Os
Judeus e a Palestina
Porque eles a clamam como sua Pátria
Abraão teria seguido
esse chamado e partido na migração que o levou à região de Canaã (hoje chamada
Palestina). Nesse território, os hebreus fixaram-se na região do Vale do Rio
Jordão, marcado por possuir terras mais férteis. Na nova terra, o estilo de
vida dos hebreus era baseado no seminomadismo, e essa fase da história hebraica
é conhecida como a “fase dos patriarcas”.
Acredita-se que a
sobrevivência dos hebreus vinha da criação de animais e do cultivo agrícola. O
cultivo de animais era muito comum entre as tribos hebraicas que habitavam
regiões mais desérticas, enquanto que, na agricultura, o arado e métodos de
irrigação já eram utilizados para melhorar a produtividade do solo.
Escravidão no Egito
Após esse período em
Canaã, a narrativa conta que os hebreus decidiram migrar para o Egito, o que
pode ter acontecido por volta de 1700 a.C. e foi motivado pela escassez de
alimentos em toda Canaã. O Egito, por sua vez, era uma terra fértil, por conta
do rio Nilo, e por isso não enfrentava dificuldades alimentares.
Existe divergência
sobre se a migração dos hebreus ao Egito teria sido extensiva a todas as tribos
ou se apenas uma parte delas se mudou para lá. De toda forma, a chegada dos
hebreus ao Egito coincidiu com o período em que os hicsos, povo de
origem semita (assim como os hebreus), dominavam a região.
Os hebreus teriam se
aproveitado desse facto, estabelecendo-se lá pacificamente e ocupando posições
importantes na região. A colaboração hebraica com os hicsos acabou
custando caro, pois os hebreus passaram a ser escravizados depois que os
egípcios expulsaram os hicsos, tendo a sua libertação ocorrido mais
tarde, por volta de 1300 a.C., por ação de Moisés. Essa volta para Canaã ficou
conhecida como Êxodo, e alguns historiadores alegam que não existem evidências de
que um tão grande número de pessoas, tenham feito essa migração
simultaneamente. Assim, muito provavelmente, a história do Êxodo tem um fundo
histórico real, mas mitificado, embora devamos acreditar na Bíblia que nos diz
que depois de anos peregrinando pela Península do Sinai, os hebreus retornaram
para Canaã e passaram a disputar o domínio sobre a região com outros povos.
O Retorno a Canaã
Quando os hebreus voltaram
a Canaã, encontraram a terra povoada pelos cananeus (povos originários da
região) e filisteus. A narrativa bíblica conta que a região teria sido
conquistada em uma campanha militar feita sob a liderança de Josué. Nessa
campanha, após a região integralmente conquistada, cada tribo de Israel teria
ocupado uma parte distinta.
O Livro de Ester foi o
primeiro a se referir à nação hebraica como de judeus, mas o nome pegou e nos
2.500 anos seguintes testariam repetidamente o "judaísmo". Sob
incontáveis regimes, tanto amigáveis quanto hostis como geralmente acontecia, eles
lutavam contra amigos e inimigos que desejavam impor-lhes a sua vontade às
custas do relacionamento com Deus. A primeira destruição, segundo alguns
historiadores, ocorreu na terceira deportação pelos babilônios no ano 586 a.C.,
pelos exércitos da Babilônia, comandados pelo rei Nabucodonosor II que em
586/587 a.C. sitiou Jerusalém pela primeira vez, segundo o livro bíblico de
Daniel Cap.1:1. Com a Grande Revolta Judaica contra o domínio romano, durante o
governo do imperador romano Vespasiano em 70, Jerusalém foi tomada pelas forças
do comandante romano, Tito. Com a derrota, outra vez, as muralhas e o Templo de
Jerusalém (que o rei Herodes, o Grande, ampliara e embelezara, tornando-o
portentoso) foram destruídas, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas. A terceira
destruição de Jerusalém ocorreu em 135 d.C, quando o imperador Adriano mandou
arrasar a cidade, ao cabo da revolta judaica liderada por Simão Barcoquebas.
Sobre os restos de Jerusalém, edificou-se uma cidade helênica (Élia Capitolina)
e sobre o monte onde se erguera o santuário de Javé, erigiu-se um templo
dedicado a Júpiter Capitolino. Foi mudado o nome da província romana da Judeia,
para Síria-Palestina.
Esta foi a última
destruição e colocou de vez um fim para alguma tentativa de reerguer o templo.
Até a data atual o templo de Jerusalém não foi reerguido e resta apenas o
grande muro que cercava a região do antigo templo e é popularmente conhecido
como o “muro das lamentações”.
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Depois que passaram a
dominar uma parte considerável de Canaã, os hebreus transitaram da organização
tribal para uma estrutura de Estado, constituindo uma monarquia, da qual
Salomão foi o principal rei, mas após a sua morte, por volta de 930 a.C., os
hebreus entraram em conflitos internos e se dividiram em dois reinos. Ao Norte,
10 tribos deram origem ao Reino de Israel, tendo como capital a cidade de
Samaria. Ao Sul, 2 tribos constituíram o Reino de Judá, tendo como capital
Jerusalém.
Divididos, os hebreus
foram alvo de uma sequência de domínios na Antiguidade: pelos Assírios,
Caldeus, Persas, Greco-macedônicos e Romanos.
Durante o domínio dos
Caldeus (novos babilônios) o rei Nabucodonosor realizou a primeira destruição
do Templo de Salomão e levou os judeus como cativos para a babilônia, marcando
o chamado “Cativeiro Babilônico dos Hebreus”.
Mas, foi durante o
domínio romano que os judeus passaram a ser violentamente perseguidos.
"Por volta do
ano 70 d.C. – momento em que Roma havia invadido e destruído a cidade de
Jerusalém – os judeus um grupo de aproximadamente mil judeus organizaram uma
rebelião para tomar a região de Massada uma fortaleza no deserto, e transformar
aquele lugar em seu último ponto da resistência. Conseguiram o seu intento e viriam
a residir naquela localidade ao longo dos dois anos seguintes.
Em 72 d. C.,
percebendo que eles não sairiam de lá tão cedo, Roma ordenou que um grupo de
15mil soldados realizasse a invasão de Massada e a aniquilação dos revoltosos.
Sob o comando do general Flávio Silva, os soldados romanos realizaram um grande
cerco. A tática inicial seria esperar até que os judeus saíssem do lugar em
busca de água e mantimentos. Apesar de lógico, o plano demoraria muito tempo,
pois os judeus contavam com um grande estoque de alimentos. Em 70 d.C, a cidade de Jerusalém
foi sitiada pelo exército romano e, consequentemente, mais uma vez houve a
destituição político-administrativa do reino hebreu.
Dessa forma, o
general ordenou que um destacamento de judeus escravizados fosse utilizado para
a construção de uma enorme rampa feita de pedras e terra batida. Através dessa
rampa, os soldados construíam uma via de acesso para que pudessem ultrapassar
as grossas muralhas que cercavam o lugar. Além da rampa, esses mesmos escravos
foram utilizados para a construção de uma torre de vinte e oito metros postada
contra a muralha.
Quando alcançaram as
muralhas do lugar, os romanos utilizaram o aríete, poderosa arma que utilizava
uma ponta de ferro com o formato da cabeça de um carneiro. Acoplada a uma
enorme tora de madeira, os soldados romanos puxavam a tora para trás e, assim,
empurravam a cabeça metálica contra a muralha. Em pouco tempo, os fortes golpes
abalaram as proteções de Massada. Visando dificultar as coisas para os romanos,
os judeus construíram um muro interno feito de terra, pedra e madeira que foi
logo incendiado.
No momento em que a
vitória romana se mostrava irreversível, os judeus, sob a liderança de Eleazar
ben Yair’s, se convenceram de que era melhor morrer do que se entregar à Roma.
Com isso, segundo o historiador Flávio Josefo, o pai de cada família judia
decidiu matar a sua mulher e seus filhos. Depois disso, dez homens foram
sorteados para matar os demais. Um sorteado entre os dez, mataria os outros
nove e, por sua vez, seria forçado a cometer suicídio.
Sem condições de
reagir com eficácia ao domínio e opressão dos romanos, os judeus iniciaram um
processo de dispersão pelo mundo, com a promessa, feita ao pé do Monte Sião, de
que um dia retornariam à terra que consideravam sagrada. Esse movimento de
dispersão foi denominado como a “Diáspora dos Hebreus ou Judeus” e durou cerca
de 2.000 anos tendo se dado a migração para países do continentes africano,
asiático e europeu.
Os sefaradis
O processo migratório
dos hebreus na África foi para a região norte, onde existiam comunidades
tribais muçulmanas chamadas de berberes ou mouros.
Os refugiados
mantiveram aproximação cultural com os mouros, que eram mais pacíficos e
estavam em expansão na Espanha. Em razão desse contato,os hebreus passaram a
ser chamados de “sefaradis”.
Essa segmentação de
hebreus sefaradis desenvolveu um idioma próprio, o ladino, que mescla vocábulos
do hebraico e do espanhol medieval.
Os
ashkenazi
Os hebreus que
migraram para o leste da Europa, especificamente na região entre a Alemanha e a
França, nas proximidades do vale do rio Reno, e até à Rússia, passaram a ser
chamados de ashkenazi, estando economicamente ligados à atividade artesanal,
fabricação de vinho e ao comércio.
Os àrabes e a Palestina
Aproximadamente entre
2.000 a.C. e 622 d.C., os árabes organizaram-se de forma tribal, ou seja, sem
desenvolver nenhuma estrutura de Estado.
Estima-se que havia 360 tribos, divididas em árabes urbanos e árabes do
deserto, os beduínos.
A sua religião, o
islamismo, era politeísta com cerca de 360 divindades. Acreditavam que um
fragmento de meteoro, que caiu na cidade de Meca, a “Pedra Negra”, teria sido
enviado pelos deuses e passaram a cultuá-lo, criando a Caaba no seu entorno e
tornando a pedra sagrada. De acordo com a tradição mulçumana, a pedra era
inicialmente branca, e se enegreceu em virtude dos pecados humanos.
Foi somente em 622,
na chamada Hégira (fuga de Maomé de Meca para Yatrib – Medina), que surgiu, o
Maometanismo, nova religião muçulmana sob a liderança do profeta Mohamad
(Maomé). O evento marca o ano 1 do calendário religioso islâmico e a transição
dos árabes do politeísmo para o monoteísmo. Maomé sofreu influência do
monoteísmo judaico-cristão e do dualismo persa (zoroastrismo).
Entre os vários
princípios deixados por Maomé destaca-se a Jihad, termo árabe que significa
“luta”, “esforço” ou empenho em nome do deus único, Alah. Dessa forma, todo o
sacrifício ou esforço em nome de Alah é sagrado, até mesmo a guerra, se esta
for necessária.
Após a morte de
Maomé, em 632 d.C., os seus seguidores, movidos pelo princípio da Jihad,
iniciaram um processo de expansão do islamismo e assim, outros povos, não
árabes, assimilaram a religião. Daí afirmar-se que nem todo árabe é islâmico e
nem todo islâmico é árabe, pois há uma minoria de árabes que professam outras
religiões, como o cristianismo, e há povos que não são árabes, como os turcos e
os iranianos (antigos persas) que aderiram ao islamismo.
As tribos árabes
que povoaram a Palestina
Enquanto os judeus
estavam dispersos pelo mundo, a região da antiga Canaã, agora chamada
Palestina, passou a ser ocupada por várias tribos árabes muçulmanas, a partir
do século VII.
Até ao século XX no entanto, os
árabes palestinos não conseguiram construir uma unidade que lhes permitisse
constituir um Estado. Além de que a tradição e as rivalidades entre essas
comunidades não viabilizavam uma mentalidade voltada para uma união política.
A volta dos judeus
para a região, após a Primeira Guerra Mundial, fomentou disputas territoriais,
políticas e religiosas, que não foram resolvidas até os nossos dias.
Mas um aspecto
interessante, é que tanto os judeus quanto os árabes islâmicos se consideram
herdeiros de Abraão, considerando de um lado a linhagem de Isaac e, de outro
lado, a linhagem de Ismael.
O Sionismo e a
volta dos judeus para a Palestina
No século XIX, em
meio à onda de nacionalismos extremados (pangermanismo e pan-eslavismo), as
discriminações aos judeus foram intensificadas na Europa, e é nesse contexto
que o jornalista húngaro Theodor Herzl, autor do livro “O Estado Judeu”,
colaborou para o desenvolvimento de um nacionalismo judaico, o Sionismo
(lembrando a promessa feita no Monte Sião).
O Sionismo propunha a
reunião dos judeus dispersos pelo mundo, a sua volta para a Palestina e a
efetivação do moderno Estado de Israel. Além disso, o Sionismo representou uma
resposta da comunidade judaica internacional ao antissemitismo (termo que se
caracterizou como a discriminação e opressão sobre o povo judeu).
Durante a Primeira
Guerra Mundial (1914-1918) o Reino Unido necessitou de recursos econômicos e
recorreu aos judeus ricos que encabeçavam o movimento sionista.
Essa aproximação
viabilizou, em 1917, a “Declaração Balfour”, documento pelo qual o Reino Unido
se comprometia, em caso de vitória na 1ª Guerra, a apoiar a volta dos judeus
para a Palestina e o reconhecimento de um Estado Judeu na Região.
No entanto, como os
britânicos contaram com o apoio dos árabes para lutar contra o Império
Turco-Otomano, durante a 1ª Guerra Mundial, comprometendo-se a apoiar a
autonomia dos povos árabes, a Declaração Balfour foi considerada uma traição
dos britânicos contra estes.
Após a 1ª Guerra o
Império Otomano foi desmembrado pelo Tratado de Sèvres, mas os árabes não
conseguiram a autonomia prometida. O território foi transformado em
protetorados: da França (que ficou com Líbano e Síria) e Reino Unido (que ficou
com Egito, Palestina, Jordânia, Iraque e Kuwait).
Detendo poder sobre a
Palestina, o Reino Unido passou a apoiar os assentamentos dos judeus na região.
Para poderem consolidar a presença nos territórios ocupados foram organizadas
milícias judaicas denominadas Haganah. O objetivo inicial dessas forças
paramilitares era defender os assentamentos judeus dos ataques árabes. Mas com
o tempo, parte dessas milicias passaram a ter uma perspectiva mais agressiva,
destacando-se o Irgun (milícia mais radical). Por suas ações violentas
esse grupo chegou a ser classificado como uma organização terrorista sionista.
Mas foi após a 2ª
Guerra Mundial, tendo em vista a revelação dos horrores do holocausto cometido
pelos nazistas contra os judeus, que a causa sionista ganhou efetivamente o
apoio da comunidade internacional. Dessa forma, o reconhecimento do Estado de
Israel, em 14 de maio de 1948, consolidava um antigo sonho. Por outro lado porém,
gerou forte reação dos países árabes vizinhos da Palestina, a qual se mantém
até hoje.
Israelenses e árabes
têm origem semita. O termo “semita” ou “semítico” deriva de Sem ou Shem, um dos
três filhos de Noé. Pela narrativa do Antigo Testamento no livro de Gênesis, em
seu capítulo 10, verso 30, de Sem teria derivado uma vasta descendência que
teria habitado a região que compreenderia o Oriente Médio e o Norte da África.
Assim, semita ou
semítico passou a designar povos que partilham uma mesma matriz genética e um
tronco linguístico, originados em sua maioria no Oriente Médio, destacando-se o
acádio, o amárico, o árabe, o aramaico, o assírio, o hebraico, e o tigrínia.
Contemporaneamente,
os grupos semitas remanescentes são os judeus e os árabes, que a partir do
século XX se tem envolvido em constantes disputas e conflitos.
Para tentarmos
compreender a origem e diferença entre judeus e árabes, temos que recorrer à
narrativa religiosa que remonta a época de Abraão.
Segundo a tradição
bíblica, Abraão e sua esposa Sara não conseguiam conceber um filho. Sara
sugeriu então, que Abraão mantivesse relações com a serva, de origem egípcia,
chamada Agar. Dessa relação nasceu Ismael mas, segundo consta no Antigo
Testamento, Sara conseguiu conceber o filho Isaac quando estava com 90 anos. Quando
Isaac nasceu, Ismael tinha 13 anos de idade e o filho de Sara gerou um conflito
inevitável. Assim, Abraão determinou que Agar e Ismael se separassem do grupo.
Posteriormente, Ismael teria dado origem a 12 filhos e daí a uma imensa
descendência que teria originado os povos árabes.
Já o filho de Sara,
Isaac, deu origem a Esaú e Jacob. Jacob, por sua vez, concebeu 12 filhos que
deram origem as 12 tribos que formaram o povo de Israel.
Qual é o
significado da Palestina para os judeus?
O Mandato Britânico
na Palestina originalmente incluía tudo o que é hoje a Jordânia, bem como o que
hoje é Israel e os territórios entre eles. No entanto, quando o “protégé”
britânico Emir Abdullah foi forçado a abandonar o seu domínio hashmaíta
na Arábia, os britânicos criaram para ele uma região alternativa para o seu
reino, localizada ao leste do rio Jordão. Não havia nenhum nome árabe para o
território, e os ingleses a chamaram de “além do Jordão”, ou “Trans-Jordânia”; e
posteriormente apenas “Jordânia”.
Com esta manobra
política, que violava todas as regras estipuladas pela Declaração Balfour e
pelo Mandato Britânico, os ingleses retiraram 75% da região destinada a ser o
“Lar dos Judeus”, como havia declarado a rainha. Não foi permitido que nenhum
judeu habitasse na região da Trans-Jordânia (ou Jordânia). Menos de 25%
permaneceu da Palestina original do Mandato Britânico, destinado aos
“assentamentos judaicos” prometidos pelos ingleses. Além disso, eles
restringiram a imigração judaica na região e impuseram restrições quanto ao
local onde os judeus poderiam trabalhar, viver, construir ou plantar. Na
verdade, as regiões mais deploráveis da então Palestina britânica foram
destinadas aos judeus, como os pântanos da Galiléia e as regiões infestadas de
malária como Jafa e Tel-Aviv.
Somente após 1967,
Israel finalmente conseguiu habitar em algumas das regiões prometidas pelos
britânicos aos judeus. Apesar destes constantemente declararem como ilegais os
assentamentos judaicos durante o Mandato Britânico, foram eles mesmos que
agiram contrariamente à lei ao expulsarem os judeus da região já declarada “O
Lar Judaico Nacional” pela Liga das Nações e pela rainha da Inglaterra.
MAS ENTÃO, QUEM SÃO OS “PALESTINOS”?
Durante o Mandato Britânico em Israel (1920-1948), os ingleses se referiam à população judaica de Israel como “Palestinos” (termo na verdade criado pelos Romanos no início da era cristã com o intuito de humilhar os judeus – uma vez que “Palestina” significa “local dos Filisteus”, antigos inimigos dos judeus que foram extintos pelos Persas no sec. X a.C). Em 1939, os ingleses decidem proibir toda imigração Judaica para a “Palestina”, algo que era constante desde o século XVIII na região. Esta proibição foi feita no momento em que os Judeus mais precisariam de ajuda, uma vez que o Nazismo estava fortemente se estabelecendo na Europa e milhões de judeus estavam sendo perseguidos. Milhares que conseguiam escapar dos campos de concentração e tentaram ir para Israel, foram mandados de volta para o inferno, novamente para as câmaras de gás na Europa.
Mas ao mesmo tempo em
que os britânicos proíbem a imigração judaica, eles permitem ou ignoram a
imigração ilegal de milhares de árabes da Jordânia (chamada de Palestina
Oriental), Síria, Egito e de várias partes do norte da África. Em 1939, Winston
Churchill declara que “…longe de serem perseguidos, os árabes invadiram a
região e se multiplicaram…!” Estatísticas exatas da população da região na
época são problemáticas, mas sabe-se que em 1947 o número de árabes ao oeste do
Jordão triplicou em comparação a 1900.
O mito atual é que
estes árabes há muitos séculos já estavam estabelecidos na Palestina, até que
vieram os judeus e os “desalojaram” em 1948. Mas na verdade, foi a imigração
recente de árabes para a Palestina que “desalojou” os judeus. O aumento massivo
da população árabe na região é comprovada pela lei criada pela ONU em 47:
“Qualquer árabe que tenha habitado na Palestina por pelo menos dois anos, mas
que deixou a região em 1948, é considerado um “refugiado palestino”. “Esta é a
origem dos famosos “refugiados palestinos”.
As estatísticas sobre
a população judaica e árabe na região raramente levam em consideração como
surgiram tais proporções. Um dos fatores foi a política inglesa de manter os
judeus fora ao mesmo tempo em que trazia os árabes. Outro fator foi a violência
utilizada para matar ou expulsar até mesmo judeus que já estavam há muito tempo
estabelecidos na região. Por exemplo: A conexão judaica com a cidade de Hebron
data dos dias de Abraão, e na verdade, sempre existiu lá uma comunidade judaica
desde os dias de Josué, antes mesmo do Rei Davi torná-la capital. Mas em 1929,
uma revolta armada de árabes (com o consenso britânico), matou e expulsou quase
toda a comunidade judaica de Hebron.
Outro exemplo: Em
1948, a Transjordânia passou a ocupar quase todo o território da Judéia e
Samaria (os quais eles chamavam de Cisjordânia) bem como a parte Oriental de
Jerusalém e a cidade antiga. O que foi feito com os milhares de judeus que já
habitavam na região? Foram assassinados ou expulsos.
Texto obtido do Ministério Ensinando de Sião (História e Significado)
DE PALESTINA PARA
ISRAEL
O que seria da
“Palestina” após o Mandato Britânico? Esta questão foi levantada por vários
líderes britânicos e também mundiais, culminando com a decisão da ONU em 1947.
Durante as várias deliberações, oficiais, representantes e escritores ÁRABES
expressaram suas visões sobre a “Palestina”.
“Não existe um país
chamado Palestina. ‘Palestina’ é um termo que os sionistas inventaram (…).
Nosso país foi por séculos parte da Síria. ‘Palestina’ é estranha a nós. Foram
os sionistas (termo como os árabes se referem aos judeus) que criaram este
termo.” Líder árabe que discursou na Comissão Britânica, 1937.
“Mitos do Oriente
Médio”, por Joseph Farah, escritor e jornalista árabe.
Desde o início da
década de 2000, Israel tem colocado em prática um plano de evacuação dos
territórios conquistados em 67, que inclui a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as
planícies do Golan. Gaza já foi completamente entregue em 2005, e se tornou um
centro de treinamento para o Hamas, que aos trancos e barrancos finge
administrar a região. A Cisjordânia está sendo evacuada e entregue para os
palestinos (leia-se Fatah), e a região afunda economicamente e socialmente de
forma proporcional à retirada de Israel. Agora, os terroristas do Hizbolá
(financiados pelo Iran) esperam receberem o Golan. Para a mídia mundial os
palestinos prometem paz em troca de território, mas para os Israelenses esta
promessa nunca foi nem nunca será cumprida. Se o objetivo de todas estas
entidades terroristas é abertamente “destruir a Israel”, como alguém pode
acreditar que a entrega de terra cessará o conflito?
À medida que a faixa
de Gaza e a Cisjordânia eram evacuadas, Israel via o número de atentados
suicidas aumentar a cada ano, sendo todos os assassinos provenientes desses
territórios. Israel então dá início ao audacioso plano de construir uma
barreira nos pontos mais frágeis da fronteira com a Cisjordânia, visando
diminuir o número de atentados. O projeto atual é proteger toda a extensão da
fronteira, totalizando quase 700 km. Até o final de 2007, 60% da barreira já
havia sido construída. Desde o início da construção, em 2003, o número de
atentados suicidas nas cidades israelenses diminuiu em 99,5%. “Tivemos que
aprender a usar foguetes uma vez que Israel descobriu uma maneira de se
proteger de nossos ataques suicidas. Com a construção deste muro, nossos militantes
não conseguem mais penetrar em território Israelense para realizarem seus
ataques suicidas”, afirmou Ramadan Shalah, líder da Jihad Islamica Palestina em
entrevista ao jornal islâmico Al-Sharq.
Ninguém
tem resposta para estas perguntas. Ou ninguém concorda com elas.


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