns pensamentos positivos mas ideais negativos,
podem agrupar e arregimentar grandes multidões de seguidores, mostrando Utopias
como possibilidades e tentando tirar partido disso. E mostrar que a vida de
Marx é um exemplo negativo para qualquer pessoa, embora ainda se façam uso dos
seus escritos culturais, que são bons, e muitos procurem impor os políticos com propósitos criticáveis, prejudicando a
utilização das sequencias aproveitáveis, do seu legado intelectual.
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Karl Heinrich Marx, conhecido apenas
como Karl Marx foi um revolucionário e intelectual alemão, fundador da doutrina que conduziu à teoria comunista
moderna. Além disso, ele ainda atuou como filósofo, economista,
historiador, jornalista e teórico político. Os pensamentos e as ideias de Karl
Marx acabaram influenciando diversas áreas de estudo, em especial a Geografia,
a Filosofia, a Teologia, o Direito, a História, a Literatura, a Sociologia, a
Antropologia, a Ciência Política, a Pedagogia, a Economia, a Administração, a
Cosmologia, a Ecologia, a Arquitetura, a Comunicação, a Biologia, a Física e a
Psicologia. Embora as suas teorias Políticas fossem lamentáveis e a sua
Biografia como ser humano altamente reprovável.
As suas teorias sobre a economia, a
sociedade e a política, ficaram conhecidas popularmente como marxismo, e afirmavam que só através da luta de classes era possível que a
sociedade humana progredisse, ou seja, o proletariado era quem
fornecia a mão de obra para que se produzisse e a classe da burguesia
controlava a produção. A ditadura burguesa foi chamada por esse filósofo de “capitalismo”,
por ele acreditar que ela era executada
pelas classes ricas para manterem os seus privilégios e benefícios. Assim
como já havia acontecido com os sistemas sociais e econômicos antecedentes, o
capitalismo acabou gerando diversas tensões, culminando na sua extinção até ser
substituído por um sistema novo, que recebeu o nome de Socialismo. Segundo
Marx, uma sociedade socialista seria governada por uma ditadura do proletariado, uma classe de
trabalhadores, também conhecida como democracia dos trabalhadores. Enquanto vivo, as suas
ideias e teorias não receberam a devida atenção de estudiosos. Mas depois de
sua morte, esse cenário mudou bruscamente. Nos primeiros anos que a sucederam,
as teorias de Marx conseguiram obter forte influência política e também
intelectual dos movimentos operários, através da implantação do Comunismo na
Rússia, de tão má memória, pelo também judeu Lenin e seu grupo, ao formarem o
que seria o bolchevismo, ao qual se juntaram outros agrupamentos e a marinha,
através da famosa revolta de Odessa.
A ideologia marxista é uma crítica radical às sociedades capitalistas,
mas não se limita apenas a teoria. Aliás, Karl acaba sendo opositor entre a
prática e a teoria dessa ideia, ou seja, contra a separação da realidade e do
pensamento.
Além disso, ele avalia que o trabalho é
a atividade fundadora da sociedade e de toda a humanidade. E este, acaba-se
desenvolvendo de maneira social, já que o próprio homem é um ser social. Sendo
assim, as relações entre os homens sociais e de produção, acabam fundando o processo
de formação da sociedade. E é a partir desse conceito que Marx identifica e apresenta
as demais ciências e a alienação do trabalho.
Alguns dos principais estudos e leituras
que Marx fez foi sobre o socialismo utópico,
a filosofia alemã e a economia clássica política. Uma das suas ideias era o
conceito de classes sociais. Para ele, as relações de produção acabam por
controlar a distribuição dos produtos e dos meios de produção, e ainda a
apropriação do trabalho e de toda essa distribuição. Esse processo acaba
resultando em que a sociedade se divida.
Com o conceito da Mais-Valia, tentou
explicar como o lucro era obtido em um sistema capitalista. Se
o trabalho e a mão de obra, acabam gerando certa riqueza, a mais-valia seria o
valor adicional de uma mercadoria, ou seja, a diferença existente pelo que o empregado recebe,
no que ele produz.
Teve uma vida atribulada e sofreu muitas restrições. Quando jovem, ele viveu o outro lado da história, criando essa visão que se transformou numa das filosofias mais marcantes na história da sua vida, a crítica ao capitalismo e à propriedade privada que ele nunca conseguiu pois foi sempre um esbanjador.
Karl Marx nasceu em 1818 na cidade de
Tréveris na época em que o território que conhecemos hoje como Alemanha era uma
união de estados confederados e reinos. Foi criado com mais oito irmãos.
Seus pais eram Heinrich Marx, um
advogado bem sucedido e Henriette Pressburg, dona de casa de origem holandesa
que nasceu na família Phillips, que hoje conhecemos por causa do império
eletrônico. Judeus, tiveram que se converter ao cristianismo em virtude da
repressão religiosa da época (fato que mais tarde refletiu na ideologia do
filho, que em uma de suas mais famosas frases disse: "A religião
é o ópio do povo". “O comunismo não é uma melhoria da
Sociedade existente, é a formação de uma nova Sociedade”).
Deveria talvez dizer “A religião é
o único refúgio do povo”, mas tal como muitos ainda fazem hoje, usou as
palavras que melhor serviam para apoiar os seus pensamentos políticos,
escondendo que Jesus Cristo foi talvez o primeiro a apresentar os ideais da
Humanidade e dos Direitos Humanos, de uma forma acessível a todos, usando
apenas a compreensão humana e os conceitos da Razão.
Quando o jovem Marx se formou no
ensino médio, seu pai desejava e incentivava que o filho logo ingressasse na
faculdade de direito, conseguindo que este, ainda com dezessete anos, entrasse
na Universidade de Bonn rumo à advocacia.
Frequentador assíduo de festas,
bebedeiras, grupos de poesia e fraternidades arruaceiras, levou a que após um
ano o pai o transferisse para a Universidade de Berlim, esperando que encontrasse
melhor rumo. O tiro saiu pela culatra: foi lá que Marx enveredou de vez pelo
caminho da filosofia, abandonando o direito. E as aulas com o filósofo alemão Georg
Wilhelm Friedrich Hegel garantiram a passagem sem volta de Marx para ideologias
hoje ditas esquerdistas e a vida política.
Enquanto ainda estudava filosofia na
Universidade de Berlim, Marx perdeu o pai, o que o deixou em maus lençóis em
termos financeiros. Apesar da fatalidade, conseguiu o seu título de doutor em
1841, aos 23 anos de idade, mas isso não valeu de nada: a sua posição liberal e
abertamente contra a elite ditatorial prussiana, acabou com o sonho de dar
aulas como professor universitário.
A saída que encontrou então, foi
trabalhar como jornalista. Como redator-chefe da Gazeta de Renania, Marx escrevia
sobre seus ideais de democracia e socialismo, de uma forma agressiva. A
liberdade durou pouco, pois em um ano apenas, o jornal foi censurado pelo
governo, fechando em 1943.
A família de Karl Marx era vizinha e amiga
da do barão Ludwig von Westphalen, e o aristocrata chegou a adotar Marx como
discípulo, ensinando-lhe filosofia e literatura. Nesse meio tempo, Karl se
apaixonou pela filha deste, Jenny. Namoraram e noivaram em segredo, pois
as famílias não concordavam com a relação. Jenny era quatro anos mais
velha que Marx, e estava também perdidamente apaixonada. O casamento aconteceu,
mas no entanto, sofreu vários golpes: dos sete filhos que tiveram, quatro
morreram na infância devido a problemas de saúde e à condição precária em que
vivia a família. Sustentavam-se de doações, vindas das famílias e de Engels,
que se tornou o amigo mais próximo, tutor e salvador de Marx.
Para completar o quadro negativo,
Marx ainda traiu a esposa em 1851 com a governanta da família, Helene
Demuth. A traição gerou um filho bastardo que foi adotado por
Engels.
O quadro conhecido é que em 1843 Karl
Marx encontrava-se desempregado, pois o jornal em que trabalhava foi fechado
pela censura prussiana. Casou-se com Jenny e mudou- se para Paris, na França,
para trabalhar em um jornal chamado Anais Franco-Alemães, também em prol da
democracia.
Foi ali que Marx conheceu Engels,
intensificou a sua militância política e, em contato com organizações de
trabalhadores, intelectuais e sociedades socialistas, percebeu que a revolução
não poderia ser feita apenas no campo das ideias, como dizia seu professor
Hegel, mas sim através da revolução prática da classe trabalhadora. Era o
começo do que se traduziria no Manifesto Comunista (1848), uma
de suas obras, embora a menos importante no meu entender.
As posições políticas de Marx, como o fato de dizer que o capitalismo era um sistema fadado ao fracasso, acreditar no fim da propriedade privada e denunciar a exploração do trabalhador pela indústria, causaram inúmeros problemas para sua família.
Em 1845 foi expulso da França a
pedido do governo prussiano. Mudou-se para Bruxelas, na Bélgica, de onde foi
expulso também em 1848, mesmo ano que lançou com Engels o Manifesto
Comunista. Foi com a família para Colônia, na Alemanha, onde também ficou
pouco, pois fazia um jornalismo extremamente crítico ao governo, o Nova Gazeta
Renana. Mais uma vez expulso, tentou fixar residência na França, foi impedido
pelo governo e só conseguiu assentar em 1849 em Londres, com a ajuda financeira
de amigos e uma "vaquinha" promovida por Ferdinand
Lassalle.
Estabelecido com a família em
Londres, vivendo de doações de seu amigo Engels, trabalhos jornalísticos
eventuais como correspondente para o jornal americano New York Tribune, e de
penhoras de bens da família de Jenny, Marx passou a se dedicar à escrita de O
Capital, sua mais conhecida obra, que resume toda a sua crítica ao sistema
capitalista a qual demorou mais de quinze anos para ser finalizada.
O primeiro volume saiu em 1867,
desenvolvendo conceitos sobre teorias econômicas que apesar de tudo são até
hoje aplicadas na sociedade, como a alavancagem dos bancos, a livre
concorrência, a mais-valia, a luta de classes, e o socialismo científico. Ele
passava noites em claro trabalhando e o hábito de fumar e beber acompanhou-o
durante todos esses anos, causando uma grave inflamação na garganta e problemas
respiratórios que o levaram à morte.
Em Londres, Marx fundou a
"Associação Internacional dos Trabalhadores", depois conhecida como
"Primeira Internacional", viu acontecer a guerra franco-prussiana que
levou ao poder por algumas semanas em 1871 o Comuna de Paris, primeiro
governo operário da história.
Em dezembro de 1881, Jenny morre
em decorrência de um câncer no fígado e deixa Marx mais debilitado, já com
sérios problemas pulmonares e ainda abalado pela perda da parceira. Em março de
1883, o amigo Engels em uma visita acaba por encontrar Marx morto em casa,
com apenas sessenta e quatro anos de idade.
Um debate recente sobre o marxismo, ligado à ideia de marxismo cultural, remete ao ambiente escolar brasileiro. Há uma acusação, por parte de setores conservadores, de que as universidades promovem uma doutrinação ideológica nos alunos de licenciatura, que irão repetir tal doutrinação na sala de aula. Essa doutrinação seria de inspiração marxista e visaria derrubar as estruturas religiosas e capitalistas, esteios do conservadorismo, e culminaria na difusão do socialismo na nossa sociedade. Em razão de tal análise, teoricamente em curso no Brasil desde o fim da ditadura militar, na década de 1980, foram criados movimentos contra a suposta doutrinação marxista, como o Escola sem Partido, que pressupõe uma educação imparcial, sem enviesamento ideológico.
As
críticas a quem defende a existência de uma doutrinação marxista nas escolas
destacam que pressupostos educativos baseados na equidade de direitos, sejam na
área social, política, de gênero ou relacionada à sexualidade, um tipo de
doutrinação marxista, pois muitas ideias de teóricos da educação são oriundas de
escritos marxistas (a maioria dos teóricos e psicólogos da educação usam
citações de Marx), como o filósofo, escritor e educador brasileiro Paulo
Freire, o psicólogo francês Jean Piaget ou o psicólogo russo Lev Vygotsky que
aceitam como boas algumas das teses. Com uma análise mais acurada do que está
em pauta, percebe-se que o que chamam de doutrinação marxista é, em boa verdade,
uma defesa dos direitos humanos e, ainda mais profundamente, da valorização da
docência e dos professores, nada tendo a ver com comunismo. O que a nosso ver
deveria ser feito, era o distanciamento entre o valor educacional dos extratos
escolhidos e o enaltecimento ou a excessiva valorização da sua origem, com uma
intenção política reprovável, visando promover interesses obtusos, de que o
esquerdismo comunista é defensável. Pelo uso infeliz do nome de um homem, que
teve a sorte de ter uma Grande inteligência, da qual fez mau uso, por ter uma
Mentalidade execrável.
Mas
ser de esquerda, não quer dizer Comunista, como apregoam os partidários desta ultrapassada
tendência política. Entremos um pouco mais nesse assunto e sem tomar partido,
pois hoteleiro deve ser apartidário, pelo menos profissionalmente, avancemos um
pouco no nosso conhecimento
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
O
espectro político esquerda-direita é um conceito geral de enquadramento de
ideologias e partidos. Esquerda e direita são muitas vezes apresentados como
opostos, embora um indivíduo ou grupo em particular possa eventualmente assumir
uma posição mais à esquerda numa matéria e uma postura de direita ou até de
extrema-direita noutras. Na França, onde os termos se originaram, a esquerda
tem sido chamada de "o partido do movimento" e a direita de "o
partido da ordem."
Há
um consenso geral de que a esquerda inclui progressistas, sociais-liberais,
ambientalistas, social-democratas, democrático-socialistas, libertários
socialistas, secularistas, socialistas, comunistas e anarquistas, enquanto a
direita inclui neoliberais, económico-libertários, conservadores, reacionários,
neoconservadores, anarcocapitalistas, monarquistas, teocratas (incluindo parte
dos governos islâmicos), nacionalistas, fascistas e nazistas.
Segundo
Laponce são quatro as dimensões (política, económica, religiosa e
temporalidade) que mais assertivamente definem os elementos da divisão
ideológica entre esquerda e direita. Assim, “como traços periféricos da divisão
entre direita e esquerda temos: para o primeiro o setor político, o passado, o
status quo, a livre empresa e os EUA; para a segunda a orientação ideológica, o
futuro, a mudança, a intervenção do Estado na economia e a URSS.” A direita é
mais conservadora e mais contínua nas suas ideias; a esquerda convive melhor
com a descontinuidade.
Bobbio
contradiz Laponce com exemplos de movimentos da direita europeia não religiosos
e pagãos. “Para Bobbio, o critério fundamental para distinguir a esquerda da
direita é a diferença de atitude dos homens face ao ideal de igualdade”. Mas
este critério não é absoluto; a esquerda nem sempre é igualitarista nem a
direita inigualitária.
O
politólogo e publicista português Nogueira Pinto também procura os traços
essenciais desta divisão: à esquerda temos o otimismo antropológico, o
utopismo, o igualitarismo, o democratismo, o economicismo, o internacionalismo;
e à direita o pessimismo antropológico, o antiutopismo, o direito à diferença,
o Elitismo, antieconomicismo, o nacionalismo.
Com
o estabelecimento na França da Terceira República em 1871 os termos foram
adoptados pelos partidos políticos: a esquerda republicana, o centro-direita,
centro-esquerda (1871), a extrema-esquerda (1876) e a esquerda radical (1881).
A partir do início do século XX, os termos Esquerda e Direita passaram a ser
associados a ideologias políticas específicas e foram usados para descrever
crenças políticas dos cidadãos, substituindo gradualmente os termos
"vermelhos" e "reação" ou "republicanos" e
"conservadores". Em 1914, a metade esquerda da legislatura foi
composta por socialistas unificados, republicanos socialistas e radicais
socialistas, enquanto os partidos que foram chamados de "esquerda"
agora se sentam do lado direito.
Havia
assimetria na utilização dos termos direita e esquerda pelos lados opostos. A
Direita principalmente negou que o espectro Esquerda-Direita fosse
significativo porque o viam como artificial e prejudicial à unidade. A
Esquerda, no entanto, buscando mudar a sociedade, promoveu a distinção. Como
Émile Chartier observou em 1931, "Quando as pessoas me perguntam se há
divisão entre partidos de direita e partidos de esquerda, homens da direita e
homens de esquerda, se ainda faz sentido, a primeira coisa que me vem à mente é
que a pessoa que faz a pergunta não é, certamente, um homem de esquerda".
Os
termos esquerda e direita vieram a ser aplicados na política britânica durante
as Eleições gerais de 1906, que viu o Partido Trabalhista emergir como uma
terceira força e no final de 1930 em debates sobre a Guerra Civil Espanhola.
Marx
no Manifesto do Partido Comunista, afirma que a classe média pertencia à
direita.
"a
classe média — são pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos,
camponeses — combatem a burguesia porque esta compromete a sua existência como
classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda,
reacionárias, pois pretendem fazer girar para trás a roda da história".
Existem,
entretanto, críticas consideráveis e consistentes sobre a "simples -
redução" da política num simples "Eixo - esquerda-direita".
Alguns cientistas políticos têm sugerido que a classificação de
"esquerda" e "direita" perdeu o seu significado no mundo
moderno. Embora esses termos continuem a ser utilizados, eles defendem um
espectro mais complexo que tenta combinar as dimensões políticas, econômicas e sociais.
O jornalista Eric Dupin observou que os termos "direita" ou
"esquerda" são cada vez menos relevantes na arena pública. Mesmo no
seio da população, os reflexos ideológicos são certamente menos acentuados do
que antes, e as diferentes visões do mundo e da sociedade já não podem
expressar-se claramente no contexto habitual da polarização esquerda-direita.
Friedrich Hayek sugere que é errado ver o espectro político como uma linha
(Eixo), com os chamados "revolucionários" à esquerda do Rei e/ou
Imperador, os conservadores à direita e os liberais no meio. Ele posiciona cada
grupo, no canto de um triângulo.
Para
o pensador italiano Norberto Bobbio o pós-União Soviética foi seguido com o
aparecimento de algumas linhas que apontavam o fim da dicotomia direita-esquerda,
mas Bobbio no livro Direita e Esquerda - razões e significados de uma distinção
política, publicado em 1996, discordou de argumentos que preconizavam a perda
de influência da polaridade direita-esquerda. No estudo de Bobbio as forças de
direita e esquerda existiam e moviam a política e todas as relações de poder e
cultura de boa parte do planeta na década de 1990.
Há
acadêmicos que apontam, inclusive, que em alguns casos a simples dicotomia
entre direita/esquerda pode ser antidemocrática, como é o caso de Mateus
Henrique de Faria Pereira:
E
todos nós devemos, no mínimo ser Democratas
Após
a queda do muro de Berlim, os partidos de "direita" e
"esquerda" sofreram mutações conceituais. O que era bastante claro
num mundo polarizado — de um lado o modelo liberal/democrático/capitalista
americano, e do outro o modelo social/autoritário/comunista soviético — passou
a ficar confuso após a queda do muro e do fim da União Soviética. Muitos
"esquerdistas" migraram para concepções mais democráticas e
progressistas, enquanto alguns "direitistas" começaram a ser
identificados como pessoas mais reacionárias. A verdade é que os rótulos
"direita/esquerda" já são muito limitados para definir a diversidade
política do século XXI, sendo talvez mais interessante a abrangência do
discurso, definindo-se de forma mais clara a concepção política de cada um
(e.g. liberal/anti-liberal, democracia/ditadura, individualismo/coletivismo,
intervencionismo/não intervencionismo, etc.).
-
comunismo, socialismo, política verde, liberalismo, democrata cristão,
conservador e extrema-direita.
As posições dos partidos étnicos e agrários
variaram. Um estudo realizado no final de 1980, considerando duas bases, as
posições sobre a propriedade dos meios de produção e as posições sobre questões
sociais, confirmou esta organização.
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gráfico
de espectro político de dois eixos com um eixo socioeconômico horizontal e um
eixo sociocultural vertical e ideologicamente representativo — um exemplo para
um modelo frequentemente usado do espectro político.
Um espectro político é um sistema para caracterizar e classificar diferentes posições políticas em relação umas às outras sobre um ou mais eixos geométricos que representam as dimensões políticas independentes.
O
primeiro modelo de espectro político coloca as diversas vertentes ao longo de
um eixo cujos extremos são esquerda e direita. Esta distinção surgiu
originalmente no Antigo Regime do parlamento francês no século XVIII, onde os
parlamentares alinhados com certas correntes políticas sentavam-se à esquerda
ou à direita no plenário.
Diversos
estudiosos procuraram distribuir o espectro político de maneira formal e
objetiva. Algumas clivagens políticas em torno das quais se organizam alguns
modelos de espectro político
Alguns
critérios propostos são:
Papel
da religião no governo (laicismo);
Intervencionismo
versus multilateralismo na política externa;
Pacifismo
versus militarismo na expressão política;
Liberalismo
versus protecionismo no comércio internacional;
Multiculturalismo
versus nacionalismo na cultura local;
Centralismo
versus federalismo na organização do governo.
Dentre
os diversos modelos propostos, os modelos em dois eixos propostos por Hans
Eysenck e David Nolan se destacam. Eysenck mantém o eixo entre esquerda e
direita representando política econômica e acrescenta um eixo vertical,
distribuindo as vertentes entre liberais (para baixo) e autoritárias (para
cima). O modelo de Nolan, por sua vez, apresenta um eixo associado à liberdade
econômica e outro associado à liberdade pessoal.
A
original Direita na França foi formada como uma reação contra a Esquerda e era
composta por políticos que defendiam a hierarquia, a tradição e o clericalismo.
A utilização da expressão la droite (a direita) tornou-se proeminente na França
após a restauração da monarquia, em 1815, quando la droite foi aplicada para
descrever a ultramonarquia. Em países de língua inglesa, o termo não foi
utilizado até ao século XX, quando passou a descrever discretamente a posição
que políticos e ideólogos defendiam no plano de governo que apresentavam.
No
espectro político, a esquerda onde se inclui o Socialismo caracteriza-se pela
defesa de uma maior igualdade social. Normalmente, envolve uma preocupação com
os cidadãos que são considerados em desvantagem em relação aos outros e uma
suposição de que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou
abolidas.
Existem
diferentes definições da extrema-esquerda. Alguns estudiosos definem-na como
representando a esquerda da social-democracia, enquanto outros a limitam à
esquerda dos partidos comunistas. Em certos casos, especialmente nos meios
noticiosos, o termo extrema-esquerda é associado a algumas formas de anarquismo
e comunismo, ou caracteriza grupos que defendem o anticapitalismo revolucionário
e a antiglobalização.
A
política de extrema-esquerda pode envolver atos violentos e a formação de
organizações militantes destinadas a abolir o sistema capitalista e a alta
classe dominante. O terrorismo de extrema-esquerda consiste em grupos que
tentam realizar os seus ideais radicais e provocar mudanças através da
violência, em vez de processos políticos estabelecidos.





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