Os Judeus e a Palestina


Porque eles a clamam como sua Pátria

 O relato bíblico conta que os hebreus surgiram do patriarca Abraão, que por volta do século XX a.C. vivia na cidade de Ur, na Mesopotâmia. Ele, que era um pastor seminômade, teria recebido uma profecia de Deus (Javé, para os hebreus), prometendo-lhe uma terra e uma grande descendência se ele largasse a Mesopotâmia e adorasse ao único Deus.

Abraão teria seguido esse chamado e partido na migração que o levou à região de Canaã (hoje chamada Palestina). Nesse território, os hebreus fixaram-se na região do Vale do Rio Jordão, marcado por possuir terras mais férteis. Na nova terra, o estilo de vida dos hebreus era baseado no seminomadismo, e essa fase da história hebraica é conhecida como a “fase dos patriarcas”.

Acredita-se que a sobrevivência dos hebreus vinha da criação de animais e do cultivo agrícola. O cultivo de animais era muito comum entre as tribos hebraicas que habitavam regiões mais desérticas, enquanto que, na agricultura, o arado e métodos de irrigação já eram utilizados para melhorar a produtividade do solo.

 Escravidão no Egito

Após esse período em Canaã, a narrativa conta que os hebreus decidiram migrar para o Egito, o que pode ter acontecido por volta de 1700 a.C. e foi motivado pela escassez de alimentos em toda Canaã. O Egito, por sua vez, era uma terra fértil, por conta do rio Nilo, e por isso não enfrentava dificuldades alimentares.

Existe divergência sobre se a migração dos hebreus ao Egito teria sido extensiva a todas as tribos ou se apenas uma parte delas se mudou para lá. De toda forma, a chegada dos hebreus ao Egito coincidiu com o período em que os hicsos, povo de origem semita (assim como os hebreus), dominavam a região.

Os hebreus teriam se aproveitado desse facto, estabelecendo-se lá pacificamente e ocupando posições importantes na região. A colaboração hebraica com os hicsos acabou custando caro, pois os hebreus passaram a ser escravizados depois que os egípcios expulsaram os hicsos, tendo a sua libertação ocorrido mais tarde, por volta de 1300 a.C., por ação de Moisés. Essa volta para Canaã ficou conhecida como Êxodo, e alguns historiadores alegam que não existem evidências de que um tão grande número de pessoas, tenham feito essa migração simultaneamente. Assim, muito provavelmente, a história do Êxodo tem um fundo histórico real, mas mitificado, embora devamos acreditar na Bíblia que nos diz que depois de anos peregrinando pela Península do Sinai, os hebreus retornaram para Canaã e passaram a disputar o domínio sobre a região com outros povos.

 O Retorno a Canaã

Quando os hebreus voltaram a Canaã, encontraram a terra povoada pelos cananeus (povos originários da região) e filisteus. A narrativa bíblica conta que a região teria sido conquistada em uma campanha militar feita sob a liderança de Josué. Nessa campanha, após a região integralmente conquistada, cada tribo de Israel teria ocupado uma parte distinta.

O Livro de Ester foi o primeiro a se referir à nação hebraica como de judeus, mas o nome pegou e nos 2.500 anos seguintes testariam repetidamente o "judaísmo". Sob incontáveis regimes, tanto amigáveis quanto hostis como geralmente acontecia, eles lutavam contra amigos e inimigos que desejavam impor-lhes a sua vontade às custas do relacionamento com Deus. A primeira destruição, segundo alguns historiadores, ocorreu na terceira deportação pelos babilônios no ano 586 a.C., pelos exércitos da Babilônia, comandados pelo rei Nabucodonosor II que em 586/587 a.C. sitiou Jerusalém pela primeira vez, segundo o livro bíblico de Daniel Cap.1:1. Com a Grande Revolta Judaica contra o domínio romano, durante o governo do imperador romano Vespasiano em 70, Jerusalém foi tomada pelas forças do comandante romano, Tito. Com a derrota, outra vez, as muralhas e o Templo de Jerusalém (que o rei Herodes, o Grande, ampliara e embelezara, tornando-o portentoso) foram destruídas, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas. A terceira destruição de Jerusalém ocorreu em 135 d.C, quando o imperador Adriano mandou arrasar a cidade, ao cabo da revolta judaica liderada por Simão Barcoquebas. Sobre os restos de Jerusalém, edificou-se uma cidade helênica (Élia Capitolina) e sobre o monte onde se erguera o santuário de Javé, erigiu-se um templo dedicado a Júpiter Capitolino. Foi mudado o nome da província romana da Judeia, para Síria-Palestina.

Esta foi a última destruição e colocou de vez um fim para alguma tentativa de reerguer o templo. Até a data atual o templo de Jerusalém não foi reerguido e resta apenas o grande muro que cercava a região do antigo templo e é popularmente conhecido como o “muro das lamentações”.

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Depois que passaram a dominar uma parte considerável de Canaã, os hebreus transitaram da organização tribal para uma estrutura de Estado, constituindo uma monarquia, da qual Salomão foi o principal rei, mas após a sua morte, por volta de 930 a.C., os hebreus entraram em conflitos internos e se dividiram em dois reinos. Ao Norte, 10 tribos deram origem ao Reino de Israel, tendo como capital a cidade de Samaria. Ao Sul, 2 tribos constituíram o Reino de Judá, tendo como capital Jerusalém.

Divididos, os hebreus foram alvo de uma sequência de domínios na Antiguidade: pelos Assírios, Caldeus, Persas, Greco-macedônicos e Romanos.

Durante o domínio dos Caldeus (novos babilônios) o rei Nabucodonosor realizou a primeira destruição do Templo de Salomão e levou os judeus como cativos para a babilônia, marcando o chamado “Cativeiro Babilônico dos Hebreus”.

Mas, foi durante o domínio romano que os judeus passaram a ser violentamente perseguidos.

"Por volta do ano 70 d.C. – momento em que Roma havia invadido e destruído a cidade de Jerusalém – os judeus um grupo de aproximadamente mil judeus organizaram uma rebelião para tomar a região de Massada uma fortaleza no deserto, e transformar aquele lugar em seu último ponto da resistência. Conseguiram o seu intento e viriam a residir naquela localidade ao longo dos dois anos seguintes.

Em 72 d. C., percebendo que eles não sairiam de lá tão cedo, Roma ordenou que um grupo de 15mil soldados realizasse a invasão de Massada e a aniquilação dos revoltosos. Sob o comando do general Flávio Silva, os soldados romanos realizaram um grande cerco. A tática inicial seria esperar até que os judeus saíssem do lugar em busca de água e mantimentos. Apesar de lógico, o plano demoraria muito tempo, pois os judeus contavam com um grande estoque de alimentos. Em 70 d.C, a cidade de Jerusalém foi sitiada pelo exército romano e, consequentemente, mais uma vez houve a destituição político-administrativa do reino hebreu.

Dessa forma, o general ordenou que um destacamento de judeus escravizados fosse utilizado para a construção de uma enorme rampa feita de pedras e terra batida. Através dessa rampa, os soldados construíam uma via de acesso para que pudessem ultrapassar as grossas muralhas que cercavam o lugar. Além da rampa, esses mesmos escravos foram utilizados para a construção de uma torre de vinte e oito metros postada contra a muralha.

Quando alcançaram as muralhas do lugar, os romanos utilizaram o aríete, poderosa arma que utilizava uma ponta de ferro com o formato da cabeça de um carneiro. Acoplada a uma enorme tora de madeira, os soldados romanos puxavam a tora para trás e, assim, empurravam a cabeça metálica contra a muralha. Em pouco tempo, os fortes golpes abalaram as proteções de Massada. Visando dificultar as coisas para os romanos, os judeus construíram um muro interno feito de terra, pedra e madeira que foi logo incendiado.

No momento em que a vitória romana se mostrava irreversível, os judeus, sob a liderança de Eleazar ben Yair’s, se convenceram de que era melhor morrer do que se entregar à Roma. Com isso, segundo o historiador Flávio Josefo, o pai de cada família judia decidiu matar a sua mulher e seus filhos. Depois disso, dez homens foram sorteados para matar os demais. Um sorteado entre os dez, mataria os outros nove e, por sua vez, seria forçado a cometer suicídio.

Sem condições de reagir com eficácia ao domínio e opressão dos romanos, os judeus iniciaram um processo de dispersão pelo mundo, com a promessa, feita ao pé do Monte Sião, de que um dia retornariam à terra que consideravam sagrada. Esse movimento de dispersão foi denominado como a “Diáspora dos Hebreus ou Judeus” e durou cerca de 2.000 anos tendo se dado a migração para países do continentes africano, asiático e europeu.

Os sefaradis

O processo migratório dos hebreus na África foi para a região norte, onde existiam comunidades tribais muçulmanas chamadas de berberes ou mouros.

Os refugiados mantiveram aproximação cultural com os mouros, que eram mais pacíficos e estavam em expansão na Espanha. Em razão desse contato,os hebreus passaram a ser chamados de “sefaradis”.

Essa segmentação de hebreus sefaradis desenvolveu um idioma próprio, o ladino, que mescla vocábulos do hebraico e do espanhol medieval.

Os ashkenazi

Os hebreus que migraram para o leste da Europa, especificamente na região entre a Alemanha e a França, nas proximidades do vale do rio Reno, e até à Rússia, passaram a ser chamados de ashkenazi, estando economicamente ligados à atividade artesanal, fabricação de vinho e ao comércio.

 

Os àrabes e a Palestina

Aproximadamente entre 2.000 a.C. e 622 d.C., os árabes organizaram-se de forma tribal, ou seja, sem desenvolver  nenhuma estrutura de Estado. Estima-se que havia 360 tribos, divididas em árabes urbanos e árabes do deserto, os beduínos.

A sua religião, o islamismo, era politeísta com cerca de 360 divindades. Acreditavam que um fragmento de meteoro, que caiu na cidade de Meca, a “Pedra Negra”, teria sido enviado pelos deuses e passaram a cultuá-lo, criando a Caaba no seu entorno e tornando a pedra sagrada. De acordo com a tradição mulçumana, a pedra era inicialmente branca, e se enegreceu em virtude dos pecados humanos.

Foi somente em 622, na chamada Hégira (fuga de Maomé de Meca para Yatrib – Medina), que surgiu, o Maometanismo, nova religião muçulmana sob a liderança do profeta Mohamad (Maomé). O evento marca o ano 1 do calendário religioso islâmico e a transição dos árabes do politeísmo para o monoteísmo. Maomé sofreu influência do monoteísmo judaico-cristão e do dualismo persa (zoroastrismo).

 

Entre os vários princípios deixados por Maomé destaca-se a Jihad, termo árabe que significa “luta”, “esforço” ou empenho em nome do deus único, Alah. Dessa forma, todo o sacrifício ou esforço em nome de Alah é sagrado, até mesmo a guerra, se esta for necessária.

 

Após a morte de Maomé, em 632 d.C., os seus seguidores, movidos pelo princípio da Jihad, iniciaram um processo de expansão do islamismo e assim, outros povos, não árabes, assimilaram a religião. Daí afirmar-se que nem todo árabe é islâmico e nem todo islâmico é árabe, pois há uma minoria de árabes que professam outras religiões, como o cristianismo, e há povos que não são árabes, como os turcos e os iranianos (antigos persas) que aderiram ao islamismo.

As tribos árabes que povoaram a Palestina

Enquanto os judeus estavam dispersos pelo mundo, a região da antiga Canaã, agora chamada Palestina, passou a ser ocupada por várias tribos árabes muçulmanas, a partir do século VII.

Até ao século XX no entanto, os árabes palestinos não conseguiram construir uma unidade que lhes permitisse constituir um Estado. Além de que a tradição e as rivalidades entre essas comunidades não viabilizavam uma mentalidade voltada para uma união política.

A volta dos judeus para a região, após a Primeira Guerra Mundial, fomentou disputas territoriais, políticas e religiosas, que não foram resolvidas até os nossos dias.

Mas um aspecto interessante, é que tanto os judeus quanto os árabes islâmicos se consideram herdeiros de Abraão, considerando de um lado a linhagem de Isaac e, de outro lado, a linhagem de Ismael.

O Sionismo e a volta dos judeus para a Palestina

No século XIX, em meio à onda de nacionalismos extremados (pangermanismo e pan-eslavismo), as discriminações aos judeus foram intensificadas na Europa, e é nesse contexto que o jornalista húngaro Theodor Herzl, autor do livro “O Estado Judeu”, colaborou para o desenvolvimento de um nacionalismo judaico, o Sionismo (lembrando a promessa feita no Monte Sião).

O Sionismo propunha a reunião dos judeus dispersos pelo mundo, a sua volta para a Palestina e a efetivação do moderno Estado de Israel. Além disso, o Sionismo representou uma resposta da comunidade judaica internacional ao antissemitismo (termo que se caracterizou como a discriminação e opressão sobre o povo judeu).

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Reino Unido necessitou de recursos econômicos e recorreu aos judeus ricos que encabeçavam o movimento sionista.

Essa aproximação viabilizou, em 1917, a “Declaração Balfour”, documento pelo qual o Reino Unido se comprometia, em caso de vitória na 1ª Guerra, a apoiar a volta dos judeus para a Palestina e o reconhecimento de um Estado Judeu na Região.

No entanto, como os britânicos contaram com o apoio dos árabes para lutar contra o Império Turco-Otomano, durante a 1ª Guerra Mundial, comprometendo-se a apoiar a autonomia dos povos árabes, a Declaração Balfour foi considerada uma traição dos britânicos contra estes.

Após a 1ª Guerra o Império Otomano foi desmembrado pelo Tratado de Sèvres, mas os árabes não conseguiram a autonomia prometida. O território foi transformado em protetorados: da França (que ficou com Líbano e Síria) e Reino Unido (que ficou com Egito, Palestina, Jordânia, Iraque e Kuwait).

Detendo poder sobre a Palestina, o Reino Unido passou a apoiar os assentamentos dos judeus na região. Para poderem consolidar a presença nos territórios ocupados foram organizadas milícias judaicas denominadas Haganah. O objetivo inicial dessas forças paramilitares era defender os assentamentos judeus dos ataques árabes. Mas com o tempo, parte dessas milicias passaram a ter uma perspectiva mais agressiva, destacando-se o Irgun (milícia mais radical). Por suas ações violentas esse grupo chegou a ser classificado como uma organização terrorista sionista.

Mas foi após a 2ª Guerra Mundial, tendo em vista a revelação dos horrores do holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus, que a causa sionista ganhou efetivamente o apoio da comunidade internacional. Dessa forma, o reconhecimento do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, consolidava um antigo sonho. Por outro lado porém, gerou forte reação dos países árabes vizinhos da Palestina, a qual se mantém até hoje.

 

Israelenses e árabes têm origem semita. O termo “semita” ou “semítico” deriva de Sem ou Shem, um dos três filhos de Noé. Pela narrativa do Antigo Testamento no livro de Gênesis, em seu capítulo 10, verso 30, de Sem teria derivado uma vasta descendência que teria habitado a região que compreenderia o Oriente Médio e o Norte da África.

Assim, semita ou semítico passou a designar povos que partilham uma mesma matriz genética e um tronco linguístico, originados em sua maioria no Oriente Médio, destacando-se o acádio, o amárico, o árabe, o aramaico, o assírio, o hebraico, e o tigrínia.

Contemporaneamente, os grupos semitas remanescentes são os judeus e os árabes, que a partir do século XX se tem envolvido em constantes disputas e conflitos.

Para tentarmos compreender a origem e diferença entre judeus e árabes, temos que recorrer à narrativa religiosa que remonta a época de Abraão.

Segundo a tradição bíblica, Abraão e sua esposa Sara não conseguiam conceber um filho. Sara sugeriu então, que Abraão mantivesse relações com a serva, de origem egípcia, chamada Agar. Dessa relação nasceu Ismael mas, segundo consta no Antigo Testamento, Sara conseguiu conceber o filho Isaac quando estava com 90 anos. Quando Isaac nasceu, Ismael tinha 13 anos de idade e o filho de Sara gerou um conflito inevitável. Assim, Abraão determinou que Agar e Ismael se separassem do grupo. Posteriormente, Ismael teria dado origem a 12 filhos e daí a uma imensa descendência que teria originado os povos árabes.

Já o filho de Sara, Isaac, deu origem a Esaú e Jacob. Jacob, por sua vez, concebeu 12 filhos que deram origem as 12 tribos que formaram o povo de Israel.

Qual é o significado da Palestina para os judeus?

O Mandato Britânico na Palestina originalmente incluía tudo o que é hoje a Jordânia, bem como o que hoje é Israel e os territórios entre eles. No entanto, quando o “protégé” britânico Emir Abdullah foi forçado a abandonar o seu domínio hashmaíta na Arábia, os britânicos criaram para ele uma região alternativa para o seu reino, localizada ao leste do rio Jordão. Não havia nenhum nome árabe para o território, e os ingleses a chamaram de “além do Jordão”, ou “Trans-Jordânia”; e posteriormente apenas “Jordânia”.

Com esta manobra política, que violava todas as regras estipuladas pela Declaração Balfour e pelo Mandato Britânico, os ingleses retiraram 75% da região destinada a ser o “Lar dos Judeus”, como havia declarado a rainha. Não foi permitido que nenhum judeu habitasse na região da Trans-Jordânia (ou Jordânia). Menos de 25% permaneceu da Palestina original do Mandato Britânico, destinado aos “assentamentos judaicos” prometidos pelos ingleses. Além disso, eles restringiram a imigração judaica na região e impuseram restrições quanto ao local onde os judeus poderiam trabalhar, viver, construir ou plantar. Na verdade, as regiões mais deploráveis da então Palestina britânica foram destinadas aos judeus, como os pântanos da Galiléia e as regiões infestadas de malária como Jafa e Tel-Aviv.

Somente após 1967, Israel finalmente conseguiu habitar em algumas das regiões prometidas pelos britânicos aos judeus. Apesar destes constantemente declararem como ilegais os assentamentos judaicos durante o Mandato Britânico, foram eles mesmos que agiram contrariamente à lei ao expulsarem os judeus da região já declarada “O Lar Judaico Nacional” pela Liga das Nações e pela rainha da Inglaterra.

 MAS ENTÃO, QUEM SÃO OS “PALESTINOS”?

 Durante o Mandato Britânico em Israel (1920-1948), os ingleses se referiam à população judaica de Israel como “Palestinos” (termo na verdade criado pelos Romanos no início da era cristã com o intuito de humilhar os judeus – uma vez que “Palestina” significa “local dos Filisteus”, antigos inimigos dos judeus que foram extintos pelos Persas no sec. X a.C). Em 1939, os ingleses decidem proibir toda imigração Judaica para a “Palestina”, algo que era constante desde o século XVIII na região. Esta proibição foi feita no momento em que os Judeus mais precisariam de ajuda, uma vez que o Nazismo estava fortemente se estabelecendo na Europa e milhões de judeus estavam sendo perseguidos. Milhares que conseguiam escapar dos campos de concentração e tentaram ir para Israel, foram mandados de volta para o inferno, novamente para as câmaras de gás na Europa.

Mas ao mesmo tempo em que os britânicos proíbem a imigração judaica, eles permitem ou ignoram a imigração ilegal de milhares de árabes da Jordânia (chamada de Palestina Oriental), Síria, Egito e de várias partes do norte da África. Em 1939, Winston Churchill declara que “…longe de serem perseguidos, os árabes invadiram a região e se multiplicaram…!” Estatísticas exatas da população da região na época são problemáticas, mas sabe-se que em 1947 o número de árabes ao oeste do Jordão triplicou em comparação a 1900.

O mito atual é que estes árabes há muitos séculos já estavam estabelecidos na Palestina, até que vieram os judeus e os “desalojaram” em 1948. Mas na verdade, foi a imigração recente de árabes para a Palestina que “desalojou” os judeus. O aumento massivo da população árabe na região é comprovada pela lei criada pela ONU em 47: “Qualquer árabe que tenha habitado na Palestina por pelo menos dois anos, mas que deixou a região em 1948, é considerado um “refugiado palestino”. “Esta é a origem dos famosos “refugiados palestinos”.

As estatísticas sobre a população judaica e árabe na região raramente levam em consideração como surgiram tais proporções. Um dos fatores foi a política inglesa de manter os judeus fora ao mesmo tempo em que trazia os árabes. Outro fator foi a violência utilizada para matar ou expulsar até mesmo judeus que já estavam há muito tempo estabelecidos na região. Por exemplo: A conexão judaica com a cidade de Hebron data dos dias de Abraão, e na verdade, sempre existiu lá uma comunidade judaica desde os dias de Josué, antes mesmo do Rei Davi torná-la capital. Mas em 1929, uma revolta armada de árabes (com o consenso britânico), matou e expulsou quase toda a comunidade judaica de Hebron.

Outro exemplo: Em 1948, a Transjordânia passou a ocupar quase todo o território da Judéia e Samaria (os quais eles chamavam de Cisjordânia) bem como a parte Oriental de Jerusalém e a cidade antiga. O que foi feito com os milhares de judeus que já habitavam na região? Foram assassinados ou expulsos.



Texto obtido do Ministério Ensinando de Sião (História e Significado)

 

DE PALESTINA PARA ISRAEL

O que seria da “Palestina” após o Mandato Britânico? Esta questão foi levantada por vários líderes britânicos e também mundiais, culminando com a decisão da ONU em 1947. Durante as várias deliberações, oficiais, representantes e escritores ÁRABES expressaram suas visões sobre a “Palestina”.

“Não existe um país chamado Palestina. ‘Palestina’ é um termo que os sionistas inventaram (…). Nosso país foi por séculos parte da Síria. ‘Palestina’ é estranha a nós. Foram os sionistas (termo como os árabes se referem aos judeus) que criaram este termo.” Líder árabe que discursou na Comissão Britânica, 1937.

 “Palestina? Jamais existiu tal coisa na história! Absolutamente não!” Professor Philip Hitti, historiador árabe a serviço do Comitê Anglo-Americano, 1946.

 “Todos sabem que a ‘Palestina’ não é nada mais do que o sul da Síria”. Delegado da Arábia Saudita no Conselho de Segurança da ONU, 1956.

 “Nunca existiu uma região chamada Palestina, governada por palestinos. Não há uma língua chamada Palestina. Não existe uma cultura Palestina. Palestinos são na verdade árabes, sem distinção de Jordanianos (outra invenção recente), Sírios, Libaneses, Iraquianos, etc. Os árabes controlam 99,9% das terras do Oriente Médio. Israel representa 0,1% da região. Mas isso já é muito para os árabes. Eles querem tudo! Esta é a razão dos conflitos existentes hoje em Israel. Não importa quantas concessões territoriais o governo de Israel fará; nunca será o suficiente.

Mitos do Oriente Médio”, por Joseph Farah, escritor e jornalista árabe.

 Até 1948, os árabes ainda não haviam descoberto sua nação milenar chamada “Falastina” (até hoje eles nem sequer conseguem pronunciar a palavra “Palestina”, trocando o “P” pelo “F”). Quando a ONU lhes ofereceu metade da Palestina ao oeste do Jordão como seu país, eles violentamente rejeitaram a proposta. Logo após a declaração da ONU criando as duas nações na região (uma árabe e uma judaica), seis nações árabes iniciaram uma guerra visando a aniquilação da recém formada nação de Israel. O propósito desta guerra jamais foi estabelecer uma nação independente chamada “Falastina”, mas sim, expulsar e aniquilar os judeus para dividir entre eles a região antes controlada pelos ingleses.

 Os líderes destas nações árabes ordenaram que a população árabe da então Palestina emigrasse para as regiões de fronteira e para a costa, uma vez que conduziriam um ataque massivo aos judeus em todos os povoados. Ironicamente, eles demandaram a retirada mas jamais ofereceram seus territórios para receberem tais refugiados. Israel, pressentindo a guerra eminente, organizou uma campanha nacional onde garantiu aos árabes que ficassem no país, com cidadania israelense, liberdade de religião e de culto, bem como os mesmos direitos civis e políticos que os judeus teriam. Após o término da Guerra e a vitória de Israel, os árabes que permaneceram se tornaram cidadãos de Israel, e os que abandonaram suas casas esperando a destruição dos judeus foram rejeitados pelos países árabes das fronteiras onde estavam refugiados. Egito, Jordânia, Síria e Líbano fecharam suas portas para seus irmãos árabes, dando início ao que conhecemos hoje como os “Refugiados Palestinos”.

 Apesar de ter perdido esta guerra, a Jordânia (então chamada Transjordânia) conseguiu anexar a Cisjordânia e a cidade oriental de Jerusalém, matando ou expulsando os judeus que habitavam na região (judeus de todas as nações que há milênios cuidavam dos locais judaicos sagrados para o judaísmo). O Egito, por sua vez, ocupou a faixa de Gaza. Estas duas nações árabes ocuparam estas regiões até 1967. Neste ano, elas iniciaram uma outra guerra para aniquilar Israel, e como consequência de seu fracasso, perderam as terras que tomaram na Guerra de 1948. Nos 19 anos que ocuparam estas regiões, Jordânia e Egito nunca planejaram criar um estado “Falestino” para os “palestinos”. Nem mesmo os palestinos tinham esta reivindicação. Aliás, ninguém no mundo jamais sugeriu tal coisa.

 Finalmente, em 1964, o “Movimento para Libertação da Palestina” foi criado por Yasser Arafat com o claro objetivo de promover a destruição de Israel. Com este propósito, ele ajudou também nos ataques precipitados a Israel em 1967. O resultado frustrado deste ataque inspirou uma mudança da opinião pública. Como propaganda, era mais prudente falar em “liberação da Palestina” do que em “destruição de Israel”. Grande parte do mundo, governos, a mídia e a opinião pública aceitou sem questionamento ou análise o novo mito árabe de luta para criação da nação chamada “Falastina”. Até aos dias de hoje as principais organizações terroristas entre os árabes financiam o terror em Israel. Eles não têm nenhum plano para fundar uma nação Palestina nem nunca terão. Seu intuito é armar até aos dentes grupos como o Fatah, Hizbolá e o Hamas para matarem o maior número de judeus possível. Famílias de jovens suicidas, conhecidos como “homens bomba”, recebem gratificações de milhares de dólares de governos e Sheiks árabes, como recompensa pelo “sacrifício” de seus filhos. Eles abertamente financiam e incentivam o terrorismo em Israel e no mundo, mas a mídia mundial finge não saber.

 A SITUAÇÃO ATUAL

Desde o início da década de 2000, Israel tem colocado em prática um plano de evacuação dos territórios conquistados em 67, que inclui a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as planícies do Golan. Gaza já foi completamente entregue em 2005, e se tornou um centro de treinamento para o Hamas, que aos trancos e barrancos finge administrar a região. A Cisjordânia está sendo evacuada e entregue para os palestinos (leia-se Fatah), e a região afunda economicamente e socialmente de forma proporcional à retirada de Israel. Agora, os terroristas do Hizbolá (financiados pelo Iran) esperam receberem o Golan. Para a mídia mundial os palestinos prometem paz em troca de território, mas para os Israelenses esta promessa nunca foi nem nunca será cumprida. Se o objetivo de todas estas entidades terroristas é abertamente “destruir a Israel”, como alguém pode acreditar que a entrega de terra cessará o conflito?

À medida que a faixa de Gaza e a Cisjordânia eram evacuadas, Israel via o número de atentados suicidas aumentar a cada ano, sendo todos os assassinos provenientes desses territórios. Israel então dá início ao audacioso plano de construir uma barreira nos pontos mais frágeis da fronteira com a Cisjordânia, visando diminuir o número de atentados. O projeto atual é proteger toda a extensão da fronteira, totalizando quase 700 km. Até o final de 2007, 60% da barreira já havia sido construída. Desde o início da construção, em 2003, o número de atentados suicidas nas cidades israelenses diminuiu em 99,5%. “Tivemos que aprender a usar foguetes uma vez que Israel descobriu uma maneira de se proteger de nossos ataques suicidas. Com a construção deste muro, nossos militantes não conseguem mais penetrar em território Israelense para realizarem seus ataques suicidas”, afirmou Ramadan Shalah, líder da Jihad Islamica Palestina em entrevista ao jornal islâmico Al-Sharq.

 Os palestinos, que carregam o ódio islâmico contra os judeus e contra Israel, aproveitaram-se durante décadas da falta de segurança nas fronteiras para invadirem e promoverem atos de terrorismo em território Israelense. Centenas de civis inocentes morreram em Israel em ônibus, em restaurantes, lanchonetes, praças, ruas, shopping centers, etc. Nunca houve qualquer comoção por parte da mídia internacional ou da ONU. Agora, após a início da construção do Muro de Segurança, os palestinos posam para a mídia mundial como aprisionados, injustiçados e separados de Israel com um muro que chamam de “Muro do Apartheid”. “Muitos são os danos psicológicos que os palestinos destas regiões têm sofrido, além do efeito na economia, na saúde e no bem estar da população”, afirma o relatório elaborado pela ONU em 2005. Mas onde estão os relatórios sobre os danos psicológicos, econômicos e sociais de Israel frutos de anos de barbárie palestina? É lícito tentar manter seguro suas fronteiras? É lícito proteger o seu povo de organizações que abertamente desejam a sua aniquilação?

Ninguém tem resposta para estas perguntas. Ou ninguém concorda com elas.

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